domingo, 31 de agosto de 2008

a mídia ofuscada

Antes do início dos jogos olímpicos, choviam críticas à falta de abertura política do governo chinês. Eram feitas matérias denunciando toda a postura maquiavélica do governo, que para o objetivo final – os Jogos Olímpicos mais imponentes da história – qualquer meio era válido. A partir do início dos jogos, parece que toda a pirotecnia do evento acabou por hipnotizar a mídia, que já não explorava tanto a tirania chinesa – que reinava dias antes. Parecia, antes da cerimônia de abertura, que esta seria a primeira Olimpíada a contrariar a afirmação de Bordieu que diz que ninguém vê os Jogos Olímpicos em sua totalidade, ninguém vê que ele não é visto. Todo o contexto que envolvia o evento estava sendo explorado pela mídia. Um dos programas que assim o apresentava era o Jornal da Globo. Aspectos políticos e econômicos eram mais abordados nesse telejornal que na grande maioria dos que passam em horário nobre. Porém a luz das medalhas começou a ofuscar todos os abusos que vinham sendo denunciados, e críticas à forma como a Olimpíada foi imposta ao povo chinês, se reduziram a poucos textos opinativos, e carregados de emoção. Parece que as únicas coisas objetivas a serem mostradas sobre os jogos eram os recordes, medalhas, perfeição da organização e a plástica das imagens.

Equipe: Guilherme Binder, Gustavo Yuki, João Guilherme Frey, Mariana Alves.

A mídia veste a camisa.

A partir do texto de Bordieu, Programa para uma análise, a relexão sobre as Olimpíadas de Pequim desse ano, nos remete um espetáculo televisivo ao invés de esportivo.
O papel da mídia nesse contexto, além das influências políticas econômicas nacionais e do Comitê Olímpico Internacional, é de extrema relevância. A dramaturgização das cenas, como por exemplo a cena do diego hipólito no momento em que ele comete um erro na final e o seu pedido de desculpas aos brasileiros (http://www.youtube.com/watch?v=cA_vuADveUg&feature=related); a presença de anônimos na mídia (como familiares de atletas comentando sobre eles); a composição das imagens e os enquadramentos; são fatores que compõe esse quadro midíatico que se torna até exaustivo em época de Olimpíadas.
Em grandes veículos, como na rede Globo, que investe muito para cobrir esse jogos, há uma priorização na exibição de notícias sobre os jogos nos telejornais, bem como uma distorção dos critérios de noticiabilidade. Dá-se mais ênfase aos jogos do que à qualquer outro acontecimento de grande importância. As olimpíadas nada mais são do que um produto explorado pela mídia, a qual visa o lucro e o interesse do público, muitas vezes desconsiderando o interesse público.
Enquanto isso, no brasileiro que acompanha a cobertura dos jogos, o sentimento de emoção e o nacionalismo é despertado por conta de uma manipulação da mídia daquilo que é mais rentável. Afinal, qual é o sentido de tudo isso mesmo se não houver entretenimento?!

Por Aline Presa e Natasha Schaffer.

A mídia e seus objetivos

Cada vez mais é discutido o poder e a influência que a mídia exerce sobre a sociedade. Com isso, cada evento que a televisão cobre é motivo de repercussão e críticas. Os jogos olímpicos podem ser considerados como um exemplo, quando a sociedade pára e reflete sobre o verdadeiro objetivo das pessoas envolvidas nos grandes eventos e a maneira com que os meios de comunicação os cobrem. A princípio, a mídia teria como maior objetivo divulgar e noticiar para o público o que acontece no evento e seus bastidores. Porém, por trás disso existe a política de países e patrocinadores. Ainda assim, não se pode generalizar o papel que a mídia exerce. Muitas têm como objetivo apenas a comercialização e lucratividade, mas existem outras que se preocupam com a verdade da notícia e valorização do atleta e de seu país. Cabe aos espectadores saberem filtrar e absorver o que há de noticioso e válido no que é repassado pelos diferentes meios de comunicação.

Lívia

Anna Luísa, Lívia,Tabata e Cleverson

GJOL, UM EXEMPLO DE UNIVERSALIZAÇÃO DA NOTÍCIA

Para Pierre Levy os computadores interligados podem favorecer o surgimento da “Inteligencia Coletiva”, e é nesse contexto que se encaixa o Blog do Gjol, que apresenta um grupo de pesquisa em Jornalismo on-line de qualidade, trocando “inteligencia”(informação) com os seus receptores.
Nesse caso, ao contrário de outros meios de comunicação, o receptor pode interagir com o emissor, tendo direito de resposta. Desse modo, existe uma globalização de informações, uma troca constante de pensamentos, onde imagens, videos e textos são transmitidos via internet para quem quiser ver e ouvir, por isso para Levy “a comunicação interativa e coletiva é a principal atração do ciberespaço”, o que leva muitas pessoas a visitarem o Gjol.
Pode-se dizer que antes da democratização e popularização da Internet a comunicação ainda era controlada, censurada, barrada de alguma maneira; seja por uma editora, por uma redação de jornal, ou por algum tipo de linha editorial. Hoje, há liberdade total de expressão no ciberespaço. O computador interligado à rede está mudando o mundo da comunicação, na maioria das vezes tornando-se um instrumento de colaboração. É a total universalização da notícia.

Arthur Santana, Bruna Alcantara e Pedro Dourado

Como o jornalista consome os meios

Como o jornalista, que faz a representação do mundo por meio da noticia, consome os produtos dos meios?
Para descobrir alguns dados a respeito, as turmas de quarto período do Jornalismo da PUCPR consultaram 42 profissionais do meio impresso.
No momento, o objetivo é apresentar as respostas, a serem analisadas oportunamente.

Jornais impressos:
O mais lido é a Gazeta do Povo, com 22 indicações. Seguem-se a Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo, apontados por 16 e 8 jornalistas, respectivamente. Com menos de 5 indicações aparecem O Globo, Valor econômico, Jornal da Tarde e os paranaenses Jornal do Estado, O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná e Correio Paranaense.

Revistas:
Entre os periódicos, impressos e online, a Veja é a mais lida (9 indicações), seguida pela Isto É (6) e a Época (4). Também citadas: Vida simples, Exame, Caros amigos, Carta capital, Globo rural, Superinteressante, Saúde, Saúde e vida.

Os jornalistas e a televisão

Enquanto que para alguns a televisão é o mais completo meio de comunicação, para outros é superficial e repetitiva.
Em termos de telejornal, as respostas foram bastante diversificadas, mas evidenciam a preferência dos profissionais do meio impresso curitibano pela TV Globo: Jornal Nacional, Jornal da Globo, Globonews e o Paraná TV, da afiliada RPC, foram citados mais de duas vezes.
De outras emissoras: Jornal da Band, RIC TV e SBT Brasil.

Programas
Além dos telejornais, alguns programas foram apontados como preferidos: os de esporte da Globo, notadamente o Globo Esporte, canais de tevê por assinatura, o CQC, da Band e Tribuna da Massa, da rede Massa.
Da TV a cabo, foram lembrados os seriados House, Grey's Anatomy, The Office, 24 hours, E.R., Brothers and Sisters e as reprises de Friends, Sex and The City e Gilmore Girls .

O que os jornalistas ouvem

Quando a opção é por noticias, a emissora mais ouvida é a CBN, apontada por 16 entrevistados. Logo a seguir vem a Band News, preferência de 12 jornalistas.
Para a programação em geral, incluindo música, a Lumen aparece em primeiro lugar (4), depois a Banda B (3), a Transamérica e a 91 Rádio Rock (2).
Ainda lembradas: Bandeirantes, Caiobá, Guaíba, Mundo Livre e Jovem Pan.
Vários jornalistas contaram que costumam ouvir música ou notícias no carro, quando em trânsito, indo para o trabalho.

Internet é a favorita

Constatou-se que a internet é, atualmente, o meio a que os jornalistas curitibanos que atuam no meio impresso mais estão expostos.

Jornais acessados:
Folha (9), Estadão (4), Globo, Zero Hora, Correio Braziliense.
Gazeta do Povo (4), Paraná Online (3), Bem Paraná (3), Folha de Londrina (3), Jornale.

Blogs

Blog do Marcos Vinícius (3), Blog do Zé Beto (3).
Solda, Urbenauta, 91rock, Te Dou um Dado?, Popload, Zeca Camargo,
Noblat, Reinaldo Azevedo, Guilherme Fiúza, Mino Carta, André Gonçalves, Rogério Galindo, Luigi Poniwass, Lúcio Ribeiro, Fábio Campana, Nego Pessoa, De Primeira e Impedimento.

Outros
UOL (6), G1 (4), Terra, My Space, New Musica Express, Spin,
BBC, Bloomberg, New York Times (2), Le Monde, El Pais, Financial Times.
Documento Reservado, Agência Brasil, Carta na Escola, Site Nota 10, Nova Escola, MEC, UNESCO, Petrobras, Radiobras, Câmara, Senado, Prefeitura, Governo, AgePrev (Previdência Social), Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Ceasa (Centrais de Abastecimento), SIMA (Sistema Mercado do Atacado), Sindicatos de Classe (Bancários, Petroleiros, Aeroviários,etc), Infraero, Agências reguladoras (Anvisa, Anatel, Anac, ANS, Aneel, etc), Ministério da Justiça, universidades.

Compras
Submarino e Americanas.

Dos filmes

De acordo com as respostas, o jornalista curitibano que trabalha no meio impresso vai ao cinema entre quatro e uma vez por mês, em média, em geral no fim de semana.
É um espectador bastante convencional, a considerar o seu gosto por filmes de gênero: aventura, ficção e ação, romance, épico e suspense foram mencionados.
Duas pessoas disseram preferir documentários.
Por outro lado, poucas respostas apontam cinematografias mais à margem ou filmes considerados cult, como O Escafandro e a Borboleta, de Julian Schnabel.

Outros filmes apontados:
Batman - o cavaleiro das Trevas, Indiana Jones, Quarteto Fantástico, Homem Aranha, O Código Da Vinci.

Pedro Almodóvar foi o único diretor citado, além de Orson Welles, este por Cidadão Kane.
O filme brasileiro lembrado foi Vidas secas, de Nelson Pereira dos Santos;

Um fotojornalista afirmou apreciar filmes sobre o Vietnã,como Apocalipse Now, de Francis Coppola e Good Morning, Vietnan, de Barry Levinson.

Lembrados (sem menção a títulos) filmes cubanos, antigos, religiosos, europeus e latinos-americanos

Livros, livros, livros

Não foi possível aproximar uma freqüência de leitura, pois a maioria dos entrevistados não respondeu. As respostas dadas vão de um ou dois livros por mês a um livro a cada quatro meses, em média.

No setor de livros a variedade de gosto é mais acentuada, com destaque para a biografia, apontada por 4 entrevistados.
Jornalismo: A Sangue frio, de Truman Capote, Um caso arquivado, do Philip Gourevitch, Inverno da Guerra, de Joel Silveira.
Fotojornalismo de guerra - Caçadores de Luz: Histórias de Fotojornalismo, de Allan, Sérgio e Lula Marques e O Beijo da Morte, de Carlos Heitor Cony.
Está presente o gosto por aventura, ação, romance e suspense investigativo, por um lado. Por outro, livros de negócios, Sociologia, História, Economia, Administração, tecnologia e cosmologia.
E mais: roteiros, filosofia de vida, literatura nacional e internacional, livros que marcaram a história da literatura.


Daí a relação tão diversificada de títulos:

Vigiar e Punir, de Michel Foucault, O médico de homens e de almas, Taylor Caldwell,
A ciência médica de House - a verdade por trás dos diagnósticos da série de TV, de Andrew Holtz.,
A menina que roubava livros, de Markus Zusak, O Código Da Vinci, de Dan Brown, Sábado, de Ian McEwan, Viver, Yu Hua,
Nunca Subestime uma Mulherzinha, de Fernanda Takai, Lavoura Arcaica, de Raduan Nassar, On the Road , Jack Kerouac, Na natureza Selvagem, do John Krakauer, Pé na estrada, de José Paulo Ferrer (não confundir com On the road, de Jack Kerouac),
Harry Potter (“sei que é considerado um produto para o mercado, mas fazer o quê? eu gosto” , diz o entrevistado. E completa: “ li, inclusive, os três últimos volumes da série em inglês porque não agüentei esperar pela tradução”).


Autores citados:
Machado de Assis (3 vezes), Julio Verne, Marcel Proust, Osho.

sábado, 30 de agosto de 2008

Pierre Lévy - Gjol

A modernização dos meios de comunicação colabora para que as pessoas adquiram conhecimentos de forma cada vez mais excessiva e rápida utilizando a internet. Pierre Lévy compartilha dessa idéia e acredita que daqui a algumas décadas “o ciberespaço será o mediador essencial da inteligência coletiva da humanidade”. Porém, apesar das novas tecnologias serem fontes de informação providas de praticidade, o autor questiona o fato de elas serem superficiais e causarem dúvidas, já que é possível que qualquer pessoa com acesso a internet crie uma notícia e repasse-a para outros, não havendo possibilidade de se saber se ela é verdadeira ou não, assim como há a liberdade para postagem de textos e artigos sem aprovação prévia.
Em análise ao blog do Gjol - que traz matérias de diferentes temas de forma simples, direta e de fácil entendimento - percebemos a falta de informação quanto à fonte da notícia, mas em muitas situações há lincks para os vídeos que comprovem a veracidade dos fatos.
Em seu artigo ‘O universal sem totalidade, essência da cybercultura’ Lévy comenta que “qualquer que seja a mensagem abordada, ela está conectada com outras mensagens, com comentários, com gloses em constante evolução, com pessoas que se interessam por elas, com os fóruns onde são debatidas, aqui e agora”. Isso é perceptível no blog do Gjol. Embora seja em pequeno número, todos os comentários possuem conteúdo e as pessoas que o escrevem realmente tem o interesse sobre o assunto pautado.

Por Amanda Bahl, Barbara Albuquerque, Carolina Fornazari e Marina Salmazo.

Jogos Midiáticos

A cobertura dos Jogos Olímpicos tem ganhado cada vez mais espaço nas programações dos meios de comunicação, chegando a ser denominada por Bourdieu como um “espetáculo televisivo”. Por ser um evento mundial, as Olimpíadas carregam um caráter nacionalista, situação que suscita sentimentos de pertencimento e de identificação, tanto nos atletas quanto nos espectadores.
As emissoras de todos os países focam suas transmissões nos esportes que são paixão nacional, naqueles em que o país tem mais chance de medalhas e os atletas mais famosos, tudo isso com a intenção de satisfazer o orgulho da nação.
Nesta ultima competição temos visto na televisão brasileira noticias sendo dadas repetidamente, atletas sendo vangloriados e outros transformados pela mídia em decepções, até que ponto chega o interesse dos meios de comunicação em criar um sentimento de nacionalismo?
A questão é respondida analisando a programação da Rede Globo, por exemplo, juntamente com a Sportv que, mesmo a natação não sendo um esporte forte e popular no Brasil, enfatizaram por vários dias a vitória de César Cielo, utilizaram a mesma noticia como meio para fazer matérias renderem por mais tempo.
Bourdieu também criticava os patrocinadores das Olimpíadas de Seul, que alteraram a tabela das finais de atletismo para permitir que a televisão americana transmitisse essas provas no horário nobre, e também acusa o Comitê Olímpico Internacional de atender algumas demandas do mercado retirando alguns esportes e aumentando a participação daqueles mais populares.
Realmente se torna meio estranho para algumas realidades ver o windsurf, a vela, o vôlei de praia nas Olimpíadas, mas não existem prejuízos acarretados por estas mudanças, para os atletas é bom, para a equipe técnica também, para os espectadores é uma distração, e para o mercado é mais uma chance de ganhar dinheiro em cima de uma notícia, de um atleta e de propaganda.


Douglas Trevisan, Gisele Farinhas, Igor Shiota, Mariana Virgilio, Oliver Altaras

Olimpiadas de Pequim 2008

Desde que foi anunciada a decisão que Pequin iria sediar as olimpíadas , em 2001, houve críticas ao histórico de direitos humanos e liberdade de expressão da China mas para entender melhor, primeiro devemos compreender a história dos Jogos Olímpicos e atribuir os valores que nela são agregados sem a influência da mídia e da política , estabelecendo essa ligação,podemos entender que o papel que a mídia desenvolve e porque não dizer também cria em torno desse acontecimento, se dá a rara exceção que nós telespectadores temos de se sentir patriota . Independente da sua manipulação e da grande economia que é gerada atrás desse espetáculo encontramos um grande fato, o de que precisamos da mídia e seus meios e cabe ao telespectador julgar e separar as informações relevantes. A política também cumpri seu papel e tanto quanto a mídia no sentido abusivo, por se aproveitar de um evento e momento histórico, basta analisar os Jogos Olímpicos de Moscou (1980) os EUA boicotaram os jogos em protesto contra a invasão do Afeganistão pelas tropas soviéticas. Em 1984, foi a vez da URSS não participar das Olimpíadas de Los Angeles, alegando falta de segurança para a delegação de atletas soviéticos, esses são apenas dois exemplos entre muitos outros com muito mais impacto do que uma manipulação, embora a política e a mídia sempre estão juntas com a economia.

Texto- Elisandra Rios,Nicolle Almeida,Stephanie Ferrari,Thaina Laureano

O mundo cibernético

Pierre Lévy fala que a cibercultura nos permite criar várias identidades híbridas. Essas identidades estão em constante transformação. Mas isso não quer dizer que ao criarmos uma nova identidade no ambiente virtual percamos uma anterior. Nesse caso há o hibridismo, que é onde todas as identidades se complementam.

Para que tudo seja possível, deve haver uma liberdade maior de expressão. Blogs são exemplos disso, pois se pode expor opiniões e ser visto por milhares de pessoas em qualquer lugar do mundo. Nessa fase, segundo Lèvy, os comunicadores são “facilitadores da mediação”. É através dessas pessoas que acontece a ligação entre a linguagem do povo e a linguagem tecnológica.

São blogs como o Blog do GJOL que tornam essa visão ainda mais clara. Nele há a opinião dos seus blogueiros sobre a mídia, principalmente veiculada pela internet. Eles criticam o imediatismo dos portais de notícia da internet, que postam notícias sem ao menos checar se elas são realmente verdadeiras ou não. Além disso, dão dicas de sites e iniciativas boas, tanto para o jornalismo quanto para quem é interessado pelo assunto.

Em um dos posts, é citada a revista Meio Digital com uma reportagem sobre a inclusão das classes C, D e E no mundo digital. Isso retoma Lévy, que diz que com a globalização, o sentido de pertencimento a uma comunidade é cada dia mais limitado. Conforme as identidades virtuais são criadas, o individuo torna-se um “cidadão do mundo”. E, como hoje todos têm acesso à internet de alguma forma, todos acabam tornando-se um “cidadão do mundo” e não mais “apenas” um membro de uma comunidade.

Na medida em que a internet se torna acessível à massa, ocorre o hibridismo cultural. Os vários níveis de cultura se juntam, formando uma única forma de ver e pensar o mundo.

Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões.

A era do Consumismo

Jean Baudrillard criou teorias ligadas aos estudos dos impactos da comunicação e das mídias na sociedade e na cultura contemporânea. No livro A sociedade do Consumo, o autor analísa um fenômeno recorrente das sociedades criadas na segunda metade do século XX. Com base nos fundamentos de Baubrillard, analisaremos quatro edições da revista NOVA. Uma de 2001, outra de 2004 e duas de 2008.
Num primeiro momento pode-se perceber que as capas apresentam sempre mulheres com belas feições, corpo magro, bem maquiadas, enfim, mulheres perfeitas. A respeito disso, podemos destacar que para o autor, na era do consumo, a beleza foi padronizada. Baudrillard afirma, em seu livro, que as grandes corporações criaram novas hierarquias sociais que instigam o culto exacerbado do corpo. Esse conceito padronizado de beleza faz com que milhares de mulheres se esmerem para conseguir ter um corpo como as modelos das capas de revistas como essa. A exemplo disso podemos citar uma chamada da edição de março de 2004 que comprova essa teoria: “Cabelo de deusa sexy: agora você pode ter o corte, a cor e o penteado de Alinne Moraes, Daniella Cicarelli e Maria Fernanda Cândido”
Baudrillard diz em seu livro, “a simulação já não é a simulação de um território, de um ser referencial, de uma substância”. “É a geração pelos modelos de um real sem origem, nem realidade: hiper-real”. Podemos afirmar que os leitores dessa revista se encaixam nessa realidade, pois estão sempre em busca de um corpo, pele e cabelos melhores. É possível dizer que a revista se fundamenta na imagem do hiper-real com matérias que induzem os leitores a usarem produtos de beleza e fazerem dietas e plásticas para alcançarem o perfeito.
Com base no que foi analisado, concluímos que “a era do consumo” que Baudrillard descreveu é ainda mais acentuada nos dias atuais. Os simulacros e os sinais estão, de forma crescente, constituindo o mundo contemporâneo, de tal forma que qualquer distinção entre “real” e “irreal” torna-se impossível.


Daniela Gorski, Francieli Santos, Iara Martins, Karin Sampaio, Tabata Viapiana.

Pierre Levy

Internet e Democracia

A Internet trouxe uma maior democracia no acesso e divulgação da informação. Essa mesma Internet é usada para a manipulação das massas. E então fica a pergunta: A Internet é de fato boa? Parece haver opiniões contrárias, mas algo é consenso: A Internet permitiu a interação, o questionamento. Diferente de meios em que o receptor não pode falar com o emissor, na web qualquer um pode ter a voz. Qualquer um. Blogs e sites de relacionamento facilitam isso. Inclusive grupos que propagam preconceito, pensamentos totalitários, etc.
A escrita da web é diferente. Quando surgiu a escrita tradicional, esta universalizou a informação. Mas perdeu-se a interação direta do emissor-receptor, que era feita oralmente, totalizando a informação (seu uso e propagação) a grupos específicos e detentores do poder de comunicar. Com a web, parece que o que está escrito pode ser simplesmente apagado em segundos, o que foi dito pode ser questionado. A web criou um tipo de misto de universalização com totalização, benéfico em muitos aspectos. Mas a web não pode calar ninguém, nem aqueles grupos considerados vis pela sociedade. Talvez isso seja o preço da democracia.

Equipe: Douglas Trevisan, Giselle Farinhas, Igor Shiota, Mariana Virgilio, Oliver Altaras

Um espetáculo à parte

Nos jogos Olímpicos de Pequim em 2008 foi possível perceber várias características que se assemelham com o texto de Bordièu. Em seu texto sobre as Olimpíadas, ele fala de como a massa produz um referencial aparente. Sendo assim, aqueles que não estão no local onde os Jogos estão acontecendo, vêem somente o que a mídia quer. Talvez, fosse interessante mostrar como tudo acontece, como os atletas se preparam e como é a vida deles enquanto estão na competição. Mostrar o lado esportivo das Olimpíadas e não somente o lado comercial. O texto de Bordièu segue mostrando como essas “manifestações” alteram o verdadeiro significado dos Jogos Olímpicos. O “espetáculo” obedece à lógica do mercado. As imagens são captadas e editadas de maneira a prender totalmente a atenção do público, favorecendo sempre a audiência nos países economicamente dominantes. Exemplo disso foram as transmissões das competições de natação nesta última Olimpíada. Os horários foram organizados de forma a que os Estados Unidos, que tinham o melhor nadador, pudessem acompanhar as competições num horário favorável. Os jornais mostravam somente os esportes mais conhecidos, os que tinham maior destaque na competição. Um exemplo, é o Jornal Nacional, que mostrava exatamente aquilo que as outras emissoras internacionais mostrava. Nada a mais, nem a menos. A impressão que se tinha, é de que as Olimpíadas eram formadas somente pela natação. Claro, como já dissemos, o melhor nadador vem do país mais rico. Muitas vezes, nem o nosso país era visto no telejornal. A não ser o quadro de medalhas. A mídia, de forma geral, acaba decidindo a sede dos Jogos, os principais esportes, e os momentos que devem ser ou não mostrados aos países de sua origem. Os patrocinadores usam o evento para se promover. O que se deve observar é a intenção e o compromisso que há dos atletas com os seus países representados. É uma pena que tudo seja tão bem planejado, deixando de lado, muitas vezes, a simplicidade e a naturalidade de como os fatos acontecem.

* Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões *

Pierre Lévy

O principal paralelo que conseguimos traçar entre o blog do gjol e as idéias e conceitos de Pierre Levy foi na questão de liberdade de discurso. Levy dizia que com a Internet a “comunicação se libera da identidade e realiza-se por identificação”, ou seja não existe mais um emissor único, ou ao menos um emissor predominante. É difícil compreender quem está falando, já que todos falam ao mesmo tempo. Acredita-se ou escuta-se as mensagens que mais vão ao encontro de nossos próprios valores.

Nesse mar de informação o que existe agora – Segundo Levy - são emissores-receptores, que exercem comunicação entre todos e para todos, o que existe é a idéia de rede de informação. Os blogs são um ótimo exemplo disso. Qualquer que seja o assunto, existe um blog a respeito, de teoria da comunicação à culinária. Qualquer um – mesmo alguém sem a menor preparação para falar sobre determinado assunto – pode escrever o que bem entender - sendo responsável pelas conseqüências de expor suas idéias - e todos têm a possibilidade de acessar seu conteúdo. Comunicação todos-todos.

O que Levy levanta de mais interessante, por uma ótica Frankfurtiana, é a idéia que esta pluralidade de mensagens e emissores-receptores impossibilita a manipulação através da mídia. Alguns, críticos aos pensamentos de Levy, consideram o autor até mesmo ingênuo por ser tão idealista. Seja como for, Levy acreditava que a manipulação se tornaria impossível pois a informação não seria exclusividade de uma oligarquia, mas sim algo de propriedade comum.



Equipe: Gustavo Yuki, Guilherme Binder, João Guilherme Frey, Mariana Alves.

Esportáculo

Nada de espírito olímpico. São os estímulos capitalistas que mantém a tocha acesa. Como afirma Bordieu (1997), a olimpíada nada mais é que um espetáculo, que proporciona 15 dias de entretenimento aos telespectadores do mundo inteiro.
Dessa forma, a olimpíada é uma produção estética, com shows pirotécnicos, música, dança, malabaristas e os heróis do esporte, condecorados com medalhes no peito. Além disso, os jogos olímpicos escondem sob o discurso de união dos povos e confraternização das nações um verdadeiro jogo político, que inclui mascaramento de conflitos sociais, estratégias para atrair investidores e divulgação das marcas patrocinadoras.
A verdadeira competição não é entre Cielo ou Phelps, mas entre Nike, Olympikus, Samsung ou Philips. Os patrocinadores travam uma verdadeira disputa para veicularem suas marcas e as emissores de tv para obterem os direitos de transmissão. E é justamente através da mídia que, conforme Bordieu, ocorre a segunda etapa da construção de uma olimpíada. Ela se dá justamente através da produção da imagem olímpica. Ou seja, a transformação do evento em produto para ser consumido no mundo inteiro.
O jornalismo, evidentemente, contribui para a constituição da olimpíada. Durante o período dos jogos, jornais elaboram encartes especiais, telejornais reservam espaço exclusivo para os informes olímpicos, com direito a vinhetas especiais e tudo o que o show business tem direito. Durante as 24 horas do dia, canais de esporte, como o Sportv, chegam a aumentar sua grade de canais nesta época, para transmitir tudo o que acontece (ou quase tudo) nos ginásios. A programação televisiva se ajusta em torno do evento olímpico e quando não é possível, o evento olímpico se ajusta à programação. Os investidores mais generosos conseguem o direito de organizar horário de jogos que melhor se adequam à audiência de seus países.

Com tanta valorização da festividade olímpica e certo afastamento das origens gregas, chega-se a questionar o que é resultado do que. A olimpíada como conseqüência do esporte ou o esporte como pretexto para a olimpíada. Quando o espetáculo acaba, os telespectadores voltam à rotina e as emissoras de televisão à procura de novos objetos a serem explorados. Mas tudo bem. Daqui a dois anos tem mais.

Adriana Vieira, Gabriella Hóllas e Raquel Leite

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Rotina de TV é vender

“O jogador esportivo, o campeão, corredor de cem metros ou atleta declato, é apenas o sujeito, aparente de um espetáculo que é produzido de certa maneira duas vezes” (BORDIEU, 1997124). A primeira em todo o conjunto de pessoas envolvidas, e a segunda, por todos aqueles que produzem a reprodução em imagens e em discursos desse espetáculo.
Não é difícil entender essas linhas de Bordieu em sua obra “Sobre a Televisão”, afinal assistimos há poucos dias as Olimpíadas, e o menos observador deve ter notado que o “mundo parou”, já que a emissora com mais audiência só tinha câmeras para os jogos olímpicos, ou para a China. Esse foco deixa a entender que não há mais nada de importante e jornalístico acontecendo no mundo e no Brasil que mereça mais espaço midiático que os jogos em Pequim.
Não há dúvidas de que o evento, de que o memento em si é grandioso. Já existe uma tradição, mas é justamente através dela que se aproveita para fazer o espetáculo da informação, é o que se chama de excesso de realidade, tivemos então nas ultimas semanas uma overdose de olimpíadas no espaço jornalístico.
No presente século, onde vivemos o individualismo enfático e acentuado, vivemos também a indiferença do mesmo. Assim quanto mais individualizado o homem ficou, mais distante ele se posicionou da sua característica humana vital. A TV no que diz respeito ao seu aparato tecnológico rápido, caracterizando notícia imediata, somada a sua superficialidade dessa informação, e sua estrutura cinético-visual, constituiu ao passar dos desdobramentos da globalização uma frieza ao que é humano ou do espaço público em prol de recortes da realidade que vendem e geram riqueza. Nesse espaço o lúdico tomou conta dos jornais, disfarçando entretenimento por noticia e a publicidade por entretenimento. O que aconteceu com os jogos não é senão o que já se tornou habitual na televisão, só se mostra o que se vende ( BEM E RÁPIDO).
Flávia Zanforlim, Giovana Gulin, Juliana Lima, Mariana Guzzo

Informação e Interatividade

Jornalismo, Internet e novas tecnologias de comunicação, estão disponíveis no blog do Gjol para os internautas que navegam pelo ciberespaço dos alunos da faculdade de comunicação da Bahia.
Um prato cheio para aqueles que tem fome de conhecimento online. Hiperlinks direcionam a outros sites interessantes para que o internauta possa obter maior aprofundamento em determinado assunto.
Navegando pelo blog por apenas uma hora, nos permite enriquecer nosso repertório além de nos propiciar também uma forma de entretenimento, com abordagens leves de assuntos diversos que incluem fotos e vídeos interessantes.

Aline Gabriela Presa, Natasha Schaffer

O falso espetáculo midiático


Há uns 2500 anos a.C. o mega evento que é as olimpíadas cumpria exatamente com o objetivo de união entre as nações, ou pelo menos é o que se mostra nos livros de história antiga. Hoje já não é possível fazer essa afirmação. O que era para ser uma competição saudável tornou-se uma briga entre campeões das grandes nações. Os atletas já não são mais tratados como tal, mas sim como máquinas que fazem esforços sobre-humanos para satisfazer a sede do público.


No livro Sobre a Televisão (BORDIEU, 1997, p. 124) o discurso do autor disseca e desconstrói a imagem que a mídia mostra nos noticiários sobre o evento. Bordieu explica que a cobertura da televisão se restringe muito aos atletas e esportes de maior destaque nacional, ou que têm maiores possibilidades de medalhas. Sendo assim, a cobertura televisiva das olimpíadas não é mostrada em sua totalidade, somente de uma maneira parcial e lúdica.


A emoção é muito utilizada como ferramenta de atração do público. A reportagem ir até a casa de familiares e amigos dos atletas para buscar declarações que sensibilizem o público. Esse sensacionalismo atrai o telespectador. Um exemplo recente disso foi agora nas olimpíadas de Pequim em que os repórteres foram até a casa das atletas do basquete feminino e colheram depoimentos dos familiares sobre o desempenho das garotas.


Outra coisa que também é discutível é a imagem falsificada que a atração mostra para o público. Nessas olimpíadas de Pequim, por exemplo, a pequena criança chinesa que cantava na abertura dos jogos não era a que estava no palco. A verdadeira cantora estava nos bastidores do espetáculo, pois foi trocada de lugar com outra menina mais “bonita”. Se isso é evidenciado nessas olimpíadas devem existir muito mais acontecimentos que ficaram por trás, nos bastidores. O que a televisão não veicula não existe. O fato e a notícia só existem a partir de que se tenham imagens para ilustrar e também se for de interesse da mídia, dos veículos de imprensa.


Ana Carolina Paiva

Eloá Cruz

Gabriel Bozza

Banalização X Imediatismo

Com uma variedade de assuntos e temas bem abordados, o blog do Gjol usa o imediatismo de notícias abordadas de uma forma mais leve, textos curtos, um amplo campo de notícias e uma incrível maneira de chamar a atenção com fotos, vídeos e charges, como mecanismos para atrair o leitor.
Fazendo uma ligação do conteúdo que há no blog (analisado na última semana) com o texto da Industria Cultural de Paulo Sérgio Sertóri, pode-se entender que o consumismo - marcado pelo capitalismo - ocorre de forma destrutiva dentro da sociedade urbana. A intenção é atuar no imaginário das pessoas, retratando-as, criando na exposição aspectos materiais, e outros como o virtual ocupando o real. Assim a principal discussão que se faz, é como separar a cultura da publicidade? O Blog do Gjol, assim como o Sertóri, deixam exposto esse combate em muitos casos, mostrando quando o imediatismo da notícia a torna banalizada.
Assim, torna-se necessário analisar o que adquirimos, objetivando consumir somente o necessário, dando sentido aos nossos hábitos, para que não seja transformado em demasia. O “efêmero” é atrativo ao receptor - leitor, telespectador -, por mais que muitas vezes não precisemos daquela cultura. Porém o psicológico e o prazer da aquisição e visualização do acontecimento ou do fato noticioso fazem-nos sentirmos bem. Componentes dessa grande massa, precisamos racionalizar nossos sentimentos e pensamentos, visto que a mídia faz “força” para combater os intelectuais e aqueles que raciocinam o exposto.
A estética do descartável - inclusa na caracterização da cultura pop - é o objeto, um produto no consumismo exacerbado das pessoas que se apegam a tais elementos e ideologias estéticas como imagem, ignorando o pensar e o seu corpo como centro e metafísica do processo.
Analisamos que a mídia emprega a inclusão de elementos do não prazer para a sociedade, tornando-a comodista e sem poder de criticidade. Os profissionais midiáticos, mesmo tendo a consciência da inutilidade de alguns de seus produtos, suas qualidades e rendimentos, visam a durabilidade dele e buscarão mantê-lo no espaço, para apreciamento de um público muitas vezes hipodérmico.

Ana Carolina Paiva
Eloá Cruz
Gabriel Bozza

Culto à perfeição, imagem e consumo

A beleza e a sexualidade representam para a atual sociedade, dois fenômenos de consumo. Fenômenos esses, personificados nos corpos das modelos de perfeição que estampam as capas de revistas como a NOVA

A onipresença do corpo, o absolutismo da beleza, a priorização da estética. Temas sempre controversos que geram discussões inflamadas e inquietações. São conceitos recorrentes no pensamento de Baudrillard. Entre outras coisas, o autor chama atenção no livro A Sociedade do Consumo (1981) para a questão da estética no universo feminino.


Para o autor, na era do consumo, exagerou-se o valor do corpo. Padronizou-se o belo. Erotizou-se o corpo à exaustão, o que por conseqüência, tornou os indivíduos essencialmente narcisistas numa busca constante pela satisfação pessoal, apenas. Mas buscar a satisfação pessoal implica muitas vezes em violências contra o próprio corpo, em práticas rotineiras agressivas contra ele para que se chegue a perfeição física.

Trataremos de analisar a revista NOVA com o objetivo de encontrar no veículo os fundamentos da teoria Braudrilladiana. Para tanto, selecionamos empiricamente quatro exemplares da revista, dois do ano de 2007 e dois do ano de 2008.


Comecemos pela capa: quando Baudrillard crítica a sociedade de consumo, destina grande parte de sua teoria às mulheres.


“a beleza tornou – se para a mulher imperativo absoluto e religioso. Ser bela deixou de ser efeito da natureza e suplemento das qualidades morais.”


Imperativo e absoluto são adjetivos que também podem ser aplicados à revista que analisamos aqui. Na capa, há predominância de apelo sexual e culto exagerado à beleza. A palavra “sexo” aparece em todas as edições aqui analisadas, com um notável destaque sobre outras chamadas de capa. As chamadas, aliás, constituem um bom exemplo de análise da atual sociedade de consumo. Eis algumas palavras de destaque das edições que analisamos aqui: “rica”, “muito mais bonita”, “milionária”, “poderosa”. O conceito de estética e beleza também aparecem de forma abundante na capa, sobretudo na fotografia das modelos da edição, sempre apresentadas de maneira a exaltar o corpo bonito, magro, perfeito.


Baudrillard também acredita que o real é construído pela imagem. Assim sendo, o real não é real, é simulacro do real. Assim, tudo na nossa sociedade é simulacro, tudo o que julgamos hoje como real é na verdade um real criado sob uma imagem. Não é preciso muita análise para perceber que a revista se apóia e oferece os mesmos conceitos de imagem que tentam criar um real perfeito, ou um real do culto ao perfeito com matérias que instigam a cirurgia plástica, o consumo de produtos estéticos.


Enfim, a teoria que Baudrillard formulou há mais de 20 anos ganha força ainda maior nos dias atuais. Com profundas discussões acadêmicas acerca do assunto e a crescente percepção de que os meios estão cada vez mais servindo como porta-vozes de uma ideologia, de um conceito fundamentado no culto exacerbado à beleza da imagem.


Equipe: Andrizy Bento, Caroline do Prado, Marcos Vinicius da Silva, Samantha Fontoura, Tássia Rodrigues


Bordieu, as Olimpíadas de Pequim e o Jornal Nacional:

A primeira idéia interessante que Bordieu apresenta no texto “Programa Para Uma Análise” é que a televisão dá mais espaço a um determinado esporte ou atleta à medida que este consegue satisfazer em grande quantidade o orgulho nacional de um certo país. Isso ficou muito claro na cobertura que o Jornal Nacional fez nas Olimpíadas de Pequim, em 2008. Um bom exemplo é o destaque que a seleção masculina de futebol teve em mais de uma edição do jornal, inclusive quando foi derrotada pela seleção argentina. Nessa ocasião, dois blocos do jornal abordaram temas relacionados à seleção brasileira. Quando a mesma seleção ganhou a medalha de bronze, o Jornal Nacional mostrou tal fato com enorme destaque, enquanto outro esporte brasileiro que também havia ganho medalha de bronze ficou em segundo plano, mal sendo noticiado. Estamos falando das atletas Isabel Swan e Fernanda Oliveira, que ganharam uma medalha de bronze inédita na vela feminina e não tiveram o mesmo espaço dentro do jornal que o futebol teve. Relacionando tal exemplo com as idéias de Bordieu, fica claro que o futebol teve mais destaque por ser a paixão nacional dos brasileiros. Outra idéia abordada no texto é sobre as Olimpíadas serem apresentadas como produto comercial que obedece à lógica do mercado, sendo assim ela deve ser oferecida a maior quantidade de público possível e nos horários de maior audiência. Um exemplo interessante para ilustrar tal fato é a conquista da medalha de ouro inédita da atleta Maurren Maggi, no salto em distância. O Jornal Nacional fez uma reportagem contando toda a história de vida da atleta, passando imagens que emocionavam o telespectador, apelando para um certo sensacionalismo. Além disso, imagens da atleta que teve sua vara perdida durante a competição de salto com vara, Fabiana Murer, ou ainda, imagens do ginasta Diego Hipolyto chorando após a queda na prova de solo, comovem quem assiste ao jornal. Todas essas imagens foram apresentadas mais de uma vez na cobertura dos jogos do Jornal Nacional, que muitas vezes as usaram nas chamadas do programa. Bordieu fala também sobre a espetacularização das Olimpíadas, o que ficou muito claro na edição de 2008 dos jogos, com a superprodução em torno das cerimônias de abertura e encerramento, que foram um show à parte. Bordieu afirma que o campeão é apenas um instrumento do espetáculo que é produzido mais de uma vez dentro de uma Olimpíada: a primeira é quando o fato realmente acontece (a vitória ou a conquista de alguma medalha importante) e a segunda é quando há repetição dessas imagens várias vezes. Para ele, isso ocorre devido à pressão da concorrência. Como exemplo, podemos citar o nadador americano Michael Phelps, que foi vangloriado por todas as nações que, muitas vezes, deixaram de lado a rivalidade entre os países para destacar as conquistas de Phelps, que foi o grande atleta das Olimpíadas 2008, por ter conquistado oito medalhas de ouro.
Daniela Gosrki, Francieli Silva, Iara Martins, Karin sampaio e Tabata Viapiana

Sensacionalismo lucrativo

A partir do texto “Programa para uma análise”, de Bordieu, é possível relatar os Jogos Olímpicos de Pequim como um espetáculo esportivo que tem como objetivo obter um sucesso televiso e com isso lucro econômico. É uma forma de show apresentada pela televisão e assistida com sucesso de audiência por nós espectadores, enquanto a mídia sensacionaliza o evento, as pessoas se envolvem com esta representação olímpica.
Para Bordieu, esta produção toda é um “instrumento de comunicação” que através do marketing grandes empresas têm a oportunidade de vender a sua marca e controlar a venda de direitos transmitidos. Causando um grande efeito de competição não só entre atletas, porém entre nações. Começando pela comparação que fica de uma abertura para outra, das instalações disponibilizadas de local para local, a estrutura do lugar, até chegar no desfile de encerramento.
Acreditamos que este show citado pelo autor seja sim uma forma de planetarização e sensacionalismo da televisão, todavia, é uma maneira não só de reconhecimento de talentos que vão representar o país nesta disputa que vai muito além do esporte, é algo que traz entretenimento ao público. Por mais que haja todo um exagero, as pessoas se sentem bem em saber que nosso país é capaz de alcançar o ouro, ou que por mais que o talento esportista tivesse essa capacidade, naquele momento não lhe foi capaz. Há tantas coisas ruins que são mostradas, que este espetáculo por um lado acende uma parte patriota que muitas vezes é esquecida dentro de nós.
Com toda a pressão da concorrência, dos patrocinadores e dos telespectadores o que resta para a televisão é mostrar várias vezes, de diversas maneiras o que de lá tão longe está sendo visto e o que está acontecendo. Pessoas que não procuram este tipo de distração procuram um outro meio de comunicação um pouco mais factual para manter-se informado.

Fernanda Berlinck, Patrícia Sheisi e Simone Bremm.

Um jornalismo cada vez mais crítico

Ao entrar no Blog Gjol uma coisa fica muita clara: não existe a preocupação, que tanto nos ensinam na faculdade, de ser neutro. Neutro no sentido de ouvir sempre os dois lados da questão e não ser tendencioso. No Gjol acontece um jornalismo crítico. Questionam mudanças visuais em jornais e que conseqüências elas podem acarretar. Durante as matérias aparecem ainda comentários do tipo: “Não é tão grave como jorgar um avião numa fábrica de colchões, mas fica registrado mais um acidente de percurso que o deadline contínuo dos portais web proporciona.”, mostrando explicitamente a opinião de seu autor. Vendo esses também como receptores, Lévy explica que a mídia não tem mais um poder absoluto e o conteúdo apresentado por ela passa a ser questionado e reelaborado para ser consumido em cada comunidade. Segundo o autor, os jornalistas, publicitários, relações públicas e todos os profissionais da área de comunicação devem se tornar cada vez mais sensíveis e perceptivos, criativos e éticos.

Fernanda Berlinck, Patricia Sheisi e Simone Bremm

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Cobertura essencialmente massiva

Segundo Bordieu, em seu texto Programa para uma análise, a preocupação na cobertura dos jogos olímpicos é essencialmente prender o maior número de pessoas possíveis pelo maior tempo possível. Os horários de transmissão de algumas modalidades coincidem com o horário de maior audiência nos países economicamente dominantes. Vamos a uma análise de uma edição do Jornal Nacional do dia 21 de Agosto de 2008 para constatar alguns pontos evidenciados por Bordieu.


Nesta edição, o telejornal global teve escalada predominantemente composta por notícias esportivas (olímpicas). Evidenciando o destaque de tais notícias sobre quaisquer outras. No primeiro bloco houve abertura com informações do acidente aéreo ocorrido na Espanha. O restante desse bloco inicial apresentou predominância do noticiário internacional e político – nacional, além da previsão do tempo.


Cabe analisar que o mesmo evento não ocorreu em outras edições do telejornal, a falta de “notícias olímpicas” no primeiro bloco é, em grande parte, pela pequena quantidade de eventos associados aos esportes de preferência nacional (poucos jogos de futebol, pouca atuação de vôlei, pouca ginástica) e, menor ainda, participação do Brasil nos desportos que restaram.


Mesmo assim a cobertura foi massiva com o segundo e terceiro bloco inteiros dedicados aos Jogos Olímpicos. No quarto bloco, houve novamente a predominância de notícias ligadas aos jogos. Do total de 22 minutos, o Jornal Nacional daquele dia exibiu 14 deles com informações das Olimpíadas. Concluí – se a posição do pensamento de Bordieu da cobertura essencialmente massiva, com intenção de gerar audiência, nota – se pela (desigual) distribuição do tempo entre as notícias “do esporte” e o restante delas. O segundo pensamento do autor, sobre os horários de decisão de modalidades não precisa de uma análise mais rigorosa para ser comprovado. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, as finais da Natação foram transferidas para o horário de maior audiência nos Estados Unidos, país que tradicionalmente consegue angariar muitas medalhas nesse esporte.


Bordieu analisa ainda que a espetacularização dos jogos olímpicos causa a intensificação da competição entre as nações, que por sua vez, desenvolvem políticas esportivas voltadas ao sucesso nos jogos. Não é difícil encontrar tais características nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, inclusive na anfitriã. A China tem um programa esportivo totalmente voltado ao sucesso nas competições e que chega, por muitas vezes, a ser autoritário. Crianças têm, desde muito cedo, que decidir um esporte para praticar, aqueles que são percebidos como possíveis atletas profissionais são condicionados a uma rotina de exercícios extremamente maçante.

Apesar de uma ou outra exceção, o noticiário televisivo sobre os jogos não consegue se desfazer de uma cobertura menos sensacionalista, menos superficial, com menos espetáculo e com mais informação de qualidade.


Equipe: Andrizy Bento, Caroline do Prado, Marcos Vinicius da Silva, Samantha Fontoura, Tássia Rodrigues

Produto econômico de saturação

Se tomarmos como base de discussão as Olimpíadas de Pequim para introduzir os pensamentos do texto de Bourdieu, “Programa para uma análise”, é importante citar a afirmação do autor sobre a importância econômica, gerador de imagens. Um dos exemplos é o privilégio de países que possuem maior poder econômico. Desfrutam dos melhores horários, para assistirem os esportes de maior destaque. Além de ter a exibição dos jogos como uma encenação, ao vivo, glamourosa. Os donos/patrocinadores do horário selecionam quais serão as imagens repassadas ao público.

As entrevistas dos telejornais mostram, de forma notória, o espaço cedido para determinados esportes e/ou atletas. Essas imagens são lançadas ao espectador que, sem perceber, é lançado diante de atletas consagrados como heróis. Esse perfil se enquadra no artigo de Paulo Sérgio Sértori, intitulado “Indústria Cultural”, da revista Thésis, de maio de 2001. Sértori expõe a colocação de Bourdier sobre a dominação econômica sobre a mídia (francesa): “Se a informação fornecida por tal meio se torna uma informação-ônibus [...], vêem os efeitos políticos e culturais que podem resultar isso”, concluiu.

Uma das maiores evidências esportivas, atualmente, é a ginástica olímpica brasileira. O esporte ganhou força na Copa do Mundo de 2006, onde obtiveram grandes resultados em várias modalidades. Desde então, os canais de grande destaque dedicavam seus valiosos minutos da programação aos ídolos, antes esquecidos, saturando todas as formas de mostrar o atleta/esporte.

Por causa desses fatores, gera-se uma reação em cadeia, cujo dinheiro dos patrocinadores, que liberam as imagens, que realçam a imagem do esportista e tratam o evento olímpico como um produto comercial.

Isso é nítido no dia 11 de agosto. Enquanto a Globo e a Bandeirantes exibiam a programação normal das 23h, passava-se a transmissão (sem narração) da esgrima, do badminton, do vôlei de praia estrangeiro e levantamento de peso. Tudo isso, foi possível ser assistido, através do portal Terra.

Equipe: Aline Balbino, Bruno Manenti, Luana Copini e Renata Muzzolon - 4º A

O simulacro que inverte valores.

Para o filósofo francês Jean Baudrillard a sociedade contemporânea passa por uma espécie de crise de identidade. Isso porque o indivíduo vivencia e acredita em uma concepção de realidade falaciosa. A partir disso o autor expõe que “não vivemos mais a nossa própria realidade, mas apenas referências ou ilusões dela mesma, que são os chamados simulacros”. Devido a essa condição, determinados valores se apresentam como sendo fundamentais para os indivíduos pós-modernos, como é o caso do culto exacerbado ao corpo. Em análise de quatro edições da revista NOVA, esse aspecto foi percebido através das chamadas que as capas expõem. Em todas elas há referências ao sexo, à estética, à moda e a um padrão de beleza que deve ser seguido. Relaciona-se a tais características uma das idéias expostas por Baudrillard em seu livro “O mais belo objeto de consumo: o corpo”. Nele o autor argumenta que o corpo tornou-se um objeto de “troca e de consumo” e que as representações que dele temos são socialmente construídas.





Time: Claudia Guadagnin, Daniel dos Santos, Fernanda Giotto Serpa, Guilherme Mélo, Tatiana Olegario.

Lucro em Primeiro Lugar

Segundo Bordieu os Jogos Olímpicos estabelecem dois referenciais no inconsciente humano: o aparente e o oculto. O primeiro refere-se ao espetáculo esportivo pautado em ideais nacionalistas, enquanto o segundo concerne no conjunto de representações midiáticas. Basicamente o autor expõe que o atleta apresenta-se como principal instrumento do evento, já que num primeiro momento é explorado por treinadores e patrocinadores e, posteriormente, pela mídia.
No livro Invasão de Campo, de Barbara Smit, a idéia de Bordieu toma forma. Ela esclarece que o meio empresarial esportivo recruta atletas de ponta para usarem seu material esportivo, e expor sua marca em competições de grande exposição midiática.
O lucro da empresa não vem diretamente com a vitória. A marca é beneficiada pela sua associação com um atleta campeão, provocando no imaginário social do consumidor que se ele usar aquele determinado tênis, roupa ele se sentirá melhor por estar usando o mesmo equipamento de um campeão.Fica claro, então, que a preocupação das empresas não é com o desenvolvimento do atleta e com o evento em si, mas sim com o ganho de maior lucro possível.

TIME: Claudia Guadagnin, Daniel Courtouke, Fernanda Giotto Serpa, Guilherme Mélo, Tatiana Olegario

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Diga-me que sites visita e te direi quem és

O Blog do Gjol disponibiliza um material muito rico, relacionado às novas tecnologias da informação e internet.
Nele a discussão de ciberespaço é difundida com fácil leitura dinamismo para os leitores.
Com uma grande quantidade de vídeos e fotos, além dos textos, é possível ficar sempre interado dos melhores assuntos.
O Gjol é jornalismo rápido, e faz parte da idéia de inteligência coletiva , defendida pelo filósofo Pierre Levy, idéia essa, que está surgindo com o ciberespaço, que cresce desenfreada-mente e com um número incontável de informações vindas do mundo todo.
A internet, para Pierre, é algo ilimitado, diferente de tudo o que já usamos para nos comunicar. Segundo ele, a fala precisava de um receptor presente, a escrita já evoluiu não sendo necessária essa presença no ato da comunicação e o ciberespaço consegue ligar e atualizar as pessoas, com um enorme poder de interatividade.
É a globalização da inteligência.
Ana Luisa Haluche
Cleverson Beje
Livia Zeferino
Tabata Kadur

sábado, 23 de agosto de 2008

O orgulho de Andorra

Acompanhando as Olimpíadas 2008 pelos canais Globo e Globo News, é extremamente fácil perceber, como Bordieu afirma em Sobre a televisão, o quanto o evento que, de acordo com o autor, se “realiza sob o signo de ideais universalistas” acaba se transformando em um evento de cunho nacionalista e nacional pelas câmeras e edição dos grupos televisivos. Aqui no Brasil, as Olimpíadas tornam-se Olimpíadas brasileiras, e faz parecer que os atletas brasileiros estão em todas as competições possíveis. O mesmo fato deve acontecer nas transmissões em Andorra, um pequeno país europeu que possui apenas cinco atletas competindo nos Jogos. Se a televisão de lá seguiu o exemplo da nossa televisão, a população de Andorra deve ter visto seus cinco atletas nas competições e nada mais. Ironicamente, poderíamos concluir que para os andorranos as Olimpíadas se resumem à maratona, ao judô, à natação, à canoagem e à corrida dos 100 metros.

Bordieu atesta que “cada televisão nacional dá tanto mais espaço a um atleta ou a uma prática esportiva quanto mais eles forem capazes de satisfazer o orgulho nacional ou nacionalista”. Assim, tanto a Globo quanto a Globo News dão preferência à repetitivas imagens de César Cielo chorando por que ganhou a medalha de ouro na natação, e acabam ignorando o conceito universal dos Jogos, o paradoxo entre confronto e união no mundo dos esportes. Infelizmente para a população de Andorra, seus atletas não ganharam nenhuma medalha. A televisão de lá não pôde satisfazer o “orgulho nacional”.

João Zampier, Julliana Bauer, Jadson Tinelli e Sílvia Cunha

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O Pensamento Contemporâneo Frances Sobre a Comunicação

Na escola francesa, assim que um grupo de pensadores reuniam - se em comum acordo, logo outro grupo se formava para contrapor as idéias sugeridas pelo primeiro.
Vale lembrar que não houve um estudo específico por parte dos estudiosos franceses sobre a comunicação, mas mesmo assim, seus estudos são referencia em todo mundo.
A escola de Frankfurt, sempre representou a boa comunicação, ela acreditava nos bons costumes da mídia.
No início do terceiro milênio a tv começa a ser encarada como algo não tão sério, em decorrência, estudiosos começam a preocupar – se com este costume.
A força da mídia não despertou apenas os estudos com a tv, mas também com a internet que fez com que todos os usuários virassem também mediadores.
Esse fenômeno chamado internet, dividiu a opinião de muitos pensadores franceses. Muitos denominam a internet como um lugar de identificação e outros como um esconderijo, porém a mais semelhante das discussões que os estudiosos chegam, é em relação ao afastamento que a mídia mergulhou em relação aos interesses das pessoas, do serviço publico, mais por parte da televisão.
Entre todas essas formas de pensamento, sobre os diversos assuntos da mídia, um pensamento é comum entre os franceses: tudo é comunicação e feita por intelectuais e não por cientistas, isso para o autor Juremir Machado da Silva é um declínio da visão francesa.

Letícia Baptistella / Rafaela Corrales

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Uma nova modernidade - Bauman

O individualismo se destaca na visão de Bauman, em que a sociedade como um todo tem objetivo pessoais. Esses objetivos pessoais fazem com que as pessoas se distanciem umas das outras, provocando a busca do ter e não a do ser, sendo que não importa quem nós somos e sim o que nós temos. Desta forma o consumismo entra no cotidiano de cada um, surgindo as máscaras para não revelarem quem realmente são. Hoje em dia a preocupação com que os outros vão pensar deixa a sociedade cheia de paradigmas, sem confiança umas nas outras, achando que o mundo é uma verdadeira competição. O capitalismo tem muita parte de culpa nesse comportamento, porém enquanto a mudança de valores em cada um não mudar, o mundo não será um conjunto de pessoas com objetivos coletivos.


anna luisa, cleverson, livia e tabata

os meios pela comunicação - ramonet

Hoje os meios de comunicação não são como antigamente, tudo está interligado e depende um do outro, ou seja, as imagens junto com som se fundem juntando todos os veículos em um só. É assim que a internet está se tornando o veículo mais comum pela sua facilidade e rapidez. Pela internet temos acesso a notícias e informações do mundo inteiro e podemos nos comunicar com qualquer lugar em apenas minutos. Pela correria e falta de tempo os valores mudaram, em que muitas pessoas não buscam mais a profundidade de conteúdo e sim a informação sem detalhes apenas de uma forma que se sinta informada. O que muito se discute é a qualidade e confiabilidade da informação, pois por diversas fraudes no meio a informação sofre com a perda da credibilidade. A internet está superando isso a cada dia, em que programas e mais programas são desenvolvidos para que as pessoas fiquem mais seguras e usem mais esse veículo. A internet junta a publicidade, jornalismo, a mídia como um todo para vários objetivos, o usuário pode tanto se informar, ver filmes, baixar músicas, ler livros, ver propagandas, além de ser um meio barato de ser usado. Por isso a expectativa é que no futuro a internet seja usada como é o rádio, a televisão que estão perdendo um pouco do espaço. O que preocupa a população é mesmo com o excesso de informações, muitos assuntos importantes são deixados de lado, em que nem sempre o que esta na mídia é realmente importante. Por isso que a própria é tão criticada, não se pode enganar uma população inteira, sempre tem alguém que quer muito mais que consumismo e imposição de regras, existem pessoas que buscam pela verdade e qualidade de informação.


anna luisa, cleverson, livia e tabata

a diversidade da comunicação - Silverstone

A mídia sofre um processo de mediação o qual se destaca pela significação de um texto para o outro, de um discurso para o outro, de uma circunstância para outra. É uma transformação de significados em que nós fazemos parte dela.
Os meios de comunicação pode influenciar no comportamento da sociedade, pois muitas vezes é a mídia que estabelece ao valores que exercemos. Podemos usar os significados que a mídia nos passa até mesmo para se distanciarmos do mundo e não termos a responsabilidade de assumir alguns problemas sociais que podem surgir.A mídia tem seu poder de influência e vai de cada um saber como aproveitar tudo o que é passado. Para algumas pessoas a mídia é apenas entretenimento, já para outras é fonte de informação e formação de valores. A própria mídia deveria ter consciência do seu poder e não apenas pensar na forma comercial e capitalista, mas também ajudar a sociedade na formação de conceitos e valores.Com a isso a mídia se torna importante pela necessidade de focar no movimento dos significados através dos limiares da representação e da experiência. De compreender a relação entre significado público e privado, entre textos e tecnologias. A mídia não pode ser vista apenas como manipuladora mas também como fonte de informação, notícias, entretenimento. Precisamos ser críticos e saber até onde a mídia é boa para nós ou não. Saber interpreta-la para que não construímos valores errados. O
importante é saber tirar da mídia o que ela nos oferece com qualidade.


anna luisa, cleverson, livia e tabata

O poder da comunicação - polisctchuk

A história foi dividida em quatro grandes períodos e é sobre o da Idade Moderna que iremos discutir.Com o desenvolvimento da tecnologia surgiu a modernidade que teve seu término com a revolução francesa. Neste período a sociedade moderna passava por conflitos que envolviam a política e a economia. Com isso foram impostos na sociedade uma série de padrões e valores sociais bem peculiar.A noção de modernidade tem três núcleos de significação: cultural, econômica social e significação política. O estado-nação representou a modernidade e este incentivava a criação de mercados nacionais, que exerciam grande influência sobre os cidadãos. Essa influência era também exercida pelos meios de comunicação que ajudavam a manipular a população. O industrial Henry Ford racionalizou os métodos de produção da sua empresa, introduzindo a linha de montagem. Entre todos os princípios organizacionais esse foi o modelo que predominou a estrutura hierárquica, em que o poder era centralizado na mão de uma única pessoa. Este modelo foi implantado no mundo e por algum tempo as pessoas se submeteram a ele. Porém as críticas e as artes começaram a surgir e questionar este modelo exigido pelos governantes. Um exemplo é o filme tempos modernos com Charles Chaplin, que não apenas criticava o Fordismo como toda a sociedade que agia de forma robotizada.Com todas essas mudanças a modernidade se transforma no âmbito cultural e da vida social, que nos remete ao desenvolvimento do mundo perante os padrões estipulados que foram superados e modificados, até chegar na atual situação, a democracia. Portanto os meios de comunicação participavam diretamente dessas mudanças de valores, os meios divulgavam as idéias, críticas e as tentativas por melhoras. A mídia e a Modernidade estiveram ligadas e vinculadas.Antes da tecnologia, dos aparelhos de comunicação de massa, de alguma forma a sociedade já era manipulada, pois o poder estava nas mãos dos governantes. Com a chagada dos meios e aparelhos de comunicação a mídia reforçou o sistema de manipulação em massa, pois apoiavam este modelo dominador.Os meios de comunicação são pontos de referência para a maioria das pessoas, facilita a informação breve e a interação com os acontecimentos, porém limitava-se o censo crítico e o pensar dos telespectadores. A mídia tanto se fez fonte de poder social, quanto passou a representar-se como instrumento apenas de entretenimento no cotidiano das pessoas. A mídia estava sempre presente, principalmente nos momentos importantes da história. Desde então os meios de comunicação fazem parte da nossa rotina, ultrapassando limites e valores sociais, que tendem ao caminho do conformismo e da superficialidade.


anna luisa, cleverson, tabata e livia

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A emergência do jornalismo informativo e a construção de representações da identidade profissional

artigo que vocês encontram em

www.redealcar.jornalismo.ufsc.br/cd3/jornal/michelleroxodeoliveira.doc

pra complementar a discussão sobre os funcionalistas e pensar também a questão das identidades.

O jornalista e seu lugar de identificação, na cidade de Curitiba.

¨Qualquer lugar da cidade em que faça frio,
seus tênis fiquem molhados ao pisar numa poça de água
e as pessoas andem cheias de casacos
sem falar com ninguém (Guilherme Voitch)¨.

Entre 28 de julho e 6 de agosto, os alunos do quarto período de Jornalismo (turmas A, B e noturno) foram a campo para entrevistar jornalistas que atuam no meio impresso. O objetivo foi levantar aspectos de suas práticas, para identificar modos de relacionamento com os meios, com a cidade e com o cotidiano profissional.

Uma das questões buscou verificar
O jornalista e seu lugar de identificação, na cidade de Curitiba.

Os parques foram os preferidos (10 indicações), principalmente o parque Barigui, com 4 indicações. Citados ainda o Tanguá (2), o São Lourenço (2), o Tingui e o Jardim Botânico.
Em seguida, a preferência é pela região central (5), aí incluindo a rua XV de Novembro, apontada por dois entrevistados, as ruas (2), as calçadas em petit pavê e o entorno da Santos Andrade, lembrado por causa da Universidade Federal do Paraná e das livrarias.
Os jornalistas consultados responderam que se identificam também com os shoppings (3), o Mercado municipal, a feirinha do Largo da Ordem, casas noturnas, restaurantes, cafés, estádios e com a antiga Rua 24 horas, a região metropolitana e a Vila Isabel
Da área artística, foram lembrados o Museu Oscar Niemeyer, o Teatro Guaira e cinemas, como o Artplex.
Dois jornalistas responderam ter a casa como lugar de identificação e um apontou o jornal no qual trabalha.

Reflexões

Os textos postados a seguir são produto de reflexão a partir de duas bases: entrevistas com profissionais do mercado jornalístico curitibano e o artigo Teorias da comunicação: hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes, do jornalista e professor Juremir Machado da Silva (In: SILVA, D; FRAGOSO, S. Comunicação na cibercultura. São Paulo: Unisinos, 2001. p.33-44).

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Jornalistas modernos

Através de entrevistas realizadas com jornalistas da modernidade, pode-se constatar uma grande apropriação dos meios de comunicação às mudanças de valores, ao espaço para o pensamento crítico e a busca por melhoras. A mídia, principalmente no meio televisivo, tende a exercer constantemente a comunicação de massa, com o objetivo de alcançar a todos. Através dela, alguns assuntos podem também se tornar espetáculos, introduzindo o entretenimento. As entrevistadas Mauri Konig e Marian Guimarães, jornalistas de um veículo paranaense influente no âmbito regional, demonstram buscar informação diária em diferentes veículos da mídia. Ao serem interrogadas, sobre os meios de comunicação com os quais se relacionam, as respostas se coincidiram: ambas lêem diariamente 3 jornais impressos, entre eles a Folha de São Paulo, e uma acompanha todos os dias um dos telejornais de relevância, como o Jornal Nacional ou o Jornal da Band. A procura por várias fontes de informação é necessária para observar como a mesma notícia pode ser tratada de maneiras diferentes, evidenciando o jornalismo moderno.

Tabata Kadur, Livia Zeferino, Anna Luísa Haluche.

"O que fazem as pessoas com a mídia?"

Como expõe Juremir Machado da Silva, em seu artigo Teorias da Comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes, o jornalista que é consciente do seu papel como emissor é ao mesmo tempo, e por este motivo, um funcionalista inconsciente. Assim, este profissional percebe a mídia como um serviço, cuja função é simplificar as mensagens ao público receptor, e também oferecer várias opções de escolha a esse público, sempre honrando este poder de influência que vem atrelado à mídia.
Acreditando (inconscientemente?) nas mitologias da sua profissão, a jornalista Ana Paula Ehlert, editora do caderno de economia do Jornal do Estado, sente-se responsável em emitir notícias sobre economia que possam atender às necessidades de todos os públicos, assim como informar as implicações das decisões econômicas e políticas que possam afetar estes públicos. Dessa maneira, evidencia-se uma flexibilidade comunicacional peculiar do funcionalismo, na qual surge o dilema de Atallah: o que fazem as pessoas com a mídia? (1993). Se não houver uma compreensão do público sobre a economia, por exemplo, não haverá a satisfação imediata deste público - o jornalismo não cumpriria o seu papel funcional. Assim, hipodérmica ou funcionalista, consciente ou não, Ana Paula não avalia o jornalismo por esta ótica, por esta divisão, mas acredita que é o receptor que guia o conteúdo da informação.

Julliana Bauer, Sílvia Cunha, Jadson Tinelli, João Zampier

Excessos no jornalismo

No que se refere à mídia e seu impacto na sociedade, o que não faltam são discussões sobre o assunto. Entre as teorias sobre comunicação, duas se destacam: a dos hipodérmicos e a dos funcionalistas. A jornalista Tássia Arouche possui uma visão crítica ao jornalismo, mas não necessariamente o vê como uma máquina manipuladora, como classificam os hipodérmicos. O que ocorre é um excesso de informação e, principalmente, uma cobrança da sociedade sobre ela mesma para que as pessoas sejam extremamente informadas sobre tudo, o que não é preciso. Grande parte da produção nos meios de comunicação são desnecessárias e supérfluas, que não interferem na vida das pessoas. Ao ver por este ângulo, em que a informação veiculada é superior a vontade de um público, a mídia seria, sim, forte em relação a ele, enquadrando-se na definição proposta pelo hipodérmicos.
Adriana Vieira, Gabriella Hóllas e Raquel Leite

Longe dos extremos

O maniqueísmo certamente não funciona para definir a corrente teórica do jornalista José Carlos Fernandes, da Gazeta do Povo. A intransigência dos hipodérmicos e a inconsciência dos funcionalistas não passam perto de José Carlos, que se esquiva com admirável jogo de cintura das características mais duras inerentes a cada teoria. Baseado nos conceitos de Juremir Machado da Silva, retirados do texto Teorias da Comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes, tem-se que garimpar algumas características de cada corrente para se aproximar do posicionamento de José Carlos. Esses conceitos foram aplicados na análise das respostas de uma pequena entrevista feita com o jornalista.
Ao dizer que “Existe uma indústria do entretenimento, e essa indústria engloba também o jornalismo”, José Carlos pode ter demonstrado – a olhos sedentos por uma definição – um traço funcionalista.
Vale ressaltar a atenção da equipe em relação ao seguinte trecho do texto base durante a produção dessa análise: “A menor crítica é rechaçada como ressentimento” (pelos jornalistas).

Equipe: Mariana Alves, Gustavo Yuki, Guilherme Binder, João Guilherme Frey

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Dois conceitos para um fim comum

A comodidade faz dos jornalistas atuais representantes exemplares do funcionalismo. Afinal, desde sempre fazer o que o chefe manda foi fácil e funcionou. Nunca houve porque contrariar.

Os meios, entretanto, não saem enfraquecidos desta relação jornalista/ trabalho, pois sua postura é oposta: hipodérmica. Talvez não de modo militante, ou apenas militante na aparência, mas na realidade hipodérmica com interesses direcionados para seu sucesso.

Para isso, contudo, é necessário que seus funcionários não contrariem as ordens e realizem o trabalho sem questionamentos, findando com sucesso os dois módulos conceituais para cada sujeito. Para o jornalista, funcional, sucesso na profissão resultando em trabalho e salário fixos. Para o meio, hipodérmico, sucesso na reprodução de suas atividades para com o público, que lhe fornece o que lhe for induzido.

Elisandra Rios, Nicolle Almeida, Stephanie Ferrari, Thainá Laureano

Analises dos Jornalistas

Teorias da Comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes
Juremir Machado da Silva


Tendo como base o texto de Juremir Machado da Silva, podemos concluir com as entrevistas realizadas, que temos os dois seguimentos nos entrevistados. A primeira jornalista, Elaine Fel Chagas, exerce uma função rotineira, preocupando – se em informar seus leitores, trabalhando em um veículo que precisa diariamente da notícia e ocupando – se em seus dois empregos em proporcionar o que o receptor necessita. Entende – se na maioria das vezes age com uma visão funcionalista sobre seu trabalho.
O segundo jornalista entrevistado, Fernando Tavares, mostra certa preocupação a respeito das noticias, mantendo um site pessoal, onde faz uma reflexão a respeito dos acontecimentos jornalísticos, dando a entender que tem uma preocupação com o que acontece com o mundo e suas conseqüências. Entende – se que na maioria das vezes age com uma visão hipodérmica sobre seu trabalho.

Letícia Baptistella / Rafaela Corrales

Meios: agentes refletores

A jornalista Janaína Hernandes defende a tese de que o jornalismo policial, considerado por muitos puro sensacionalismo, é o que a população quer ler, é o que vende

Juremir Machado da Silva (2001) argumenta que os jornalistas atuais, quando questionados sobre o fazer jornalístico, tendem a recorrer a duas correntes teóricas da comunicação: a dos hipodérmicos tardios ou dos funcionalistas inconscientes. No primeiro grupo, estariam os críticos da mídia, que consideram os meios e as mensagens por eles dissipadas, como instrumentos de persuasão e manipulação de uma massa homogênea e franca diante dos media. No segundo grupo, estão aqueles que acreditam que os meios nada mais fazem do que refletir e oferecer as mensagens que a população (ou a maior parte dela) quer ver refletida. Assim, os meios (e eles próprios, jornalistas) nada mais seriam do que agentes refletores dos anseios da sociedade democrática. Dadas as definições, pode-se dizer que Janaína Hernandez Monteiro, do Diário Popular, se enquadra no segundo grupo. Principalmente porque seu discurso não vem carregado de críticas ao meio e também não utiliza termos pertinentes aos hipodérmicos como “alienação” ou “manipulação”. Também pelo próprio meio no qual trabalha: o jornalismo policial. Para alguns, mera apelação, jornalismo de manchete. Para a própria entrevistada, é apenas o que a população gosta de saber, é o jornalismo que vende.

Equipe: Andrizy Bento, Caroline do Prado, Marcos Silva, Samantha Fontoura, Tássia Rodrigues

Duas visões em um mesmo veículo

Ao analisar a entrevista de duas jornalistas da Gazeta do Povo, tendo por base a leitura do capítulo “Teorias da Comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes”, entende-se que num mesmo veículo pode-se coexistir pensamentos diferentes quanto ao trabalho e a função jornalística.

Anna Paula Franco, editora de interior do jornal, se encaixa mais no perfil de funcionalista. Ao dizer que jornalismo pode ser entretenimento como também pode ser informação, Anna Paula demonstra que quem defini a atividade é o receptor. Esse pequeno detalhe pode demonstrar também que é para ele que o jornalismo é feito (sendo ele informativo ou de entretenimento).

Já Cecília Valenza, responsável pela página de saúde, no entanto, entraria no time dos hipodérmicos. Ao responder à mesma questão (sobre o jornalismo ser informação ou entretenimento) Cecília se posiciona se maneira mais crítica, defendendo a atividade jornalística mais independente do público. “As coisas não podem ser confundidas, a informação, a análise e a repercussão são fundamentais. O entretenimento atrai, mas não pode ser vazio”, afirma a jornalista.

Daniela Gorski, Francieli Santos, Iara Martins, Karin Sampaio e Tabata Viapiana

Funcionalistas e o jornalismo de entretenimento

Para a jornalista da Gazeta do Povo, Helena Carnieri, o jornalismo de entretenimento, como o que trata de fofocas ou eventos esportivos, pode ser informativo a alguns leitores. Dentro da teoria do funcionalismo, esses grupos são influenciados por escolhas pessoais, o que modificaria a sua recepção em relação a outros.
Em seu texto “Teorias da Comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes”, Juremir Machado da Silva afirma que tanto a teoria funcionalista quando a hipodérmica concordam em um ponto, de que os meios de comunicação atendem a uma necessidade. Mas para os funcionalistas o receptor tem a capacidade de escolher as informações de acordo com essas necessidades. “Um empresário do ramo de casas noturnas se informa na coluna de baladas para saber o que agrada a seu público, e o mesmo com um agente de marketing esportivo quando lê o caderno de Esportes”, completa Helena.

Anelise Caparica, Mariana Scoz, Talita Corrêa.

Hipodérmicos e funcionalistas equilibram um mesmo veículo

A repórter Kamila Mendes Martins, da Gazeta do Povo, acredita que o público do veículo em que trabalha é forte, pois envia cartas ao jornal com críticas e comentários. Ela acredita na importância do papel dos jornalistas e formadores de opinião; baseado nesses fatores Kamila pode ser considerada funcionalista. Ela aceita o público como grande fonte de informação, permite que o leitor faça também a notícia. Para ela é importante essa interação. Para o funcionalista a manipulação não ocorre deliberadamente, ela só realiza seu papel de reafirmar as crenças e os costumes do sistema. Por outro lado a jornalista Viviane Favretto que trabalha no mesmo veículo, é hipodérmica. Acredita que o veículo de informação tem grande força sobre as pessoas. Ela não deixa de aceitar o público como instrumento para propagação da notícia. Porém, enfatiza a importância do jornal quando diz que o lê por considerar que traz informações de forma completa. Além disso, afirma que a Gazeta 'já tem um papel importante na formação da opinião pública', mostrando acreditar que a mídia é mais forte do que o receptor.

Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões

JORNALISTAS HIPORDÉRMICOS X FUNCIONALISTAS

Embora o termo hipodérmicos tardios não esteja à frente em todas as análises feitas, o jornalista Alceu Jubanski, 55 anos, acredita que a mídia expõe fatos que influenciam diretamente o receptor, pois acredita que, usando seu alto poder de persuasão, a mídia televisiva não o deixa digerir a informação, fazendo com que forme opiniões muitas vezes alienadas. Quanto ao impresso, o jornalista não sente a mesma influência causada pela mídia televisiva. As pautas são feitas de acordo com a necessidade da sociedade, ou seja, a mídia lhe traz o que é de interesse público. A relação receptor e emissor, independente se o meio é de massa ou para um público mais limitado, sempre irá acontecer. Diagnosticar a que “quadro” se encaixa o profissional jornalista é muito limitado a que veículo ele está dirigido. Sem dúvida uma mídia potente, por possuir condições de recepção em massa, é capaz de direcionar opinões e influenciar os receptores.

Elizangela Jubanski, Flávia Calixto Barbosa, Kim Kopycki, Larrisa Sandri e Milena Brambilla.

Hipodérmicos X Funcionalistas


Acredito que nos dias de hoje existe um mix de hipodérmicos e funcionalistas espalhados pela mídia, o entrevistado, no caso, me pareceu preocupado com o quê o receptor está lendo, mas o veículo de comunicação em que ele trabalha, na minha opinião é “ hipodérmico”, problema esse que se espalha pela imprensa mundial, com poucas exceções, jornalistas com boas intenções, veículos despreocupados com o receptor.
Nessa teoria, o leitor é que precisa filtrar as informações , não deve aceitar tudo o quê lê e vê, sendo assim percebo que já estou pensando como funcionalista. Realmente seria bom que todos fossem receptores fortes, aí não haveria mídia alguma com poder de dirigir o país, fato com que ainda infelizmente convivemos.
Para a felicidade dos “hipodérmicos”, no Brasil a educação ainda não é a melhor, e em uma nação sem cultura e com ensino de baixa qualidade é difícil de se encontrar receptores "fortes" na grande massa que é o povo.
Cleverson Beje

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Ideal funcionalista, pensamento hipodérmico.

No artigo “Teorias da comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes.” (2001), o jornalista e professor Juremir Machado da Silva apresenta dois perfis de profissionais jornalistas existentes na atualidade: funcionalistas e hipodérmicos. Aqueles defendem a idéia de que o espectador é livre para optar pelo tipo de produto midiático que deseja consumir. Já para estes, o receptor apresenta-se fraco e manipulável enquanto a mídia demonstra-se poderosa e capaz de ditar regras a espectadores passivos tornando-os vítimas de um mecanismo de massificação. A partir de entrevistas realizadas com profissionais jornalistas, pode-se perceber que apesar de o ideal almejado pela maioria dos profissionais ser o funcionalista, ainda algumas características da vertente hipodérmica são perceptíveis. Isso pode ser percebido na declaração do jornalista da Gazeta do Povo, Reniery Trovão Soares ao afirmar que “para uma massa desatenta, informar entretendo as vezes é a única opção do comunicador”.

Amanda Bahl, Barbara Albuquerque, Carolina Fornazari, Claudia C. Guadagnin, Marina Salmazo.

O jornalista e seu lugar de identificação, na cidade de Curitiba

¨Qualquer lugar da cidade em que faça frio,
seus tênis fiquem molhados ao pisar numa poça de água
e as pessoas andem cheias de casacos
sem falar com ninguém (Guilherme Voitch)¨.

Entre 28 de julho e 6 de julho, os alunos do quarto período de Jornalismo (turmas A, B e noturno) foram a campo para entrevistar jornalistas que atuam no meio impresso. O objetivo foi levantar aspectos de suas práticas, para identificar modos de relacionamento com os meios, com a cidade e com o cotidiano profissional.

Uma das questões buscou verificar
O jornalista e seu lugar de identificação, na cidade de Curitiba.

Os parques foram os preferidos (10 indicações), principalmente o parque Barigui, com 4 indicações. Citados ainda o Tanguá (2), o São Lourenço (2), o Tingui e o Jardim Botânico.
Em seguida, a preferência é pela região central (5), aí incluindo a rua XV de Novembro, apontada por dois entrevistados, as ruas (2), as calçadas em petit pavê e o entorno da Santos Andrade, lembrado por causa da Universidade Federal do Paraná e das livrarias.
Os jornalistas consultados responderam que se identificam também com os shoppings (3), o Mercado municipal, a feirinha do Largo da Ordem, casas noturnas, restaurantes, cafés, estádios e com a antiga Rua 24 horas, a região metropolitana e a Vila Isabel
Da área artística, foram lembrados o Museu Oscar Niemeyer, o Teatro Guaira e cinemas, como o Artplex.
Dois jornalistas responderam ter a casa como lugar de identificação e um apontou o jornal no qual trabalha.

domingo, 10 de agosto de 2008

Entrevistas

1° Entrevistada: Elaine Fel Chagas, 10 anos de profissão, 02 anos de Gazeta do Povo, 05 anos no Portal Terra, Jornalista de esportes e editora chefe de um jornal da região metropolitana.

-Como você se relaciona com os meios de comunicação?
Bom, como trabalho constantemente com jornal e internet, sempre estou em contato com os todos os tipos de meio de comunicação, trabalho em três jornais, na Gazeta, no Portal Terra e em um jornal na região metropolitana, onde sou editora chefe. Tenho que ficar bem informada para dar conta dos três empregos, tenho mais contato com a internet e rádio, tv bem pouco.

-Porque a televisão é o meio que menos tem contato?
Como tenho pouco tempo para ficar em casa, escuto rádio e a internet sempre está ao alcance das mãos, gosto mais desses meios pelo fato de que ambos são mais rápidos, e eu não posso perder tempo.

-Você tem algum lugar em que Curitiba que se identifique?
Por eu ser jornalista esportiva gosto mesmo é dos estádios, onde me sinto a vontade para realizar meu trabalho.

-Qual a sua função no cotidiano do jornal?
Sou repórter e editora chefe, ou seja, faço de tudo um pouco.

-Quando o jornalismo é mais entretenimento e quando o jornalismo é mais informação?
Bom aqui no Brasil isso é cotidianamente misturado, acho que dentro da notícia jornalística sempre cabe um pouco de entretenimento, principalmente nas matérias esportivas que são sempre mais opinativas. Não dá para separar, o que particularmente não gosto é de programas sensacionalistas que se dizem sérios e fazem uma coisa completamente amadora.

2° Entrevistado: Fernando Tavares, 13 anos de profissão, repórter e assessor de imprensa.

-Como você se relaciona com os meios de comunicação?
Sempre vejo mais tv, para mim é o melhor meio de comunicação, sempre tem jornais e gosto muito de ver as imagens e depois claro a internet onde tenho um blog de notícias.

-Não tem costume de ler jornais?
Agora não mais, quando trabalhava mais como repórter eu lia tudo via tudo, hoje como estou me dedicando mais á assessoria vejo mais tv mesmo.

-Qual tua relação com Curitiba e se você tem algum ponto da cidade com o qual você se identifique?
Não sei ao certo, tenho vários, um é o centro onde fiz muitas matérias.

-Qual a tua função no cotidiano do trabalho? Como é tua rotina dentro do jornal?
Bom, desenvolvo a função de assessor, porém temos dentro da empresa um jornal onde eu sou o editor chefe e claro sempre faço matérias para meu blog de notícias pessoal.

-Quando o jornalismo é mais entretenimento e quando o jornalismo é mais informação?
Bom, na realidade o jornalismo bom de verdade é a pura e simples notícia, parece que hoje em dia virou moda misturar tudo, porém sempre dou mais atenção aos programas sérios como os jornais da Band, porém há quem goste de quem misture muito as coisas, como é o caso da internet, mas acredito que esses sejam o modo mais fácil de fazer jornal, com entretenimento, assim prendem a atenção do telespectador.
Letícia Baptistella _ Rafaela Corrales

sábado, 9 de agosto de 2008

O controle da informação

De acordo com as definições de Juremir Machado da Silva (2001), sobre o jornalista funcionalista (aquele que não quer mudar o mundo, mas servi-lo do jeito que ele é), e o jornalista hipodérmico (aquele que se reserva o direito de indicar o caminho à sociedade), tentamos relacionar seu texto a uma entrevista realizada com Antônio Carlos Carneiro Neto, colunista esportivo da Gazeta do Povo. Sua opinião ao dizer que o jornalismo sempre foi uma mistura de entretenimento e informação, mas sobretudo, um meio de dirimir dúvidas é possível pensar se os jornalistas, funcionalistas ou hipodérmicos, acreditam ter em comum o controle da informação, serem donos de uma verdade, podendo responder a qualquer questionamento que o leitor possa ter.

Grupo: Igor Shiota, Douglas Trevisan, Oliver Altaras, Giselle Farinhas, Mariana Virgilio

Hipodérmicos com teorias funcionalista

1- Como se relaciona com os meios: jornal, impresso que lê regularmente, revista, rádio, TV, filmes, livros, etc?

Com base na resposta desta pergunta, fica claro o verdadeiro conflito que nossos entrevistados têm ao ver a necessidade de se definirem como jornalistas hipodérmicos ou jornalista funcionalista. Ambos lutam por um jornalismo “cidadão”, no qual a teoria funcionalista serve mensagens indiretas, cuja manipulação da mídia seria impossível, a população seria líder de opinião e a mídia fraca e oprimida. Mas nossos entrevistados vivem dentro de uma realidade impossível de negar e totalmente hipodérmica, onde o profissional de jornalismo peca por autoconfiança e a massa é claramente alienada, atomizada e submissa. Ou seja, são jornalistas que lutam por um mundo com teorias funcionalistas, mas vivem como hipodérmicos.
“O critico hipodérmico não quer que o mundo mude sozinho, querem indicar o caminho” diz Juremir, autor do texto.

Fernanda Berlinck, Patrícia Sheisi e Simone Bremm

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Funcionalistas inconscientes

Segundo o jornalista e professor Juremir Machado da Silva (In: SILVA, D; FRAGOSO, S. Comunicação na cibercultura. São Paulo: Unisinos, 2001. p.33-44), o jornalista funcionalista não quer mudar o mundo, mas servi-lo como ele é, escorado nas mitologias da verdade e da informação, fingindo não saber que há muito a informação tornou-se apenas uma forma, entre outras, de entretenimento. Já o crítico hipodérmico não quer que o mundo mude por conta própria: pretende reservar-se o direito de indicar o caminho ao social.

Levando em consideração estas duas teorias, em entrevista com o jornalista Rogério Rodriguez Galindo, editor do caderno Vida & Cidadania da Gazeta do Povo e colunista político (Caixa Zero, Gazeta do povo), notou-se a postura “funcionalista inconsciente” nas respostas do mesmo.

“Não existe jornalismo, por mais sério que seja que não tente fisgar o leitor com um texto atraente. E não tem sentido alguma coisa que não tenha um mínimo de seriedade se chamar jornalismo”, afirma Galindo.

Segundo Galindo o jornalismo eletrônico, de tevê e internet, caminha mais para o entretenimento. Até porque o usuário tem muita chance de desistir e mudar de canal, ou de site. Então apela-se para o entretenimento com mais freqüência. “Leitor de jornal normalmente é um cara mais decidido, que foi atrás porque realmente quer ler aquilo. Então, pode-se fazer algo mais sério”.

Seguindo o raciocínio, Priscila Naufel, assessora de imprensa, observa que jornalismo deve ser sempre informação. “Todos os dias somos bombardeados com uma quantidade absurda de notícias, apelos e informações das mais diversas. Acidentes podem virar um estardalhaço nos meios de comunicação. A busca pela audiência, leitura e atenção da população tem deixado muitas vezes a 'verdade' de lado. Entretanto, não podemos fechar os olhos para a realidade de que há enorme concorrência entre os meios e que todos precisam se manter... além disso, o lazer é hoje um dos valores emergentes. Por isso, acredito na união entre informação e entretenimento. Acredito que temos de buscar uma sintonia entre o bem-informar e o entretenimento a ponto de seduzir o público e reter a atenção do leitor”.

Aline B., Bruno, Luana e Renata.