quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Análise

Ramonet
No texto o Poder Midiático, de Ramonet, fica clara sua intenção de exigir a verdade da mídia, afinal é um direito de todos. Nos dias de hoje, com a comunicação e a tecnologia utilizada na mídia, o indivíduo que produz a propaganda deve saber como passar a verdade de uma forma consciente e que atraia o telespectador. Não é necessário estudo superior para compreender uma propaganda ou notícia veiculada em linguagem popular. Porém, devemos ser conscientes do direito de livre arbítrio, para escolher e decidir o que é melhor para cada um. A globalização está em mudança constante, conseqüentemente, alterando a intenção dos comunicadores. A atenção volta-se cada vez mais para o consumismo e a mídia é elevada como a base de tudo.


Bauman
Há muitas definições de Cidade, na qual o indivíduo é sempre o centro e os fatos giram em torno dele. No conceito de Richard Senett é “um assentamento humano em que estranhos têm chance de se encontrar”. Sendo assim, tem que deixar claro que essa forma de encontro não é igual como encontro entre conhecidos. E essa diferença, que acaba em falta de linearidade, é o que possibilita a forma atual de socialização, em que todos os indivíduos conseguem conviver sem a necessidade direta de comunicação. Necessidades de espaços para “sair” da condição de “estranho” e passar a uma sociabilidade foram criados pela sociedade. Mas, para isso, são impostas determinadas regras pelas próprias pessoas. Isso, segundo Bauman, é uma forma individualista do ser humano e da condição que ele próprio cria para “praticar” a sociabilidade.


Polistchuk e Trinta
Polistchuk e Trinta relacionam a modernidade e os meios de comunicação, explicando que esses dois fatores estiveram e estarão permanentemente unidos e veiculados, de maneira ascendente e descendente. Isso porque, a modernidade extinguiu a perspectiva espacial, a qual se denomina "desterritorialização", e os meios de comunicação são os maiores responsáveis por essa afirmação, devido à força e à influência que esses exercem na vida e no cotidiano dos indivíduos nos tempos modernos. Os autores finalizam afirmando que a televisão, hoje presente em toda parte, tornou-se ambiente e é essa questão que os modelos teóricos da comunicação se ocuparam e ainda ocupam.

Silvertone
A mídia vai muito além do contato entre o texto e o leitor, ela funciona como mediadora. Segundo Silverstone, a mediação é como a tradução na visão de Steiner. Nunca é completa, sempre transformativa e nunca, talvez, inteiramente satisfatória. É um processo de confiança, agressão, apropriação e restituição. A tradução e a mediação nunca são como o original, o verdadeiro, mesmo que bem sucedidas. A tradução é a transição de um texto para outro, já a mediação rompe os limites do textual, carrega consigo a certeza de estar levando a informação adiante, para outro lugar. O autor cita o exemplo de um pesquisador que passa um tempo em um mosteiro, afim de produzir um documentário. Apesar da constante convivência com os monges e da presença de entrevistas com estes no documentário, durante a edição e na adequação do documentário para o perfil do programa, acabou perdendo a precisão da realidade. Os monges não se reconheceram. È isso que Silverstone tenta mostrar no texto, que o processo, tanto de tradução quanto de mediação, acaba por transformar o significado da realidade.


Elizangela Jubanski, Flávia Calixto Barbosa, Kim Kopycki, Larissa Sandri e Milena Brambilla

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