terça-feira, 5 de agosto de 2008

Bauman e os encontros de desconhecidos

Bauman comenta a respeito da interação particular, ou não, dos indivíduos. Para o autor, o encontro que acontece entre desconhecidos, começa e termina com mesma intensidade e não há esperança de um encontro futuro. Com a superficialidade de tal conexão, não há aprendizado algum. Essa é parte da rotina da vida urbana, onde se caixa a sociedade. A idéia de civilidade é de que todas as pessoas possam estar juntas, compartilhando idéias e havendo reciprocidade. Porém, não se deve colocar todo o peso dos acontecimentos somente sobre uma pessoa. O autor cita como exemplo de espaço público que se afasta do espaço civil a praça La Défense, situada em Paris. Ao mesmo tempo em que ela possui um grande valor histórico, ela não acolhe as pessoas, em função da falta de bancos, árvores e da existência de prédios que parecem dar as costas a ela. No local, não existe a possibilidade das pessoas trocarem experiências, constituírem uma civilidade. Outro acontecimento decorrente do espaço público é a tentativa de transformar o homem em consumidor. Locais como o shopping, por exemplo, fazem com que o habitante pratique ações, mas não necessariamente irão interagir com outras pessoas. Tudo levando ao afastamento uns dos outros. Bauman diz ainda que por causa desses espaços, é necessário que os encontros continuem sendo superficiais e rápidos, afinal, o local é para consumir individualmente e em vários casos, as pessoas já seguem acompanhadas paras os templos de consumo.

Amanda Bahl, Barbara Albuquerque, Carolina Fornazari, Claudia Carolina Guadagnin, Marina Salmazo.

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