quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Como estranhos gostam das mesmas coisas?

Segundo o texto de Bauman, para Richard Sennett, a cidade é um assentamento de humano em que estranhos tem grande chance de se encontrar. Na verdade o que ele descreve nada mais é do que um desencontro. Um evento sem lembranças compartilhadas, sem passado, nem futuro. Sennett também aborda a civilidade como parte desse processo. A civilidade protege as pessoas uma das outras, permitindo que estejam juntos. Há um exemplo no texto muito interessante em relação à civilidade. O autor usa a praça La Défense, em Paris como objeto de estudo. Ali há muitas pessoas circulando, muitos edifícios em volta, mas não há interação de estranhos. Milhares de pessoas passam por ali sem nunca dar importância a acaso e ao encontro. O que o tema aborda faz parte do individualismo do ser, do seu direito em usar uma máscara, não deixar-se ir, não expressar-se. Os espaços públicos nos remetem ao respeito, mas nos desencoraja a permanência. A outra categoria abordada em relação ao texto é a de transformar os habitantes dessa cidade em consumidores. Esses lugares não incentivam a produção e sim a compra de produtos. O consumo é uma tarefa totalmente individual. Por isso, se o objetivo fosse a interação, a compra não existiria, ocupando assim tempo e espaço.
Para Ramonet, as esferas da comunicação tornaram-se uma única forma de expressão a partir do momento em que a revolução digital começou. A partir disso, o que faz com que as coisas funcionem, é a publicidade e a propaganda. O consumismo é que faz o mundo financeiro girar. As pessoas são incentivadas a comprar de forma compulsiva. O que vende é o sensacionalismo, o que é bom é sempre o que for apoiado por grandes grupos empresariais. Aos poucos, as pessoas são transformadas em robôs, todos com gosto em comum, mas que se quer se conhecem. A informação que se chega até elas, é a que for mais interessante para se vender. Essa venda não é só de bens matérias, mas também de cultura.


Angélica, Fernanda, Bruna e Isabella

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