sábado, 2 de agosto de 2008

Desencontros

O tempo todo se pratica uma atividade que foi nomeada há tempos por Sennet de “civilidade”. A civilidade pode ser considerada uma atividade que nos possibilita a convivência com o outro num espaço público sem, no entanto, invadir o espaço íntimo do outro. Baumam qualifica usar máscaras como a essência da civilidade. “As máscaras permitem a sociabilidade pura, distante das circunstâncias do poder, do mal-estar e dos sentimentos privados das pessoas que as usam.”
Numa cidade, há inúmeros “espaços públicos”, entretanto, nem todos sem enquadram no modelo ideal de “espaço civil”. O autor cita dois exemplos para comprovar tal afirmação. Uma praça em Paris desencoraja a permanência das pessoas, pois não há hospitalidade e o ambiente é sempre vazio e monótono, ou seja, não caracteriza a convivência propiciada em um espaço civil.
Outro exemplo que o autor caracteriza de espaço público mas não civil, se destina a lugares de servir os consumidores. De acordo com Bauman, por mais cheios que os lugares de consumo coletivo possam estar, eles não têm nada de “coletivo”. “Esses lugares encorajam a ação e não a interação”.
Numa reflexão a partir do texto de apoio, pensamos que as cidades cada vez mais agrupam indivíduos que gozam da solidão, com uma postura civilizada e muitas vezes pouco sociável.



Equipe: Aline Presa, Natasha Schaffer, Fernanda Lima.

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