sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Funcionalistas inconscientes

Segundo o jornalista e professor Juremir Machado da Silva (In: SILVA, D; FRAGOSO, S. Comunicação na cibercultura. São Paulo: Unisinos, 2001. p.33-44), o jornalista funcionalista não quer mudar o mundo, mas servi-lo como ele é, escorado nas mitologias da verdade e da informação, fingindo não saber que há muito a informação tornou-se apenas uma forma, entre outras, de entretenimento. Já o crítico hipodérmico não quer que o mundo mude por conta própria: pretende reservar-se o direito de indicar o caminho ao social.

Levando em consideração estas duas teorias, em entrevista com o jornalista Rogério Rodriguez Galindo, editor do caderno Vida & Cidadania da Gazeta do Povo e colunista político (Caixa Zero, Gazeta do povo), notou-se a postura “funcionalista inconsciente” nas respostas do mesmo.

“Não existe jornalismo, por mais sério que seja que não tente fisgar o leitor com um texto atraente. E não tem sentido alguma coisa que não tenha um mínimo de seriedade se chamar jornalismo”, afirma Galindo.

Segundo Galindo o jornalismo eletrônico, de tevê e internet, caminha mais para o entretenimento. Até porque o usuário tem muita chance de desistir e mudar de canal, ou de site. Então apela-se para o entretenimento com mais freqüência. “Leitor de jornal normalmente é um cara mais decidido, que foi atrás porque realmente quer ler aquilo. Então, pode-se fazer algo mais sério”.

Seguindo o raciocínio, Priscila Naufel, assessora de imprensa, observa que jornalismo deve ser sempre informação. “Todos os dias somos bombardeados com uma quantidade absurda de notícias, apelos e informações das mais diversas. Acidentes podem virar um estardalhaço nos meios de comunicação. A busca pela audiência, leitura e atenção da população tem deixado muitas vezes a 'verdade' de lado. Entretanto, não podemos fechar os olhos para a realidade de que há enorme concorrência entre os meios e que todos precisam se manter... além disso, o lazer é hoje um dos valores emergentes. Por isso, acredito na união entre informação e entretenimento. Acredito que temos de buscar uma sintonia entre o bem-informar e o entretenimento a ponto de seduzir o público e reter a atenção do leitor”.

Aline B., Bruno, Luana e Renata.

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