sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A inovação da imagem no jornalismo entretecedor

Conexões entre a visão jornalística do fotojornalista Albari Rosa, e o texto “Teorias da comunicação: hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes”, de Juremir Machado da Silva.

por Eduardo Baggio

De acordo com a visão jornalística do repórter fotográfico Albari Rosa, o texto de Silva não poderia estar mais correto que nesta afirmação: “a inovação tecnológica traria a velha teoria do impacto para o centro do palco” (Silva, p. 41). E, principalmente quando se trata de fotografia, a inovação e seu impacto são, sem dúvida, superiores ao de qualquer outra área da comunicação.

“Sem imagem, ninguém mais acredita. E às vezes só se confia na foto, por que o texto ficou muito banal e quadrado.” O depoimento de Albari comprova o poder da imagem na mídia atual. A era digital trouxe velocidade, amplitude e redução de custos à fotografia, além de uma nova dinâmica na produção da imagem. Ainda segundo Silva, “há muito a informação tornou-se apenas uma forma de entretenimento” (Silva, p. 42). E para servir a este entretenimento, defende Rosa, a fotografia é indispensável.

Ainda segundo Albari, “foto boa se tornou uma obrigação com a câmera digital”. A qualidade do pensar fotográfico pós-digital, defende ele, reside na capacidade de síntese exigida da fotografia no jornalismo que se constitui, atualmente, a partir do imediatismo. Assim, a inovação tecnologia da era digital permite ao editor de fotografia do jornal receber, editar e publicar imagens em questão de minutos, persuadindo o receptor ainda mais rápida, estética e incisivamente. Conquista da tecnologia.

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