quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A mídia e a evolução da sociedade.

O marco do início da Idade Moderna é a descoberta da América em 1492, que acaba em 1789 com a Revolução Francesa. A Modernidade é marcada pelas idéias iluministas e desenvolvimento das ciências. Na política surgem vários movimentos "de massa" e a democracia é o modelo ideal vigente. Surgem as sociedades de informação, que buscavam "vigiar" os meios de comunicação a fim de manter o êxito social e político. É evidente a oposição entre capitalismo e socialismo e proliferam-se idéias de progresso e esperança no futuro.
No Brasil as oligarquias adotaram o espírito moderno, desde que não obtivessem prejuízo com ele. Os meios de comunicação foram, provavelmente, os principais responsáveis pela noção que surgiu de desterritorialização. E inegável que modernidade e mídia sempre estiveram e estão vinculadas. A mídia faz dos assuntos acontecimentos, transformando-os em espetáculo para depois emergi-los novamente ao anonimato. A fase de explosão desses meios ocorre em meados dos anos 70, rádio, cinema, jornais e principalmente televisão. A mídia se ocupa com idéias de cunho político, partidario ou não e que a mensagem leva consigo o contexto informacional, organizacional e midial em que foi gestada. Basicamente, as teorias da Comunicação têm como tema de estudo o canal, o veículo e o meio.
Em paralelo com esses estudos pode-se citar Silverstone que relaciona a tradução e mediação, focando a discussão dentro da mídia. No segundo capítulo do livro Porque estudar a mídia?, Mediação, Roger Silverstone comenta a notável dificuldade de quem trabalha na mídia ou com a mídia de discutir sobre ela sem se envolver.
O autor diz que, segundo George Steiner, a mediação é como a tradução: nunca é completa, está sempre se transformando e talvez nunca inteiramente satisfatória. Diz que a tradução é um ato de amor e envolve a confiança (pois no seu processo identificamos valor no texto de que estamos tratando), agressão (todos os atos de compreensão são violentos), apropriação (levamos os significados dos textos para casa) e a restituição (a reavaliação – devolução de significado e até acréscimos de significados). Na tradução, entramos em um texto e afirmamos ter a posse do seu significado, mas segundo Luis Borges em Pierre Menard, nenhuma tradução é perfeita. Assim como a mediação.
Silverstone novamente cita Steiner quando diz que a mediação pode ser mais e menos que a tradução. Mais porque rompe os limites do texto, oferecendo descrições da realidade e da textualidade; é vertical e horizontal. Os significados mediados se movem do público para o privado e do globalizado para o local, ou vice-versa, e podem ser vistos em quadros de avisos e sites da Internet; são fixos.

Bruna, Isabella, Angélica e Fernanda

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