domingo, 31 de agosto de 2008

a mídia ofuscada

Antes do início dos jogos olímpicos, choviam críticas à falta de abertura política do governo chinês. Eram feitas matérias denunciando toda a postura maquiavélica do governo, que para o objetivo final – os Jogos Olímpicos mais imponentes da história – qualquer meio era válido. A partir do início dos jogos, parece que toda a pirotecnia do evento acabou por hipnotizar a mídia, que já não explorava tanto a tirania chinesa – que reinava dias antes. Parecia, antes da cerimônia de abertura, que esta seria a primeira Olimpíada a contrariar a afirmação de Bordieu que diz que ninguém vê os Jogos Olímpicos em sua totalidade, ninguém vê que ele não é visto. Todo o contexto que envolvia o evento estava sendo explorado pela mídia. Um dos programas que assim o apresentava era o Jornal da Globo. Aspectos políticos e econômicos eram mais abordados nesse telejornal que na grande maioria dos que passam em horário nobre. Porém a luz das medalhas começou a ofuscar todos os abusos que vinham sendo denunciados, e críticas à forma como a Olimpíada foi imposta ao povo chinês, se reduziram a poucos textos opinativos, e carregados de emoção. Parece que as únicas coisas objetivas a serem mostradas sobre os jogos eram os recordes, medalhas, perfeição da organização e a plástica das imagens.

Equipe: Guilherme Binder, Gustavo Yuki, João Guilherme Frey, Mariana Alves.

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