domingo, 31 de agosto de 2008

A mídia veste a camisa.

A partir do texto de Bordieu, Programa para uma análise, a relexão sobre as Olimpíadas de Pequim desse ano, nos remete um espetáculo televisivo ao invés de esportivo.
O papel da mídia nesse contexto, além das influências políticas econômicas nacionais e do Comitê Olímpico Internacional, é de extrema relevância. A dramaturgização das cenas, como por exemplo a cena do diego hipólito no momento em que ele comete um erro na final e o seu pedido de desculpas aos brasileiros (http://www.youtube.com/watch?v=cA_vuADveUg&feature=related); a presença de anônimos na mídia (como familiares de atletas comentando sobre eles); a composição das imagens e os enquadramentos; são fatores que compõe esse quadro midíatico que se torna até exaustivo em época de Olimpíadas.
Em grandes veículos, como na rede Globo, que investe muito para cobrir esse jogos, há uma priorização na exibição de notícias sobre os jogos nos telejornais, bem como uma distorção dos critérios de noticiabilidade. Dá-se mais ênfase aos jogos do que à qualquer outro acontecimento de grande importância. As olimpíadas nada mais são do que um produto explorado pela mídia, a qual visa o lucro e o interesse do público, muitas vezes desconsiderando o interesse público.
Enquanto isso, no brasileiro que acompanha a cobertura dos jogos, o sentimento de emoção e o nacionalismo é despertado por conta de uma manipulação da mídia daquilo que é mais rentável. Afinal, qual é o sentido de tudo isso mesmo se não houver entretenimento?!

Por Aline Presa e Natasha Schaffer.

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