quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mediaçao

Devemos pensar na mídia como processo de mediação. Nesse processo, estão envolvidos produtores e consumidores, numa atividade mais ou menos contínua de engajamento e desengajamento. A mediação implica um constante movimento de significados que circulam através de intertextualidades infindáveis, no constante replay e nos intermináveis discursos em que nós, interagimos procurando compreender o mundo da mídia, o mundo da mediação. Mas ao mesmo tempo usamos os significados da mídia para evitar o mundo, é difícil para nós analistas, sair da cultura da mídia, da cultura da nossa mídia. Nossos próprios são parte do processo de mediação, somos como linguistas tentando analisar sua própria língua .De dentro, mas também de fora, daí a dificuldade, e é ética!Pois exige que elaboremos juízos sobre o exercício do poder no processo de mediação.
Segundo George Steiner a mediação é como a tradução, nunca é completa sempre transformativa. Steiner descreve a tradução em termos de um processo quádruplo de: confiança, agressão, apropriação e restituição. Confiança porque ao desencadear o processo de tradução, identificamos valor no texto de que estamos tratando, valor que queremos compreender alegar e comunicar para os outros, para os nossos. Agressão porque todos os atos de compreensão são ‘’ inerentemente apropriadores e portanto, violentos ‘’. Apropriação significa levar os significados para casa: a personificação, a consumação e a domesticação, esse é um processo que, no entanto, permanece incompleto e insatisfatório sem o quarto e ultimo movimento: a restituição. Sinaliza uma reavaliação, nenhuma tradução pode ser perfeita logicamente nenhuma mediação.
Precisamos compreender esse processo de mediação compreender como surgem os significado, onde e com que conseqüências. Precisamos ser capazes de identificar os momentos em que o processo parece falhar em que é distorcido pela tecnologia ou de propósito.
Arthur Santana,Pedro Henrique, Lucas Rocha

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