quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mediação - Silverstone, R.

Para Silverstone a mídia pode ser entendida como um processo de mediação que implica a constante transformação de significados de uma mensagem para outra. Ele defende que todos nós, direta ou indiretamente colaboramos para a sua produção. E que, além disso, estamos tão inseridos nessa cultura da mídia que é quase impossível conseguirmos sair dela, o que torna mais difícil estuda-la. Dessa forma, é necessário que haja um processo de desfamiliarização para que se questione o óbvio e, por fim, construir uma explicação par ao poder da mídia.

Em diversos momentos o autor compara a mediação com a tradução, pois ambas não são inteiramente satisfatórias, são sempre transformativas e não podem ser perfeitas nem na sua perfeição.

Silverstone considera o exemplo de um pesquisador que para fazer um documentário sobre a vida em instituições totais, vive por duas semanas em um mosteiro. Após uma filmagem de um ano, o documentário resultou em algo distante da realidade que os monges conhecem. O documentário não refletiu com precisão a vida ou a instituição deles. Com esse exemplo o autor ilustra melhor a circulação de significados que consiste a mediação.

Segundo Silverstone todos nós somos mediadores e, por isso, precisamos compreender o processo de mediação. É preciso compreender como surgem os significados e a conseqüência disso. Para ele é importante descobrir e identificar onde o processo parece falhar, assim como a compreensão do poder de persuadir que a mídia possui.

Daniela Gorski, Francieli Santos, Iara Martins, Karin Sampaio e Tabata Viapiana

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