sábado, 2 de agosto de 2008

Mediação – Silverstone

Apesar da dificuldade de entendimento logo no início do capítulo, as informações se esclarecem quando o autor exemplifica a mediação e a tradução através da atitude dos produtores do documentário em relação aos monges. Mesmo após um ano de convivência no mosteiro e todo conhecimento adquirido, durante a fase de edição e pós-produção do material a visão do modo de vida, cotidiano dos monges ficou distorcida.
O responsável pela pesquisa não participou da fase de compilação do material, apenas assistiu de braços cruzados. O documentário atendia ao objetivo do programa, do seu público alvo e ao horário que seria passado e não privilegiou a verdade. O papel do mediador não se mostrou satisfatório.
A tradução é particular e pessoal. Muitas pessoas assistiram ao documentário e não gostaram, outras chegaram a incorporar idéias que foram apresentadas. Mas os monges que conhecem a realidade, não se reconheceram no material veiculado. Fato com o qual concluímos que o papel do mediador não se mostrou satisfatório.
A mediação – circulação de significado – quando propriedade dos meios de comunicação se aproxima da tradução segundo George Steiner. “Nunca é completa, sempre transformativa, e nunca, talvez, inteiramente satisfatória”.
A tradução utiliza-se da mediação através de um processo – confiança, agressão, apropriação e restituição. A confiança se estabelece a partir do momento no qual se absorve a informação e a transmite, acreditando que ela vá perdurar. A agressão surge quando inexiste a confiança. Não há aceitação daquilo que é diferente do que se acredita. A apropriação é criar uma bagagem de informação, guardar o conhecido para si. O último movimento, talvez o mais importante, é quando alguém vem acrescentar algo naquilo que já foi apresentado. Novas idéias incorporam-se as antigas.

Fernanda Giotto Serpa, Tatiana Olegario da Silva, Daniel dos Santos, Guilherme de Mélo

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