quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Mediação – Silverstone

Equipe: Fernanda Berlinck, Patrícia Sheisi e Simone Bremm

Mediação – Silverstone

A mídia envolve produtores e consumidores de forma contínua pelo modo em que é avaliada de diversas maneiras. Logo, pode-se dizer que a mediação implica em constantes transformações, de um para o outro, alteramos e acrescentamos informações ao “produto”. Assim, interminavelmente tentamos entender e desvendar o mundo midiático, ao passo que levamos em conta significados da mídia para evitar e nos distanciar do real mundo.
Não é fácil desvendar o poder da mídia, “somos como lingüistas tentando analisar sua própria língua”. O que torna arriscado estudarmos-a, seria recusar o que nos é claro, questionar aquilo que de certo ponto também acreditamos.
Segundo George Steiner a mediação é como a tradução, sendo esta um processo composto pela confiança, acreditar no que compreendemos e queremos comunicar ao outro; Agressão porque ao ler um texto, por exemplo, dizemos ter posse de seu significado; Apropriação por personificarmos, consumirmos e domesticarmos os significados; E por último a restituição, uma reavaliação para analisar se há alguma reciprocidade da qual o tradutor devolve significado. Steiner ainda a considera uma transição entre passado e presente, incluindo significado e valor.
A mediação não limita textos e abrange interpretações sobre a realidade, os significados mudam e se movem com o tempo, entre textos e os espaços para os quais são levados e abordados. Suas ideologias, narrativas, pretensões e interrogações são transmitidas e comunicadas fazendo com que o texto não apresente apenas um significado inicial e final, sendo infinita e ligada sempre as experiências da vida cotidiana.
Já a tradução é fiel sempre com um significado a ser respeitado. Através dela os significados são produzidos cruzando fronteiras de espaço e tempo.
É preciso entender que todos somos mediadores e criadores de significados. Devemos estudar a mídia para saber focar a necessidade de representar os significados e focar com as experiências. A preocupação não é apenas com uma reportagem factual, mas a mídia como fonte de informação e criadora de significados. Torna-se necessário entender quando tal processo pode falhar ou ser distorcido.

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