terça-feira, 12 de agosto de 2008

Meios: agentes refletores

A jornalista Janaína Hernandes defende a tese de que o jornalismo policial, considerado por muitos puro sensacionalismo, é o que a população quer ler, é o que vende

Juremir Machado da Silva (2001) argumenta que os jornalistas atuais, quando questionados sobre o fazer jornalístico, tendem a recorrer a duas correntes teóricas da comunicação: a dos hipodérmicos tardios ou dos funcionalistas inconscientes. No primeiro grupo, estariam os críticos da mídia, que consideram os meios e as mensagens por eles dissipadas, como instrumentos de persuasão e manipulação de uma massa homogênea e franca diante dos media. No segundo grupo, estão aqueles que acreditam que os meios nada mais fazem do que refletir e oferecer as mensagens que a população (ou a maior parte dela) quer ver refletida. Assim, os meios (e eles próprios, jornalistas) nada mais seriam do que agentes refletores dos anseios da sociedade democrática. Dadas as definições, pode-se dizer que Janaína Hernandez Monteiro, do Diário Popular, se enquadra no segundo grupo. Principalmente porque seu discurso não vem carregado de críticas ao meio e também não utiliza termos pertinentes aos hipodérmicos como “alienação” ou “manipulação”. Também pelo próprio meio no qual trabalha: o jornalismo policial. Para alguns, mera apelação, jornalismo de manchete. Para a própria entrevistada, é apenas o que a população gosta de saber, é o jornalismo que vende.

Equipe: Andrizy Bento, Caroline do Prado, Marcos Silva, Samantha Fontoura, Tássia Rodrigues

Um comentário:

Anônimo disse...

É Diário Popular. Não Diário do Paraná! Ok?