quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Modernidade e Meios de Comunicação

Fernanda Berlinck, Patrícia Sheisi e Simone Bremm

Modernidade e Meios de Comunicação

Definindo Modernidade como conjunto de transformações que ocorreram no âmbito do da cultura e da vida social nos últimos três séculos, o autor apresenta os temas e questões que cercam os distintos modelos teóricos da comunicação que vem se modificando com os tempos pós-modernos, e que alguns críticos costumam chamar de “baixa Modernidade” ou “Modernidade tardia”.
Começando na divisão da história da humanidade (Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e a Época Contemporânea) o autor situa o leitor do berço da sociedade moderna, apontando seu início no século XVIII . Onde começaram a evoluir a ciência, resultando em grandes inovações tecnológicas e a política, que deu abertura a grandes revoluções. Divide em três partes a noção de modernidade: Cultural, Cognitiva e Ética; Ética e Econômica e Política.
Como principal símbolo da Modernidade traz o estado-nação, que incentivam a formação de mercados nacionais e têm ensejado a formação de sociedades da informação. E para que esse estado funcione é necessária intensa vigilância e os meio de comunicação, segundo o autor, são instrumentos fundamentais para isso.
Cita ainda as organizações que tiveram seu inicio na Primeira Revolução Industrial exemplifica com um modelo de produção muito conhecido, o taylor-fordista, criados por Frederick W. Taylor (18656-1915), engenheiro e economista americano e Henry Ford (1863-1947), industrial. Diz que estes podem ter feito do homem um “ser biomecânico” e relembra a critica feita por Charles Chaplin no filme Tempos Modernos.
Critica a modernização sem modernidade, o que segundo ele aconteceu em muitos casos, inclusive no Brasil. Surge, junto com a modernidade, o apagamento da perspectiva espacial gradativo e a autor aponta os meios de comunicação como possíveis culpados desse fenômeno. Afirmando que a mídia “faz” o acontecimento ele aponta as redes de televisões como principais fontes de notícias espetáculo.
Diz ainda que a mídia “reecanta o mundo” juntando tecnologia e personalidades carismáticas. Tornando-se assim um refúgio para as pessoas fazendo com que o cotidiano “ganhe algum colorido”. Justificando assim o papel da mídia na modernidade, surge como uma orientação para a vida do cotidiano, concretização de processos políticos e expressivas transformações culturais.
Apresenta a mídia como um poder social que “advoga em causa própria ainda que o faça em pretexto de representar todos nós”. Termina dizendo que passamos a viver em uma cultura midial , explica dizendo que o canal disfarçou-se em veículo e criou um ambiente, uma “camada de ar” sociocultural caracterizada por sua alta abrangência e sua baixa permanência.

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