quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Modernidade e Meios de Comunicação - Polistchuck

Polistchuk começa seu texto abordando o contexto histórico do surgimento da sociedade moderna, que pode trazer algumas controvérsias quanto à data exata. Independente disso, a noção de modernidade, segundo o autor, se sustenta em três núcleos de significados diferentes: 1. Significação cultural, cognitiva, e ética (ex: iluminismo e teorias descritivas), 2. Significação econômica e social (ex: industrialização e urbanização), 3. Significação política (ex: movimento das “massas” com apoio dos meios de comunicação).

O estado-nação surgiu como principal ícone de representação da Modernidade, criando verdadeiras “sociedades da informação”, em que os meios de comunicação servem como objetos para o sucesso de uma intensa vigilância que o Estado exerce sobre os cidadãos. Segundo o autor, foi na época da Primeira Revolução Industrial que tais organizações surgiram, projetando pelo mundo a “ideologia do progresso”, já colocando em lados opostos o capitalismo e o socialismo. Nesse momento do texto, Polistchuk faz uma comparação dessas organizações com o modelo de produção Taylor-Fordista, muito utilizado pelas indústrias da época estudada, e que transformavam o homem em um ser “biomecânico”.

Para o autor “Modernidade quer dizer conjunto de transformações que ocorreram no âmbito da cultura e da vida social no curso dos últimos três séculos”, e é em função dessas mudanças que o mundo se desenvolveu até chegar ao que é atualmente. Polistchuk diferencia os conceitos de modernização, que é a materialidade da modernidade, e de modernismo, que é a representação artística do período. Nesse momento, o autor chega à relação da Modernidade com a mídia, afirmando que elas estão permanentemente ligadas, em relação de ascendência e descendência. Dessa forma, ele conceitua mídia, explicando o surgimento da palavra, tanto em inglês, quanto em latim e afirmando que a mídia é capaz de transformar qualquer acontecimento num espetáculo, divulgado na forma de notícia. Depois, o autor explica o conceito de Mass Media, que quer dizer “meios de comunicação tecnicamente aptos à difusão simultânea de toda espécie de informação, destinando-a a um número indiscriminado de indivíduos”. Esses veículos se popularizam na “explosão” da Modernidade, na década de 70. Surgem, então, novos conceitos, como sociedade midiatizada, sistema midiático e cultura midial, sendo que todos têm relação com a disseminação rápida e generalizada das mensagens.

Em função dessa situação, a mídia passa a chamar cada vez mais a atenção da população, causando grande encantamento em seus “consumidores”. Tanto que a mídia, e mais especificamente a televisão, servem como referência no cotidiano das pessoas, como meios de se concretizar o poder político e de consolidar as transformações culturais. Um problema que Polistchuk aponta dentro desse contexto é a confusão – muito comum – entre a onipresença dos meios de comunicação (fato real) e a onipotência desses mesmos meios (fato suposto).

No período moderno de 1940 até 1960, há uma nítida separação do que é público, do que é privado. Dentro disso, a mídia serve para se ocupar das idéias, levando em conta que os meios estão totalmente contidos nas mensagens que transmitem. Desde então, segundo o autor, a mídia “se fez fonte de poder social, quanto passou a representar instrumento para seu exercício efetivo em âmbito urbano”, além dela poder tanto influenciar, como ser influenciada.

Finalizando seu texto e utilizando-se de termos técnicos, Polistchuk afirma que o canal (transportador da mensagem) se disfarçou de veículo, que meio quer dizer sistema de significação e que um meio se faz ambiência. Como exemplo, ele usa a televisão que se tornou um ambiente por estar presente em toda parte e afirma que “essa sua poderosa mediação se ajustou perfeitamente a uma ‘camada de ar’ sociocultural”.

Daniela Gorski, Francieli Santos, Iara Martins, Karin Sampaio e Tabata Viapiana

Nenhum comentário: