sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Modernidade tem preço: Alienação. Jornalista também paga.

Ana Paula Ehlert, jornalista do Jornal do Estado, contou que faz economia de consumo. Conduzida por uma necessidade das pessoas mais simples de compreenderem como a economia afeta diretamente suas vidas.

Ana é uma dos dez jornalistas entrevistados pelo 4º período A de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Tanto ela quanto os demais, entendem a função dos meios de comunicação de servir, de atender a necessidade das pessoas, de se informar, etc. Para eles o espaço conquistado pelo entretenimento na mídia não é visto como um problema, Ana ainda explica: “entretenimento também é informação”.

Eles não se declararam funcionalistas, seriam eles, então, o que Juremir Machado as Silva chama de funcionalistas inconscientes?

“O jornalista, funcionalista por desconhecimento, acredita na sociedade pluralista; portanto só pode ver o seu receptor como um sujeito que escolhe em função das próprias necessidades.” (SILVA, J 2001).

A reposta é sim. Não somente os entrevistados, mas os jornalistas em geral têm se mostrado alienado da sua ação de trabalho. Isso não implica que sua ação seja ruim, mas sem dúvidas é deficiente de autocrítica. E em seus discursos o pluralismo se faz presente sem maior questionamento das correntes teóricas que o compõem.


Flávia Zanforlim, Giovana Gulin, Juliana Lima, Mariana Guzzo

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