sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O falso espetáculo midiático


Há uns 2500 anos a.C. o mega evento que é as olimpíadas cumpria exatamente com o objetivo de união entre as nações, ou pelo menos é o que se mostra nos livros de história antiga. Hoje já não é possível fazer essa afirmação. O que era para ser uma competição saudável tornou-se uma briga entre campeões das grandes nações. Os atletas já não são mais tratados como tal, mas sim como máquinas que fazem esforços sobre-humanos para satisfazer a sede do público.


No livro Sobre a Televisão (BORDIEU, 1997, p. 124) o discurso do autor disseca e desconstrói a imagem que a mídia mostra nos noticiários sobre o evento. Bordieu explica que a cobertura da televisão se restringe muito aos atletas e esportes de maior destaque nacional, ou que têm maiores possibilidades de medalhas. Sendo assim, a cobertura televisiva das olimpíadas não é mostrada em sua totalidade, somente de uma maneira parcial e lúdica.


A emoção é muito utilizada como ferramenta de atração do público. A reportagem ir até a casa de familiares e amigos dos atletas para buscar declarações que sensibilizem o público. Esse sensacionalismo atrai o telespectador. Um exemplo recente disso foi agora nas olimpíadas de Pequim em que os repórteres foram até a casa das atletas do basquete feminino e colheram depoimentos dos familiares sobre o desempenho das garotas.


Outra coisa que também é discutível é a imagem falsificada que a atração mostra para o público. Nessas olimpíadas de Pequim, por exemplo, a pequena criança chinesa que cantava na abertura dos jogos não era a que estava no palco. A verdadeira cantora estava nos bastidores do espetáculo, pois foi trocada de lugar com outra menina mais “bonita”. Se isso é evidenciado nessas olimpíadas devem existir muito mais acontecimentos que ficaram por trás, nos bastidores. O que a televisão não veicula não existe. O fato e a notícia só existem a partir de que se tenham imagens para ilustrar e também se for de interesse da mídia, dos veículos de imprensa.


Ana Carolina Paiva

Eloá Cruz

Gabriel Bozza

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