sábado, 30 de agosto de 2008

O mundo cibernético

Pierre Lévy fala que a cibercultura nos permite criar várias identidades híbridas. Essas identidades estão em constante transformação. Mas isso não quer dizer que ao criarmos uma nova identidade no ambiente virtual percamos uma anterior. Nesse caso há o hibridismo, que é onde todas as identidades se complementam.

Para que tudo seja possível, deve haver uma liberdade maior de expressão. Blogs são exemplos disso, pois se pode expor opiniões e ser visto por milhares de pessoas em qualquer lugar do mundo. Nessa fase, segundo Lèvy, os comunicadores são “facilitadores da mediação”. É através dessas pessoas que acontece a ligação entre a linguagem do povo e a linguagem tecnológica.

São blogs como o Blog do GJOL que tornam essa visão ainda mais clara. Nele há a opinião dos seus blogueiros sobre a mídia, principalmente veiculada pela internet. Eles criticam o imediatismo dos portais de notícia da internet, que postam notícias sem ao menos checar se elas são realmente verdadeiras ou não. Além disso, dão dicas de sites e iniciativas boas, tanto para o jornalismo quanto para quem é interessado pelo assunto.

Em um dos posts, é citada a revista Meio Digital com uma reportagem sobre a inclusão das classes C, D e E no mundo digital. Isso retoma Lévy, que diz que com a globalização, o sentido de pertencimento a uma comunidade é cada dia mais limitado. Conforme as identidades virtuais são criadas, o individuo torna-se um “cidadão do mundo”. E, como hoje todos têm acesso à internet de alguma forma, todos acabam tornando-se um “cidadão do mundo” e não mais “apenas” um membro de uma comunidade.

Na medida em que a internet se torna acessível à massa, ocorre o hibridismo cultural. Os vários níveis de cultura se juntam, formando uma única forma de ver e pensar o mundo.

Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões.

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