sábado, 2 de agosto de 2008

O Poder Midiático – Ignacio Ramonet

As fronteiras entre informação, publicidade e cultura de massa tornam-se cada vez menores. Estas três esferas, como Ramonet as chama, acabam por se misturar nesse novo ambiente de revolução tecnológica. Isso está muito claro nessa pós-modernidade. Os objetos, como telefone, televisão, rádio, impresso, se misturam unindo a palavra, a imagem e o som.
A Internet é a prova viva desse fenômeno. Informação, publicidade e cultura de massa aparecem sem distinção. Essa mudança nos meios de comunicação levaram ao surgimento de conglomerados que comandam todo esse “bolo”. Pode não ter especialidade no campo da comunicação, como cita Ramonet, se tratando de Murdoch, que possui todo tipo de empresa em praticamente todos os lugares do mundo. Ele trabalha com filmes, publicidade, informação e também com esporte.
O esporte é um meio de ganhar com publicidade. Nas palavras de Ramonet: “É muito menos uma prática esportiva que se desenrola em uma cancha do que um espetáculo que se difunde pela televisão”. O poder midiático é o meio utilizado para nos passar essa idéia de globalização. Tudo pode ser usado na mídia enquanto esse “tudo” trazer benefícios financeiros.
A mídia virou mais um comércio no mundo globalizado. É um produto que vende bem e vende fácil. Os meios estão interligados entre si – o rádio passa aquilo que a TV mostra, que é copiada pelo impresso e que muito antes disso já estava na Internet. É uma mesma mercadoria que roda em todos os meios, para ser aceita pelo público que a recebe. Uma maneira prática de monopolização.
A partir do momento que a verdade deixa de ser o objeto da informação, ela passa a ser monopolizada de acordo com o interesse de determinado grupo. A rapidez com que o mundo se adapta hoje também reflete de maneira negativa no produto jornalístico. O furo, a corrida para chegar em primeiro faz com que a credibilidade do produto se perca.
A maneira como o discurso é construído e a espontaneidade do assunto são os fatores que definem uma boa ou má venda da informação. Primeiro, precisa ser chocante, instigante, curioso e não importa o quanto isso se desvirtue da realidade. Depois precisa ser agora, já, para ontem. Conseguir criar a emoção no espectador é o objetivo. Conseguido isso já pode bater o martelo, o produto foi vendido.

Fernanda Giotto Serpa, Tatiana Olegario da Silva, Daniel dos Santos, Guilherme de Mélo

Nenhum comentário: