quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O poder midiático - Ramonet

Anteriormente à revolução digital havia uma separação entre os universos da imagem, do som e do texto. Segundo Ramonet, a fusão destas características, evidentemente encontrada na internet, anda juntamente com o poder da mídia em fazer o público aceitar a globalização – a mídia seria seu aparato ideológico. Desta fusão ocorreram mudanças diretamente na informação. Ramonet coloca três características principais: a informação hoje é mercadoria, não pode mais ser vista como um meio que tem o fim de educar o cidadão. Ela continua tendo em vista sempre a verdade, mas se aprofunda na verdade que trará lucro. Outra característica seria a velocidade da informação, transformando a realidade jornalística em realidade de imediatismo. Sendo assim, não há estudo das informações ou aprofundamento. Por último a informação hoje pode ser qualificada como gratuita, o preço que se paga por um jornal não cobre nem o peso do papel. Quem financia a informação é a publicidade.
O discurso da mídia utiliza recursos como frases de impacto, nenhuma profundidade e características de espetáculo. Por isso, estaríamos recebendo um discurso infantilizado. Ramonet coloca como visão menos pessimista, que esse discurso pode acabar por se tornar insatisfatório para muitos, já que em nenhum momento tivemos tantas pessoas com ensino superior como hoje, público que continua a crescer e exigirá ser tratado como adulto. Esta visão menos pessimista é concreta já que os meios que passam informação séria, não ideológica estão ganhando audiência.
Mas isto ainda é muito pouco. A verdade não basta como prioridade. A forma de se passar esta verdade deve ser reavaliada. A comunicação ocorre o tempo inteiro, até quando não queremos, em uma velocidade enorme. Nos comunicam tanto que acabam por não comunicar nada. Afinal não há profundidade, não há como avaliar e tirar conclusões. Muitas vezes já está concluído por nós.
Adriana Vieira, Gabriella Hóllas e Raquel Leite.

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