quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"O que fazem as pessoas com a mídia?"

Como expõe Juremir Machado da Silva, em seu artigo Teorias da Comunicação: Hipodérmicos tardios versus funcionalistas inconscientes, o jornalista que é consciente do seu papel como emissor é ao mesmo tempo, e por este motivo, um funcionalista inconsciente. Assim, este profissional percebe a mídia como um serviço, cuja função é simplificar as mensagens ao público receptor, e também oferecer várias opções de escolha a esse público, sempre honrando este poder de influência que vem atrelado à mídia.
Acreditando (inconscientemente?) nas mitologias da sua profissão, a jornalista Ana Paula Ehlert, editora do caderno de economia do Jornal do Estado, sente-se responsável em emitir notícias sobre economia que possam atender às necessidades de todos os públicos, assim como informar as implicações das decisões econômicas e políticas que possam afetar estes públicos. Dessa maneira, evidencia-se uma flexibilidade comunicacional peculiar do funcionalismo, na qual surge o dilema de Atallah: o que fazem as pessoas com a mídia? (1993). Se não houver uma compreensão do público sobre a economia, por exemplo, não haverá a satisfação imediata deste público - o jornalismo não cumpriria o seu papel funcional. Assim, hipodérmica ou funcionalista, consciente ou não, Ana Paula não avalia o jornalismo por esta ótica, por esta divisão, mas acredita que é o receptor que guia o conteúdo da informação.

Julliana Bauer, Sílvia Cunha, Jadson Tinelli, João Zampier

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