quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Por uma outra comunicação

Fernanda Berlinck, Patrícia Sheisi e Simone Bremm

Por uma outra comunicação
(Ramonet)

Ramonet propõe no texto uma reflexão da forma que a comunicação tem sido abordada nos tempos atuais. A barreira que se estabeleceu entre a mídia e a comunicação, de fato, é tão óbvia que fica difícil traçar um perfil claro entre os dois conceitos: “entre o mundo da mídia, o mundo da comunicação, o mundo que poderíamos denominar cultura de massas e o mundo da publicidade” diz o autor.
Para esclarecer, o autor, divide o estudo em três setores dominados esfera. Por um lado, a esfera da informação: imprensa, informação radiofônica, agências de notícias, noticiários de televisão, etc. A outra esfera é a comunicação institucional: a publicidade, a propaganda no sentido político da palavra. A terceira esfera é a cultura de massa, em seu sentido mais amplo: a telenovela, os quadrinhos, a edição literária de massa, os livros de massa, o cinema de massa, o esporte etc. Deixando claro assim, a idéia de que os fatores que hoje envolve a comunicação não são mais exclusivos e fechados, hoje eles se completam de tal maneira que fica praticamente impossível fazer uma análise separada de cada um por si. Isso tudo, se deu em primeiro lugar, por causa da revolução digital, que veio unindo essas esferas. “Antes havia um universo do texto, um universo do som, um universo da imagem; hoje isso está totalmente misturado”, afirma Ramonet.
A revolução digital é o inicio das megafusões, como diz no texto. A internet permite utilizarmos todos os tipo de comunicação, é apenas um aparelho que não sabe diferenciar texto, imagem e som, assim elimina a necessidade de um radio, telefone, cartas, etc, um aparelho que dispensa outros três, ou mais.
O poder econômico ainda toma o posto de primeiro lugar, mas convenhamos que sem a mídia ele não se fortalece. Seguimos assim com os “poderosos” donos da grana e da comunicação, já que é de completo interesse pra eles manter uma ponte de diálogo com o publico, e para isso utilizam dos meios de comunicação. É por isso que notícia tomou formas diferentes. “A Primeira característica: a rapidez para evitar o tédio, segunda característica: a simplicidade. O discurso dominante, nos grandes sistemas midiáticos, é muito elementar, é um vocabulário que todo mundo possui, é uma construção sintática, uma construção retórica que todo mundo pode entender” esclarece o autor.
Mas de nada adianta você ter a informação, a noticia e não poder publicar esta verdade. O verdadeiro comunicador é aquele que não se prendeu a nada e, por isso, tem total liberdade de expressão. O fato de acreditar que se tem a verdade e de deixar que isso produza um orgulho tal que induza a pensar que não é necessário comunicar faz com que as pessoas paguem e sofram com a falta de comunicação.

Nenhum comentário: