sábado, 2 de agosto de 2008

Quando estranhos se encontram – Bauman

Bauman inicia o texto com uma citação de outro autor, Richard Sennet, que não poderemos deixar de lado: “uma cidade é um assentamento humano em que estranhos têm a chance de se encontrar”. Essa é a idéia básica do texto escrito por Bauman, que ao decorrer dos parágrafos explica como se comporta uma pessoa inserida numa sociedade.
Tratando-se dos dias atuais e toda a globalização que nos atinge, as pessoas estranhas entre si podem chegar a se comunicar, mas é uma comunicação única, que não tem passado e nem futuro. É algo que acontece somente naquele instante.
Senett explica essa passageira e vazia experiência de comunicação como uma máscara que toda sociedade usa. Ela não deixa transparecer emoções e sentimentos profundos, como também não procuram conhecer emoções e sentimentos alheios. É cada um por si, vivendo de aparências – é a máscara.
Mas para que essa privacidade seja permitida, toda uma sociedade deve se comportar da mesma maneira. Todos precisam sentir-se igualmente confortáveis na sociedade em que vivem, precisam fazer parte.
A teoria não é complicada de compreender, mas a prática é muito difícil de ser posta em funcionamento. Bauman dá o exemplo de locais que são destinados ao consumo. As pessoas estão juntas no aspecto físico, mas não no aspecto emocional. “Esses lugares encorajam a ação e não a interação”, explica Buaman. É apenas uma prática individual, as pessoas usam a máscara, mas não fazem parte da sociedade – pois ela não é vista como um todo. Os locais de consumos são destinados a certas classes sociais, fragmentando a sociedade mascarada.

Fernanda Giotto Serpa, Tatiana Olegario da Silva, Daniel dos Santos, Guilherme de Melo

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