quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Quando estranhos se encontram – Bauman

Bauman analisa neste texto os encontros com estranhos que o espaço urbano nos impõe. Através do conceito de civilidade, ele explica a essência desse fato: Não se pode esperar mais que atitudes escondidas atrás de máscaras, que na concepção do autor não é uma atitude de descompromisso, ou retirada do verdadeiro “eu”, mas sim um ato de engajamento e participação. No contexto urbano atual esta atitude é, sem dúvidas, necessária para evitar sobrecargas emocionais que poderiam derivar de encontros casuais. Porém se o cidadão conseguisse enxergar que faz parte do “público” que habita a cidade, as relações, utopicamente, poderiam brotar da casualidade. Se o espaço público fosse visto como uma extensão de casa, um prolongamento do quintal, a pessoas que nele transitam, seriam vistas de outra forma. O encontro com estranhos seria um encontro com alguém que compartilha do mesmo espaço de convivência, e não apenas de trânsito.
A partir desta reestruturação do pensamento coletivo sobre as cidades, haveria um potencial maior na casualidade dos encontros. O outro cidadão já não lhe seria tão estranho. Pois haveria uma relação de proximidade e identificação maiores. Logo, nestes encontros casuais, poderia haver a idéia e o anseio mútuo de um reencontro.


Guilherme Binder, Gustavo Yuki, João Guilherme Frey, Lidiane Tonon, Mariana Alves

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