quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Quando estranhos se encontram - Bauman

Na relação entre pessoas que não se conhecem não existe nada em que se apoiar ou que sirva de guia para o presente encontro. Segundo Bauman, o encontro de estranhos é “um evento sem passado”, e frequentemente é também um “evento sem futuro, uma história para não ser continuada”.

A vida urbana requer um tipo de atividade especial e sofisticada, que o autor chama de “civilidade”, a qual protege as pessoas umas das outras, permitindo que possam estar juntas. A civilidade tem como objetivo proteger os outros de serem sobrecarregados com o nosso peso e deve ser uma característica da situação social.

Existem muitos lugares nas cidades contemporâneas que cabe o nome de “espaços públicos”. Eles são divididos em duas categorias. A civil é uma delas.

Bauman usa o exemplo de uma praça em Paris para exemplificar essa categoria. Na praça, que fica na margem direita do Sena, o que mais chama a atenção é a falta de hospitalidade.Não há bancos para descansar e nem árvores. Um lugar tão apropriado para se ter bom relacionamentos, família, amigos, namorados não nada mais do que um grande espaço vazio.

A segunda categoria dá espaço ao público consumidor. Por mais cheios que possam estar os locais de consumo coletivo, não tem nada de “coletivo”. As pessoas não vão para esses “templos” para conversar ou socializar. Segundo o autor, “o consumo é um passatempo exclusivamente individual”.

Daniela Gorski, Francieli Santos, Iara Martins, Karin Sampaio e Tabata Viapiana

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