quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Quando estranhos se encontram

Fernanda Berlinck, Patrícia Sheisi e Simone Bremm

Quando estranhos se encontram
(Bauman)

No texto, Bauman, procura encontrar um sentido para a existência de uma cidade e, principalmente, para o convívio dos seus habitantes. O autor define um centro urbano como uma oportunidade de “humanos estranhos se encontrarem”. Como se fosse um real encontro de desencontros de amigos, parentes ou conhecidos, onde as pessoas se encontram o tempo todo, mas nem se quer se cumprimentam. “O encontro de estranhos é um evento sem passado, sem futuro, uma história para não ser continuada”, diz Bauman, que segue o texto fazendo uma comparação com o ciclo de uma aranha, que trabalha exclusivamente sozinha e o mundo inteiro gira entorno da teia que ela tece.
Ele ainda questiona a civilidade de um individuo que se diz ser “civil”, já que hoje o ato de estar presente na sociedade se refere apenas a vestir uma máscara pública e freqüentar espaços sem colocarmos em prática o ato da comunicação.
O autor faz uma comparação entre a praça La Défense de Paris e ao comércio (na verdade shoppings), pois para praticarmos o ato de verdadeiros cidadãos deveríamos freqüentar parques e se socializar com os demais que nos rodeiam, mas no entanto a tarefa do consumo acaba atraindo mais,sendo esta um passatempo absoluto e exclusivamente individual. Já que lugares assim costumam ser rodeados de segurança que são responsáveis por impedir que alguém atrapalhe o tempo de isolamento do consumidor.
Concluindo assim, que situações do cotidiano mesmo pode nos fazer refletir o porque de existir uma cidade e a comunicação se as pessoas que nela habituam preferem mesmo a exclusão, o individualismo.

Nenhum comentário: