sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sensacionalismo lucrativo

A partir do texto “Programa para uma análise”, de Bordieu, é possível relatar os Jogos Olímpicos de Pequim como um espetáculo esportivo que tem como objetivo obter um sucesso televiso e com isso lucro econômico. É uma forma de show apresentada pela televisão e assistida com sucesso de audiência por nós espectadores, enquanto a mídia sensacionaliza o evento, as pessoas se envolvem com esta representação olímpica.
Para Bordieu, esta produção toda é um “instrumento de comunicação” que através do marketing grandes empresas têm a oportunidade de vender a sua marca e controlar a venda de direitos transmitidos. Causando um grande efeito de competição não só entre atletas, porém entre nações. Começando pela comparação que fica de uma abertura para outra, das instalações disponibilizadas de local para local, a estrutura do lugar, até chegar no desfile de encerramento.
Acreditamos que este show citado pelo autor seja sim uma forma de planetarização e sensacionalismo da televisão, todavia, é uma maneira não só de reconhecimento de talentos que vão representar o país nesta disputa que vai muito além do esporte, é algo que traz entretenimento ao público. Por mais que haja todo um exagero, as pessoas se sentem bem em saber que nosso país é capaz de alcançar o ouro, ou que por mais que o talento esportista tivesse essa capacidade, naquele momento não lhe foi capaz. Há tantas coisas ruins que são mostradas, que este espetáculo por um lado acende uma parte patriota que muitas vezes é esquecida dentro de nós.
Com toda a pressão da concorrência, dos patrocinadores e dos telespectadores o que resta para a televisão é mostrar várias vezes, de diversas maneiras o que de lá tão longe está sendo visto e o que está acontecendo. Pessoas que não procuram este tipo de distração procuram um outro meio de comunicação um pouco mais factual para manter-se informado.

Fernanda Berlinck, Patrícia Sheisi e Simone Bremm.

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