sábado, 2 de agosto de 2008

Silverstone e Ramonet

Em seus textos, Silverstone e Ramonet abordam a mídia de diferentes perspectivas. Silverstone a vê como um processo de mediação, uma circulação de significados, e compara essa mediação ao conceito de tradução de Steiner. Mas, destaca uma diferença básica entre elas: “Uma tradução é reconhecida e respeitada como um trabalho de autoria. A mediação envolve o trabalho de uma instituição, grupos e tecnologia”. Outra diferença é que a análise de Silverstone da mediação inclui o leitor e a leitura, que, para ele, é de extrema necessidade para não mal interpretar a questão.
Para Silverstone, todos nós somos mediadores e para ele é essencial entendermos o processo de mediação e compreender o surgimento desses significados, “precisamos ser capazes de identificar os momentos em que o processo parece falhar, em que é distorcido pela tecnologia ou de propósito”.
Ramonet divide a mídia em três esferas: de comunicação, de publicidade e de cultura de massa. Porém, com a revolução digital, essas esferas se fundiram e, especialmente, na Internet “há cada vez mais televisão, há cada vez mais informação, há cada vez mais publicidade; e não há diferença entre as três”. Ramonet também destaca que a informação hoje é uma mercadoria, mas não é o leitor, o consumidor de informação que paga por ela, e, sim, a publicidade. Com seu discurso baseado na rapidez, na simplicidade na dramatização, um “discurso infantilizante” para Ramonet, as grandes empresas midiáticas dificilmente serão combatidas, pois distribuem a informação praticamente de graça para os leitores. E mesmo os meios que distribuem informações sérias, não conseguem se comunicar bem, segundo Ramonet. Para ele, “possuir a verdade não é suficiente”.

Anelise Caparica, Mariana Scoz, Talita Corrêa.

Nenhum comentário: