quarta-feira, 6 de agosto de 2008

teoria da comunicação

Polistchuk: Teorias da Comunicação

Com o desenvolvimento da tecnologia surgiu a modernidade que teve seu término na revolução francesa. Desde o Renascimento e da Reforma Protestante no mundo ocidental foram estipulados padrões e valores sociais diferentes do resto do mundo. Com isso a população enxergava de uma forma diferente o governo que já ensinuava noção de modernidade, ou seja, uma quebra de antigos padrões.
A noção de modernidade tem três núcleos de significação: significação cultural ( desenvolvimento das ciências, iluminismo, movimento racionalista), significação econômica e social ( os processos de industrialização e urbanização) e significação política ( surgimento dos estados nacionais, valorização da democracia). Um dos principais representantes da modernidade foi o estado-nação. Esses estados incentivavam a criação dos mercados nacionais que exercia grande influência sobre os cidadãos. Essa influência era exercida pelos meios de comunicação que ajudavam a manipular a população.
Na Primeira Revolução Industrial o engenheiro Taylor fora o grande teórico da organização científica do trabalho. O industrial Henry Ford racionalizou os métodos de produção e sua empresa, introduzindo a linha de montagem. Entre todos os princípios organizacionais esse modelo predominou a estrutura hierárquica, em que o poder era centralizado na mão de uma pessoa. E por algum tempo esse modelo foi implantado no mundo em que as pessoas se submetiam a ele. Porém começam a surgir as críticas e as artes fazem parte dessa construção de criticar o modelo exigido pelos governantes. Um exemplo é o filme tempos modernos com Charles Chaplin que não apenas critica o modelo de Ford como também critica a sociedade que se comporta como robôs.

A modernidade quer dizer com todas essas mudanças que ela se transforma no âmbito cultural e da vida social. Essas mudanças nos remete ao desenvolvimento do mundo perante os padrões estipulados em que foram superados e se modificando até chegarmos no que é hoje, a democracia. Portanto o meios de comunicação participaram dessas mudanças de valores, sem eles não poderia ser feito e exposto os idéias de pensamento as críticas e a tentativa por melhoras. Modernidade e mídia estiveram ligadas e continuam vinculadas em relação de ascendência e de descendência.

A mídia tem como significado alcance de todos, com a mídia qualquer assunto pode virar um grande espetáculo. Os meios de comunicação modernos são, além do cinema, os jornais, as revistas, as emissoras de rádio e televisão, ocupam um lugar importante no campo social e cultural da modernidade na explosão ocorrida dos anos 70. A repercussão social se dava ao fato de os meios de comunicação serem referência para a maioria das pessoas, em na correria do dia-a-dia não tinha tempo para se informar e buscavam meios rápidos de comunicação e se deixavam levar por eles, muitas vezes não desenvolvendo censo crítico. Na modernidade, a mídia desempenhou um importante papel coletivo, em sua condição de necessária referência a orientação para a vida do cotidiano, a concretização de processos políticos e a de expressivas transformações culturais. A mídia tanto se fez fonte de poder social, quanto passou a representar instrumento para seu exército efetivo no cotidiano. Com isso podemos perceber que a mídia sempre esteve presente em momentos importante e significativos da história do mundo. Até hoje os meios de comunicação ultrapassam limites e valores de muitas sociedades, que pela falta de tempo e imposição do consumismo não se tem tempo para refletir sobre valores.


BAUMAN – Por que os estranhos se encontram

No texto de Bauman as pessoas estabelecem relações em que muitas delas não são desenvolvidas. O estranhamento existe na nossa sociedade e o conceito de civilizaçôes é obtido através dessas relações que muitas vezes acabam ficando superficiais.
Dentro de uma sociedade, todos os indivíduos são vistos como estranhos. A civilização é uma forma de proteger as pessoas umas das outras. Como as pessoas não se conhecem, são obrigadas a adquirir um tipo de comportamento, o qual é tratado como máscara. Segundo o autor, “usar máscara é a essência da civilidade”, pelo fato delas permitirem maior sociabilidade de uma pessoa com a outra, evitando algum tipo de mal-estar ou falta de entendimento.
As pessoas pela falta de tempo não conseguem estabelecer relações profundas e intensas então acabam se tornando superficias umas com as outras. Devido a tecnologia e globalização a falta de confiança é um dos fatores que deixam as pessoas distantes umas das outras. O medo aterroriza nações, em que não se sabe se pode bater na porta do vizinho e ele não vai estar com uma arma ou qualquer outra situação. Até por isso a necessidade de usar mascaras é um ato de defesa do ser humano.


SILVERSTONE : POR QUE ESTUDAR A MÍDIA?


A mídia é um processo de mediação que envolve os produtores e consumidores de mídia numa atividade mais ou menos continua de engajamento e desengajamento com significados que têm sua fonte ou seu foco nos textos mediados, mas que dilatam a experiência e são avaliados a sua luz numa infinidade de maneiras. A mídia exige um público que receba e participe do que é passado pelos meios de comunicação. Porque precisamos compreender o processo de mediação, compreender como surgem os significados, onde e com quais conseqüências. Precisamos ser capazes de identificar os momentos em que o processo parece falhar, onde ele é distorcido pela tecnologia ou de propósito. Porque necessitamos compreender sua política, sua vulnerabilidade ao exercício do poder; sua dependência do trabalho de instituições e indivíduos; e seu próprio poder de persuadir. A mídia é e sempre será importante. Ainda mais agora que ela está estabelecida como uma estrutura primária de nossas vidas para dar sentido ao mundo e nosso lugar nele.

A mediação implica o movimento de significado de um texto para o outro, de um discurso para o outro, de um evento para o outro. Implica a constante transformação de significados, em grande e pequena escala, importante e desimportante, a medida que textos da mídia e textos sobre a mídia circulam de forma escrita, oral e audiovisual, e a medida que nós, individual e coletivamente, direta e indiretamente, colaboramos para a sua produção. A mediação pode ser considerada uma troca de mudanças, idéias que se modificam e que tem a participação direta das pessoas.

A mediação pode ser feita por um líder político, religioso, várias pessoas em busca de um ideal. Qualquer um de nós podemos passar nossos objetivos para os outros. Com isso a mídia desenvolveu seu poder, em que muitas vezes o dinheiro pode comprar espaço dentro da comunicação. Nossos próprios discursos tem alegações de que a representação da mídia é ideológica e, enganosa, simplesmente falsa. Apropriação significa levar os significados para a vida, encorporar e utilizar no dia-a-dia. A mensagem que é passada para nós pode ser interpretada de várias formas esse processo é chamado de tradução em que é um movimento que inclui tanto o significado como o valor. A tradução é uma atividade ao mesmo tempo estética e ética. A mediação parece ser mais ou menos do que a tradução, mais porque a mediação rompe os limites do textual e oferece descrições da realidade, assim como da textualidade. A tradução é reconhecida como um trabalho de autoria. A mediação envolve o trabalho de instituições, grupos e tecnologias.A mídia não pode ser vista apenas como manipuladora mas também como fonte de informação, notícias, entretenimento. Precisamos ser críticos e saber até onde a mídia é boa para nós ou não. Saber interpreta-la para que não construímos valores errados. O importante é saber tirar da mídia o que ela nos oferece com qualidade.

RAMONET – Por uma outra comunicação

Ramonet faz uma reflexão da comunicação nos tempos atuais. Existe uma barreira entre a mídia e a comunicação. O autor cita que existe três setores dominados esferas. A esfera da informação: imprensa, informação radiofônica, agências de noticias, noticiários de televisão e etc ... A outra esfera é a comunicação institucional: publicidade, a propaganda. A terceira esfera é a cultura de massa: a telenovela, os quadrinhos, a edição literária de massa, os livros de massa, o cinema e etc ..
Com isso podemos perceber que a comunicação se completa, não existe nenhum meio de comunicação que não dependa do outro. Isso deve-se ao fato da revolução digital que uniu todas as esferas. A revolução digital é o início das megafusões. Com a internet o trabalho da comunicação se tornou mais rápido, porém muitas vezes não trás segurança de informação as pessoas. Porém a facilidade de se informar em que todas as esferas se encontram para finalizar o trabalho conquista uma platéia. Pois o público elimina a necessidade de um rádio, telefones, cartas.
Essa grande expansão só ocorreu pelo poder econômico, em que a mídia não se fortalece sem apoio econômico. Os meios de comunicação são utilizados pela elite que estabelece a relação de poder e manipulação. E por isso a notícia formou alguns formou algumas características: a rapidez para evitar o tédio, segunda característica: a simplicidade. O discurso dominante, nos grandes sistemas midiáticos, é muito elementar, é um vocabulário que todo mundo possui, é uma construção sintática, uma construção retórica que todo mundo pode entender” cita o autor.
O importante é publicar a notícia sempre com a verdade. Não importa quem esteja no poder, é preciso agir com liberdade de pensamento. Os meios de comunicação vieram para ajudar e facilitar o acesso das pessoas a informação e não fazer com que as pessoas não desenvolvam poder de raciocínio e sejam manipuladas. Trabalhar com a verdade é o fato principal porque os meios de comunicação se desenvolvam cada vez mais.

Anna Luisa, Cleverson, Livia e Tabata

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