sexta-feira, 26 de setembro de 2008

blogs de cinema

pra visitar os blogs de cinema do pessoal de comunicação da pucpr

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Maxismo, um produto para mulheres

A Revista Nova aborda os temas amor e sexo, beleza, celebridades, moda, saúde, vida e trabalho. Todos eles relacionados à mulher. Na realidade, a revista vende um conceito de mulher perfeita e se descreve como “completa, feita especialmente para a mulher que tem um sonho e deseja realizá-lo. Para quem quer ser cada vez mais bem-sucedida em seus relacionamentos, crescer num tempo de muitas mudanças e viver com mais prazer”(Revista Nova http://www.assineabril.com.br). A Nova trabalha com o conceito de que a mulher tem que ser a melhor em todos os sentidos, ser uma super-mulher, super-atraente, super-desejada e por isso se considera uma revista para mulheres modernas, mas em outro ponto de vista, por não abranger assuntos que relacionam a mulher cuidando da casa, dos filhos e outras características femininas, ela gerou um novo produto maxista, porém mais atualizado com a nossa a vida atual, mas sem perder o foco em direcionar o comportamento feminino, e sua forma, em atendimento ao público masculino. A Nova, relaciona a sexualidade feminina com uma idéia de mulher independente, poderosa, sem vínculos com questões familiares.
A edição de maio de 2007, traz como título da matéria de capa: “Peitomania” e afirma que hoje seios fartos e femininos são grande objeto de desejo das brasileiras, uma vez que só em 2004 foram realizadas 91.973 cirurgias de implante de silicone. Esta realidade vem de encontro com os estudos de Jean Baudrillard sobre a sociedade do consumo. Para ele, o homem vive em uma hiper-realidade, o imaginário criado pela revista - ou seja a idéia de que para se tornar desejada e bem-sucedida é necessário seguir dietas, buscar técnicas a fim de disfarçar características físicas que estejam fora do padrão de beleza instituído – em especial, nesta matéria de capa, informa suas leitoras que a tendência do momento é ter peitões e neste ritmo outras matérias da revista oferecem às leitoras novos produtos a serem adquiridos, para que elas se sintam como as mulheres da revista, sem perceber, contudo que esse consumismo acaba gerando uma insatisfação contínua no qual cada vez mais deve-se consumir.
Sexo e beleza compõem o editorial mais forte da revista, as matérias se desenvolvem em torno desse tema e conduzem o público feminino à um comportamento supostamente perfeito, como se perfeição fosse um produto a venda.

Flávia Zanforlim, Giovana Gulin, Juliana Lima, Mariana Guzzo

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

antigo X novo


Stuart Hall fala sobre a questão do pertencimento. A imagem que fotografamos é da antiga estação ferroviária de Curitiba, que é agora um shopping center. Tudo o que resta da antiga estação, além de alguns vestígios de sua arquitetura, é a memória do local.
O homem pós-moderno, por ser quase um "ser global", sofre com a crise da ausência de um sentimento de pertencimento a um local.
O shopping estação representa um contraste, um paradoxo- a quase destruição de uma estrutura altamente funcional, e posteriormente, a construção de uma estrutura voltada para o lazer e consumo. A presença da estetica do "velho"- com a funcionabilidade e conceito-, e a necessidade economica e cultural presente no "novo".
Essa tendência de aproveitemento, ou mesmo destruição de uma estrutura de valor histórico e nostálgico para a construção de espaços com valor econômico tem sido observada pelo grupo e cabe no contexto de nossos estudos sobre Stuart Hall.
Julliana Bauer
Jadson Tinelli
João Zampier
Silvia Cunha

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O Novo e o Antigo se Completam

Essa imagem do parque Tingui, remete a lembrança o fato de Curitiba ter muitos parques, assim uma grande quantidade de verde, e por isso mesmo chamada de capital ecológica.

Para Stuart Hall vivemos um momento em que as identidades são fragmentadas e transitórias.

Nesse contexto a é interessante reparar que o tradicional, no caso o parque, ou seja, a identidade antiga serve de espaço de democratização para as pessoas expressarem suas multiplas identidades com as outras multiplas identidades. Éum espaço que conserva a sua identidade, a identidade da cidade de Curitiba, e ao mesmo tempo proporciona a alteralidade de outras individualidades, construindo novas maneiras de se reconhecer, fazendo interação no Tradicional e fixo com o moderno e transitório.


Flávia Zanforlim, Giovana Gulin, Mariana Guzzo e Juliana Lima

Crise de identidade


Uma crise de identidade, isso que hoje, segundo teoria de Stuart Hall mostra que a sociedade está passando. A fotografia do telhado da catedral de Curitiba, localizada na Praça Tiradentes não foi escolhida ao acaso, ela é carregada de significados. Significados estes que podemos falar que a juventude, que essa nova geração de jovens, em relação com os jovens de décadas, séculos, atrás perderam a tradição e a sua ligação com a igreja católica romana. A igreja andou perdendo força e a protestante acabou ganhando o público com sua irreverência.
Hall afirma em seu texto "A identidade em questão" que a sociedade está passando por uma crise de identidade, com processos de mudança que abalam os quadros de referência que davam ao indivíduo sua identidade. Hall ainda relata o jogo de identidades vivido hoje pela sociedade moderna mostra como o ser humano é influência por questões sociais, psicológicas, financeiras, etc. Como exemplo, ele cita o caso do julgamento do juiz Thomas, onde as testemunhas formavam identidades de acordo com o que lhe era favorável.

Ana Carolina Paiva, Eloá Cruz e Gabriel Bozza

Identidade e pós-modernidade curitibana


Segundo Stuart Hall, as paisagens culturais, o gênero, a etnia e outros, estão transformando o estilo das sociedades modernas. “Essas transformações estão também mudando nossas identidades culturais pessoais [...] Estas transformações estão mudando também nossas identidades pessoais [...] Esta perda de um ‘sentido de si’ é chamada de desconcentração do sujeito” (Hall, Stuart, p. 9). Assim acontece, então, a “crise de identidade”.
É dessa forma, então, que pode-se caracterizar a foto ao lado. O registro aconteceu no bairro do Água Verde. Para quem não é de Curitiba, deparar-se com este tipo de arborização nas ruas é bastante comum. Isso é uma identidade da capital paranaense, ao mesmo tempo, pode-se retratar o curitibano há alguns anos atrás. Da forma como as árvores se distribuem pelas calçadas, formando um túnel, traz a sensação de estado frio e fechado. O mesmo se aplica aos moradores. O impacto é nítido e a repulsa pela cidade também.
Mas devido ao forte deslocamento de pessoas de várias cidades, seja do Paraná ou do Brasil, o estereotipo do curitibano vá se perdendo. Dessa forma, Hall coloca que a “identidade unificada e estável” perca a força, projetando o sujeito pós-moderno como alguém fragmentado, sem haver uma identidade fixa. Outro jeito de se justificar essa mudança é que a globalização inserida sobre todos causa um impacto nesta identidade, antes cultivada. Assim, ocorre uma constante mudança, apesar de querer manter algo tradicional, para que o sujeito consiga lidar com o tempo e saber prosseguir com ele no passado, presente e futuro.


Aline Balbino e Bruno Camargo Manenti

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Identidade e o sujeito pós-moderno


Escolhemos essas duas fotos porque todas as representantes da equipe não são de Curitiba, e vieram para cá por causa da faculdade. A primeira, da frente do prédio vermelho da PUC, representa o motivo de termos saído de nossas cidades, e a segunda mostra o movimento, a transição, esse vai-e-vem da rodoviária, que para nós representa a volta para casa, o descanso, a calma.
Essa trajetória, esse ir e vir acaba nos tornando, como cita Hall, sujeitos pós-modernos. Onde antes existia uma identidade unificada, agora torna-se fragmentado, "composto não de uma única, mas de várias identidades, algumas vezes contradiótias ou não-resolvidas" (p. 12).
Segundo Hall, o próprio projeto de identificação se tornou mais provisório, variável e problemático, o que acaba por dificultar ainda mais uma identidade estável.
"A identidade torna-se uma "celebração móvel", diz Hall, referindo-se à formação e transformação contínua, de acordo com as formas de representação dos sistemas culturais que nos rodeiam.
Para Hall, a desvinculação das identidades acontece devido aos avanços da mediação da vida social, através do "mercado global de estilos, lugares e imagens, pelas viagens internacionais, pelas imagens da mídia e pelos sistemas de comunicação globalmente interligados).



HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade, 1998.

Anelise Caparica, Mariana Scoz e Talita Corrêa.

A Curitiba brasileira


Esta foto, de autor desconhecido, não é a identidade dos cidadãos curitibanos, mas é uma das que representam Curitiba.

O reconhecido coral de natal da capital paranaense é tido pela população brasileira, em geral, como sua identidade visual. Isto porque o evento, realizado anualmente, tem sua arte divulgada através da mídia para todos os cantos do país.

A identidade revelada é de cidade organizada, que preza por seus habitantes e para eles promove espetáculos. Não somente através deste evento, mas, procurando no google imagens pelo nome "Curitiba", tem-se referências recorrentes às belezas e à estrutura que a cidade oferece. Entre elas, figuram o Jardim Botânico, a Ópera de Arame, a Rua 24 horas, os tubos de biartuculado.

Talvez seja possível afirmar que a imagem não remete à identidade. O que se vê não é, necessariamente, o que se vive. O perfil curitibano não se limita as suas glórias, mas se expande a seus fracassos e defeitos. É ilimitado.

O que aqui representamos trata-se, apenas, de vislumbrar nossa cidade diante olhos alheios.

Elisandra Rios, Nicolle Almeida, Stephanie Ferrari e Thainá Laureano.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Somos vários em um só

Stuart Hall disserta sobre a identidade. Ele avalia se estaria acontecendo uma crise com a identidade cultural neste momento pós-moderno, uma vez que, segundo ele, hoje ninguém tem apenas uma identidade. São várias identidades que mudam constantemente, dependendo dos nossos contatos do dia-a-dia, sejam eles sociais ou com lugares diferentes.

Curitiba é a cidade em que nascemos e vivemos, mas a resposta não é imediata ao se pensar em uma identidade uniforme que corresponda à nossa realidade. A fragmentação da modernidade faz surgir novas identidades e se torna mais difícil ter apenas uma identidade como referência, sendo ela política, cultural ou social. Esses aspectos, se analisados separadamente, são mais fáceis de se justificarem, mas globalmente podem parecer confusos. Assim como a cidade vista de cima.

As fotos foram tiradas do terraço do Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem, um lugar muito típico da cidade por onde passam pessoas de diversas raças, religiões e classes sociais. O centro histórico preserva o que era Curitiba há séculos atrás e guarda um charme e beleza especiais.

Diversos tipos de construções. Prédios altos, prédios baixos, uns coloridos, outros em tom cinza e pastel. Casas simples e mansões. Assim também somos nós. Vários num só. Mas a sombra e o sol chegam a todos as nossas identidades, algumas brilham mais.

Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Anciutti e Isabella Simões

Identidades pós-modernas


Segundo o texto de Stuart Hall, o indivíduo da pós-modernidade passou por diversas mudanças até chegar na identidade em que se encontra. O que se observa hoje, é um individuo composto por identidades fragmentadas e algumas vezes contraditórias.


"A identidade torna-se uma 'celebração móvel': formada e transformada por continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam". (Hall, 1987)


O maior processo de mudança que ocasionou grande impacto na identidade cultural da sociedade foi certamente a globalização. A sociedade transformada através deste processo, se identifica por mudanças constantes, que se dão de forma rápida e permanente. Pode se apontar que esta é a principal diferença entre as sociedades tradicionais, onde o passado era adorado e o futuro planejado de acordo com as práticas do presente, e a sociedade moderna que é definida geralmente pelo convívio com mudanças rápidas e explosões de informações a todo o momento. É evidente que dentre as transformações vividas na pós-modernidade, o tempo e o espaço estão dentre as mais importante.


"O desalojamento do sistema social - a extração das relações sociais dos contextos locais de interação e sua reestruturação ao longo de escalas indefinidas de espaço-tempo".


Em sua exposição sobre a modernidade, Hall cita também uma fala relevante de David Harvey, que sugere a era moderna como "um rompimento impiedoso com toda e qualquer condição precedente; Caracterizada por um processo sem-fim de rupturas e fragmentações internas no seu próprio interior". Com a grande abrangência de identidades que o sujeito pós-moderno pode se apropriar, a divergência de opiniões, que dizem respeito não só aos valores e a cultura do indivíduo, mas agora também com todo o processo de mudança que o mesmo tende a se adaptar, é cada vez mais difícil obter unanimidades e direcionamentos convergentes.

Tabata


Tabata, Lívia, Anna e Cleverson

Identidade da Cidade

As velhas identidades estão se transformando e os olhares também. O sujeito (homem) adquiriu uma bagagem e essa bagagem faz com que ele se fragmente, até mesmo contraditoriamente. Em virtude disso os olhares sofrem represarias com as novas descobertas.
Paranaguá - 80 km de distância de Curitiba - Bairro do Rocio, representa os diferentes tipos de exploração na cidade, economia e turismo em um lugar só. Reproduz a realidade do dia dia e não a turísticas do centro histórico.Assim como as identidades, essa concepção é efêmera e se desmancha no ar junto com a modernidade e seus avanços.


Camila Roque, Hermes Pons, Luis Lima, Priscilla Scurupa e Rafael Antunes

Identificação

Stuart Hall declara que o indivíduo moderno está sofrendo de fragmentação de sua identidade. Isso se deve pelo fato das pessoas não terem mais uma identidade estabilizada, e essa estabilização se dá por meio de sua história, pelos lugares por onde passa e pelas coisas que vivem.
A foto escolhida é da pista de skate do Gaúcho. Não apenas pela pista em si, mas pela praça como um todo que remete às três integrantes do grupo às lembranças da época de infância, em que se tomava sorvete na antiga “Sorveteria do gaúcho”. Apesar disso o lugar ainda faz sentido na nossa identidade porque amadureceu junto com a gente. Antes era o sorvete, agora é um local de encontro entre amigos no Bar Radiola Alternativa.
O clima da foto traz certa melancolia que remete à nostalgia, porém essa idéia não é real já que é um local reservado para a diversão. Identificamos-nos com a praça pelo sentimento de pertencimento. Já que de alguma fez e continua fazendo parte das nossas vidas.

Amanda Bahl, Barbara Albuquerque e Marina Salmazo

Sociedade pós-moderna compreende as mudanças da identidade e a pluralidade de identificação.




A identidade pós-moderna passa por uma crise a partir do momento que já não pode ser definida nem identificada facilmente. Essa é a tese que Stuart Hall defende no texto “A identidade em questão”. Ainda segundo o autor, o sujeito pós-moderno não possui uma identidade fixa, essencial ou permanente, já que ela é transformada com continuidade.
Por esse motivo, justifica-se a escolha do Largo da Ordem como local com o qual nos identificamos. Este espaço histórico nem sempre fez parte do cotidiano de todo o grupo, mas, de uns tempos pra cá, ele se transformou num local de identificação. Isso porque os componentes do grupo freqüentam o local em media uma vez por semana, nos encontros que lá são realizados.
Entendendo outro conceito de Hall, o qual explica que o indivíduo é fragmentado, sendo composto não por uma, mas por várias identidades, compreende-se facilmente o porquê se é possível identificar mais de um lugar como local de pertencimento.
O segundo lugar escolhido é a Arena da Baixada, visto que a maioria do grupo torce para o Atlético Paranaense e freqüenta o estádio há anos. De acordo com o autor, “a identidade contribui para alinhar nossos sentimentos subjetivos com os lugares objetivos que ocupamos no mundo social e cultural”. A identificação de parte do grupo com a Arena da Baixada justifica-se analisando esse argumento, já que, nesse local, há a relação entre o que é subjetivo (a paixão, a emoção e o amor pelo time) e o que é objetivo (estádio onde acontecem os jogos e onde se encontram os demais torcedores que compartilham do mesmo sentimento nosso).
Por Tabata Viapiana, Iara Maggioni, Daniela Gorski, Francieli Santos e Karin Sampaio. =)

Viagem ao Mercado Municipal de Curitiba

O Mercado Municipal de Curitiba é referência tanto para os curitibanos quanto para os turistas. Pela diversidade de produtos de várias regiões que lá se encontra e pela quantidade de pessoas de todos os tipos que agrega, o local pode ser considerado um espaço pós moderno que mistura o tradicional e o novo.

Um passeio pelo mercado municipal, que existe há 50 anos, pode ser como uma viagem cultural até mesmo para quem mora na cidade. Segundo Hall, dentro de nós há identidades contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações estão sendo continuamente deslocadas. O Mercado Municipal nos dá a possibilidade de conhecer "novas direções". O ambiente tem a atmosfera curitibana, mas ao mesmo tempo, consegue resgatar aspectos de outras regiões, o que torna o Mercado ainda mais acolhedor e rico em termos culturais.
Eu particularmente aprecio passear pelo mercado para observar coisas e pessoas inusitadas. Sem contar no caldo de cana e no pastel que não podem ficar de fora. Já a Natasha, costuma freqüentar o mercado aos domingos para comprar determinados produtos e apreciar a gastronomia local.
Quem nunca foi, eu recomendo. Afinal, viajar é mais do que preciso!

Aline Presa, Natasha Schaffer.

A mediação de Silverstone

Ao longo dos tempos a mídia passou a ser vista como um recurso de mediação entre quem produz, quem digere e quem se manifesta (oral e visual).

É praticamente impossível mapear as origens do poder midiático e se isso for possível a primeira coisa a ser feita é se dês familiarizar de tudo, do óbvio.

Segundo Silverstone a mediação é menos determinada, mais aberta, mais singular, mais compartilhada e mais vulnerável.

Isso acontece porque nem sempre os conteúdos são tratados da mesma maneira durante o processo de edição, podem ser incompreendidos, interpretados de outra maneira ou até mesmo pelos moldes (roupinha que agrada a maior parte da população e conseqüentemente gera mais audiência do que o conteúdo irreverente e selecionado.

Esse texto faz uma ligação direta com a teoria da persuasão(revisão da hipodérmica) ou seja, considera os interesses de quem recebe a informação

MATERIAL EXTRA- VALE A PENA CONFERIR

Resumo do Seminário dos alunos da Pós-Graduação em Mídia, Tecnologias e Novas Linguagens Educacionais da CCE/PUC – Rio www.mvirtual.com.br/midiaedu/seminarios/mediacao_silverstone.ppt

Artigo revisado baseado no texto: Porque estudar a mídia? ; de Silverstone

Camila Roque, Hermes Pons, Luis Lima, Priscilla Scurupa e Rafael Antunes

Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

O funcionalismo é a teoria de um jornalismo ideal, o qual trataria o leitor/ ou espectador praticamente como um cliente, seria um jornalismo o qual teria o propósito de noticiar os fatos afim de satisfazer ao maximo a quem esta do outro o afim de uma melhor compreensão e análise. Quanto a teoria hipodérmica essa apenas noticia sem demais intenções para com quem esta do outro lado sendo assim noticia muita coisa em um curto espaço de tempo, não dando a devida ênfase, pouco se importando com intangibilidade daquilo( no caso a noticia).

nas entrevistas com os jornalistas meios a gazeta os sites jornale CBN bem Paraná para acompanhar as noticias locais, foram bastante citados, alem de agencias como a Estado. livros de Foucault foram citados por algumas vezes. .
Edgar Tiago Gabriel Andre Rafael Nascimento e Vinicius

IDENTIDADE INDIVIDUAL E COLETIVA


A foto do estádio cria certo sentimento de pertencimento. Primeiramente o estádio Major Antonio Couto Pereira leva a um sentimento de familiaridade para os torcedores do Coritiba, torcedores que se identificam, não só com o estádio, mas com tudo que ele representa, muitas vezes desde a infância. É o local onde a família, os amigos e uma multidão de desconhecidos se encontra em função de uma mesma paixão, uma identidade coletiva. Ele também levará a uma identidade pessoal àqueles que já foram no estádio, ou tem alguma recordação daquele lugar específico. Se formos expandir para um âmbito social, podemos julgar que o futebol em si é uma identidade, uma identidade nacional, segundo Hall ela é construída e distribuída no sentido de produzir uma sensação de pertencimento. Nesse caso a identidade torna-se uma “ celebração móvel” formada e transformada continuamente em relação às formas pelas quais somos representados ou interpelados nos sistemas culturais que nos rodeiam. Independente do estádio, ou do time, um jogo traz lembranças, arrepia, alegra, enfurece, traz familiaridade a diversas partes da sociedade. Neste grupo, todos torcem por algum time, e todos têm alguma simpatia pelo futebol, em maior ou menor grau. Ficam então várias identidades distintas: o time do coração, o estádio, a camisa, as cores, memórias daquele jogo importante, a pátria, a tradição popular.
Douglas, Giselle, Igor, Mariana e Oliver.

Curitiba está na divisa entre a província e a metrópole. Uma cidade que cresceu absurdamente nos últimos 20 anos e que perdeu sua "identidade". Nesta foto está caracterizada a contraposição da cidade de hoje, entre os prédios novos com o carro velho, o grafite sendo poluído pelos anúncios de publicidade. E alguns elementos de Curitiba que são parte da cidade, suas calçadas, seu clima. Vale ressaltar que a imagem que vemos nesta fotografia não é a imagem que se vê do local hoje, as placas de publicidade já não estão mais lá e os muros foram pintados, a cidade vive uma metamorfose ambulante.
Edgar Tiago Gabriel Andre Rafael Nascimento e Vinicius

Valor da mudança

A identidade é formada a partir do momento em que nos aproximamos de elementos que passam a determinar nossa essência. Para Stuart Hall, o homem atual passa por um conflito de identidade, por não possuir uma apenas, coerente e segura. A sociedade moderna vive a mudança constantemente, diferindo daquelas que se prendiam à tradições. Isto determina uma mudança estrutural e, segundo Hall, fragmenta os indivíduos em âmbitos culturais de classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade.
Um local onde se identificam os curitibanos é a Rua XV. Todos os dias passam por ela pessoas de diferentes classes sociais, realidades, raças, idades. Cada passante tem um objetivo diferente em atravessar a rua, entretanto, todos têm este local como um ponto de identificação. Cada passante, ou artista de rua, cada um dos personagens transmite uma sensação de semelhança, por fazerem parte de um mesmo cotidiano, de um mesmo contexto. E mesmo tendo tantas diferenças, todos vêem um no outro uma parte de si.
Alguns teóricos definem a identidade descentralizada como algo negativo, que desestrutura a sociedade e faz com que valores e tradições se percam. Mas prefiro lembrar que, ao nos desgarrarmos do passado, e ao considerarmos como próximo de nossa essência diferentes elementos, não seremos sempre os mesmos. Assim, dando espaço ao novo, talvez aumentemos nossa capacidade de tolerância, pois não só entenderemos diferentes realidades, como as carregaremos conosco.


Adriana Vieira, Gabriella Hollas, Raquel Leite.

Identificação & Auto-Retrato


Identificar-se é reconhecer-se na essência de algo. Na proposta deste trabalho, este 'algo' é um lugar. A identificação defendida por Hall define-se como um processo crítico interno e externo. Ao mesmo tempo em que procuramos dentro de nós mesmos uma identificação pura e verdadeira de nós mesmos, compomos uma paisagem identificatória própria que conflita e soma-se aos elementos de um lugar; lugar que estará em constante transformação, como nós. Este sentimento de identificação sofre constantes abalos (positivos, creio eu) e se altera. Por isso, dentro do raciocínio de Hall, podemos pensar que o homem pós-moderno está sempre em busca de uma identidade que esteja em harmonia com o ambiente em que se encontra. O que nem sempre é facil, ou certo. A crise constrói e destrói, formando novos conceitos e conectividades.

O lugar com o qual me identifico é o bairro do Centro Cívico. Ali cursei todo o primeiro grau. Hoje, é o lar da minha namorada. É um ótimo lugar para caminhadas devido à grande quantidade de árvores nos bosques. A natureza me faz muito bem.
A foto que apresento foi feita com rápida observação, composição e uma excitante paciência. Eu estava passeando com minha cunhada, quando reparei que um poste e sua sombra estavam em boa harmonia com os elementos do segundo plano (fundo), do outro lado da rua. Eu observei com calma e trabalhei uma composição. Minha cunhada me perguntou o que eu vi de tão interessante naquele simples poste. "A sombra e as linhas verticais e diagonais estão com boa comunicação geométrica entre si", expliquei. Ela exclamou um "nossa!" e achou graça. Foi quando notei que um homem de muletas vinha da esquerda, ao longe. Na hora já saquei a foto e disse à minha cunhada: "Fotografar é organizar os elementos em uma composição bonita e poderosa. Depois, basta esperar algum elemento vivo cruzar o visor para compor o momento auge da estética fotográfica. Repare naquele homem de muletas vindo pra cá. Basta esperar ele entrar na composição de maneira harmoniosa e fotografar." O que bastou foi esperar o homem se aproximar. Fiquei imóvel para que ele não notasse muito minhas presença. Então, quando ele estava quase na posição certa, eu apontei a câmera e prendi a respiração. Quando sua única perna tocou o chão próximo ao limite do quadro, eu disparei. Ri satisfeito e mostrei a fotografia à minha cunhada. Ela riu e disse: "Linda foto, boa observação."
Foi um momento mágico que respondeu ao meu bem-estar naquele lugar e também ao meu olhar fotográfico. É um auto-retrato. A energia do bairro responde bem à minha fotografia. Identificação? Ambiente, fotografia, amor, paciência e, acima de tudo, beleza. Ali, as fotos funcionam interessantes pitadas surrealistas num rápido clique.

por Eduardo Baggio

Identidades hall

Hall aborda a identidade de uma forma muito interessante em seu texto identidade em questão de uma forma muito interessante e fácil de compreender. Classificando as identidades em 3 concepções, o sujeito do iluminismo, o sociológico e o pos moderno

O primeiro caracteriza-se por uma corrente filosófica a qual valoriza o individuo e suas idéias tendo como centro o individual sua consciência e razão, podemos citar como exemplo na sociedade atual o individuo que se preocupa apenas com seu sucesso e alter-ego o qual se preocupa exclusivamente com seu sucesso pessoal ou quando se preocupa com o sucesso de determinado grupo é o do qual faz parte para obter de certa forma o sucesso pessoa .

Já o sujeito sociológico tem uma relação com o coletivo e torce por esse para um bem geral determinado grupo independentemente se esse faz parte ou não do grupo o qual deseja um bem maior

O sujeito pos moderno opta pelo de grupo q lhe favoreça exemplificando: eleitores americanos q optarem por Barck Obama, estão insatisfeitos com o Governo Bush no entanto, pode haver certas contradições nas quais o individuo terá que avaliar não apenas sua questão política mas também sua ideológica, seguindo o mesmo exemplo sicrano esta descontente com a atual gestão presidencial de seu pais, acredita q com John Mcain as coisa serão iguais a pior, mas é radicalmente contra o aborto, o qual Obama é a favor, sendo assim ele vota em Mcain pela defesa ideal maior que seria a rejeição do aoborto.

Ou seja o sujeito pos moderno conta com idéia oligárquica a qual defende o ideal de um determinado grupo.

Vinicius, Edgar, Gabriel, Rafael Nascimento e Tiago

domingo, 14 de setembro de 2008

Largo da Ordem,local de identificação


De acordo com Hall, o indivíduo pós-moderno está passando por uma crise de identidade, que seria a descentração dos indivíduos de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmos. A imagem simboliza o local de identidade, ou melhor, de identificação de uma das integrantes do grupo, visto que não é Curitibana. O Largo da Ordem foi escolhido por se tratar de um lugar que é horas calmo, horas agitado, e há diversidade cultural, social e econômica no mesmo local. Ex.: Bares, feirinha, praça, prédios históricos, hippies, etc. Segundo Hall, o processo de identificação produz o sujeito pós-moderno, conceptualizando como não tendo uma identidade fixa, essencial ou permanente. È assim que a personagem identifica, sem um local específico de identidade e sim de identificação como completa Hall: Assim, em vez de falar de identidade como uma coisa acabada, deveríamos falar de identificação, e vê-la como um processo em andamento. A identidade não é única, assim como os locais também não são. Ex.: Quando criança identificava-se com parques, adolescente com bares e já adulta, bares e parques.


Luana Copini e Renata Muzzolon

Identificação, Adaptação e Isolamento

A desconstrução da antiga identidade, ligada a vida familiar e tradicional, à nova identidade, ligada a uma vida sozinha, independente. O lugar de representação mais forte dessa nova identidade é um local mais intimista, um local onde a autora da foto se isola do resto, o que leva a concluir que ela ainda não se adaptou a essa nova identidade por se identificar mais com um espaço dela (um ambiente interno) que remete a seu local de origem e não se identificar com um local externo...

No entanto, como todo indivíduo pós-moderno é um ser fragmentado por excelência, guardando características como uma personalidade pluralista, cujo uma multiplicidade de facetas a compõe, é possível perceber que a autora da foto não reluta quanto à adaptação, buscando a identificação (por exemplo, identificando-se com indivíduos do local), porém ainda não tendo absorvido todos os elementos que integram essa nova identidade, em certos momentos isola-se do resto.

Equipe: Andrizy Bento, Caroline Prado, Marcos Vinicius da Silva, Samantha Fontoura, Tássia Rodrigues

Identidade Pos-faculdade


Eureka. Quem não faz parte da PUC, provavelmente não conheça esse Portal do Aluno. Mas nós, estudantes de Jornalismo do 2º ano, o conhecemos tão bem, que chega a ser automático ligar o computador e acessar o famoso Eureka. Querendo ou não!
Então, quando pensamos em Stuart Hall e sua teoria sobre identidade do homem, nos identificamos diretamente com o Eureka. Não só por acessar o portal assiduamente, mas também por significar nossa ligação com a faculdade e os amigos. Segue a rotina:
O “bom dia” acontece às 7:30 da manhã, quando o pessoal se encontra na sala 212, do bloco vermelho, na PUC-PR. A sala de aula é o local do encontro até as 11:10, quando termina a aula. Depois disso, almoço. O Cicciolina nos aguarda. A BR116 também é nossa companheira: “Vamos pra BR”, talvez seja a fala mais comum desse “time” de amigos.
Subimos as escadas rumo ao laboratório dos computadores. E olha quem aparece nessa história: o Eureka. Acessar o Eureka é obrigação, e depois F5 sempre que possível. A tarde nossas atividades se dividem entre rádio, TV, planejamento, teorias, núcleo... E a hora do “boa noite”? Só acontece entre dez e onze da noite. Ir pra casa e acessar o Eureka, conversar mais um pouco no MSN, resolver pequenos detalhes que ficaram para trás durante o dia e ir dormir, pensando no próximo “bom dia” às 7:30 da manhã do dia seguinte!
“Uma vez que a identidade muda de acordo com a forma como o sujeito é interpelado ou representado, a identificação não é automática, mas pode ser ganhada ou perdida”, diz Stuart Hall. Sendo assim nem todas as pessoas que cursam o 2º ano de Jornalismo, se identificam com a relação que há entre as pessoas do Time. Como também, as pessoas que não faziam parte do Time anteriormente não possuíam esse reconhecimento. Essa identificação foi construída com o tempo e com ações, como trabalhos. Não foi instantâneo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O funcionalismo é a teoria de um jornalismo ideal, o qual trataria o leitor/ ou espectador praticamente como um cliente, seria um jornalismo o qual teria o propósito de noticiar os fatos afim de satisfazer ao maximo a quem esta do outro lado afim de uma melhor compreensão e análise. Quanto a teoria hipodérmica essa apenas noticia sem demais intenções para com quem esta do outro lado sendo assim noticia muita coisa em um curto espaço de tempo, não dando a devida ênfase, pouco se importando com intangibilidade daquilo( no caso a noticia).[]

Vinicius, Gabriel, Tiago, Edgar, Rafael Atunes e Andre
Janaina Hernandez Monteiro, Diário Popular

Eu leio a gazeta os sites jornale CBN bem Paraná para acompanhar as noticias locais, a Tribuna para acompanhar as noticias policiais e escuto a Banda B para acompanhar a ocorrências policiais. Internet o dia inteiro agencia estado.

E gosto bastante da região do no museu pois moro lá. E também gosto da rua XV.

Ultimo o filme q eu vi fui um de italiano trash prefiro não citar o nome mas antes eu vi o Batman. O ultimo livro: Vigiar e punir, de Michel Foucault.


O jornalismo de entretenimento é estilo revista RPC não tão noticioso embora seja noticia e o jornalismo notiooso sao tipo os impressos.

Edgar Tiago Gabriel Andre Rafael Nascimento e Vinicius

Atletas da Audiência

Os noticiários buscaram associar os atletas brasileiras à idéia de heróis durante os Jogos Olímpicos. Já que a transmissão dos eventos ocorria na madrugada, tornar o torneio interessante não era tarefa das mais fáceis. No Brasil, considerado o país do futebol, a mídia brasileira tentou associar todos os atletas do país à idéia de serem alguns dos maiores do mundo. Sempre que um brasileiro entrava em cena, a transmissão era voltada para a nova esperança de medalha. Assim, para o público, a impressão que se tinha era que o Brasil teria um desempenho de uma potência olímpica no quadro de medalhas. Diferentemente do futebol que recebe uma atenção grandiosa da mídia durante o ano todo, os esportes olímpicos vivem da falta de apoio, patrocinadores, levando ao desenvolvimento de uma competência técnica limitada, refletindo no torneio. Grandes esperanças de medalha como Tiago Pereira tiveram desempenho considerado pífio pelos comentaristas da Sportv, canal especializado em esportes, nos Jogos. Entretanto, um analista minimamente orientado saberia dizer ao público que o tempo do atleta é aproximado daquele que o levou a ganhar sete medalhas de ouro nos Jogos Pan-Americanos e que o tornou um fracassado nos jogos de Pequim. Bordieu explica como o âmbito econômico pode influenciar no papel de uma emissora na transmissão de um torneio. Pereira era um produto interessante enquanto atrativo de audiência. Alguém ainda se lembra dele? E já se cogita nos bastidores qual seria a próxima vítima da mídia. Em 2012, nos Jogos de Londres e em 2011 no Pan, a Rede Record será a transmissora exclusiva. O vôlei de praia, esporte que sempre teve cobertura da emissora concorrente, se respeitada as leis da economia, está fadado a ficar fora da grade de transmissão por um tempo. Não haveria motivos para criar um público para um esporte que futuramente será coberto por outra emissora, obviamente. A lua de mel com os atletas durou pouco, agora dói no bolso e o público faz parte da piada.

Edgar Kawamura, Rafael Nascimento, Gabriel de Leão, Thiago Jose, Vinicius Goulart

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Jogos da Manipulação

Para Bordieu, os Jogos Olímpicos são espetáculos propriamente esportivos e fortemente fantasiados pela mídia. Estabelecem-se dois referenciais no inconsciente humano: o aparente e o oculto. O primeiro refere-se ao espetáculo pautado com ideais nacionalistas, enquanto o segundo concorre com o conjunto de representações midiáticas.
Para os telejornais de todo Brasil, a questão é clara: obedecer as regras econômicas(impostas por patrocinadores) e transformar o acontecimento num espetáculo televisivo, capaz de satisfazer o orgulho nacional ou nacionalista.
Além disso, há uma forte exploração simbólica e econômica das vitórias. É maçante a quantidade de vezes exibidas as principais conquistas, com textos emocionantes para tocar os frágeis corações brasileiros, tão fáceis de serem atingidos e manipulados.
Desse modo, o show está completo...e a enganação também. São dias em que o país para querendo torcer por sua nação!Dias em que o orgulho nacional se aflora. Mas são só alguns dias, depois passa!

Arthur Santana, Bruna Alcântara e Pedro Dourado

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A propósito do texto " A midia veste a camisa"

Interessante a postura do texto e os temas que aborda, porém devemos levar em conta as diversas formas de tirania as quais os seres humanos estão sujeitos. Apesar de a China não ser o exemplo desejado de governo, devemos nos perguntar "que governo queremos" e "que exemplos tomamos quando falamos sobre o governo da China". Os EUA, por exemplo, que tanto ovaciona a liberdade, exerce a sua tirania contra toda a humanidade. Da mesma forma acreditamos que os governos árabes são injustos sem levar em conta que o povo árabe prefere esses "tiranos" a qualquer forma de democracia. É a formação cultural deles. Novamente vale nos perguntarmos se os chineses preferem outro governo ou se as ditaduras vividas lá são diferentes dos sistemas de exclusão vigentes no Brasil, por exemplo. Com exceção de alguns focos, é possível que o povo chinês estaja satisfeitos com as coisas como são e´isso nos incomode. Enfim, trata-se de um país capitalista, talvez mais que qualquer um outro mas com uma diferença: não são ocidentais e isso traz desconforto para muitas pessoas. Seja como for, Theodor Adorno já afirmava que a indústria cultural, o entretenimento por excelência, é uma forma de tirania. Os chineses se utilizaram disso na abertura dos jogos porém quando Adorno fez tal afirmação, referia-se às rádios nazistas e norte-americanas. Será que temos condições de julgar tanto os chineses assim?
Felipe Araújo -jornalista (puc-pr); historiador (ufpr); mestre em tecnologia e educação (utfpr)