quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Identidade e pós-modernidade curitibana


Segundo Stuart Hall, as paisagens culturais, o gênero, a etnia e outros, estão transformando o estilo das sociedades modernas. “Essas transformações estão também mudando nossas identidades culturais pessoais [...] Estas transformações estão mudando também nossas identidades pessoais [...] Esta perda de um ‘sentido de si’ é chamada de desconcentração do sujeito” (Hall, Stuart, p. 9). Assim acontece, então, a “crise de identidade”.
É dessa forma, então, que pode-se caracterizar a foto ao lado. O registro aconteceu no bairro do Água Verde. Para quem não é de Curitiba, deparar-se com este tipo de arborização nas ruas é bastante comum. Isso é uma identidade da capital paranaense, ao mesmo tempo, pode-se retratar o curitibano há alguns anos atrás. Da forma como as árvores se distribuem pelas calçadas, formando um túnel, traz a sensação de estado frio e fechado. O mesmo se aplica aos moradores. O impacto é nítido e a repulsa pela cidade também.
Mas devido ao forte deslocamento de pessoas de várias cidades, seja do Paraná ou do Brasil, o estereotipo do curitibano vá se perdendo. Dessa forma, Hall coloca que a “identidade unificada e estável” perca a força, projetando o sujeito pós-moderno como alguém fragmentado, sem haver uma identidade fixa. Outro jeito de se justificar essa mudança é que a globalização inserida sobre todos causa um impacto nesta identidade, antes cultivada. Assim, ocorre uma constante mudança, apesar de querer manter algo tradicional, para que o sujeito consiga lidar com o tempo e saber prosseguir com ele no passado, presente e futuro.


Aline Balbino e Bruno Camargo Manenti

Nenhum comentário: