domingo, 14 de setembro de 2008

Identidade Pos-faculdade


Eureka. Quem não faz parte da PUC, provavelmente não conheça esse Portal do Aluno. Mas nós, estudantes de Jornalismo do 2º ano, o conhecemos tão bem, que chega a ser automático ligar o computador e acessar o famoso Eureka. Querendo ou não!
Então, quando pensamos em Stuart Hall e sua teoria sobre identidade do homem, nos identificamos diretamente com o Eureka. Não só por acessar o portal assiduamente, mas também por significar nossa ligação com a faculdade e os amigos. Segue a rotina:
O “bom dia” acontece às 7:30 da manhã, quando o pessoal se encontra na sala 212, do bloco vermelho, na PUC-PR. A sala de aula é o local do encontro até as 11:10, quando termina a aula. Depois disso, almoço. O Cicciolina nos aguarda. A BR116 também é nossa companheira: “Vamos pra BR”, talvez seja a fala mais comum desse “time” de amigos.
Subimos as escadas rumo ao laboratório dos computadores. E olha quem aparece nessa história: o Eureka. Acessar o Eureka é obrigação, e depois F5 sempre que possível. A tarde nossas atividades se dividem entre rádio, TV, planejamento, teorias, núcleo... E a hora do “boa noite”? Só acontece entre dez e onze da noite. Ir pra casa e acessar o Eureka, conversar mais um pouco no MSN, resolver pequenos detalhes que ficaram para trás durante o dia e ir dormir, pensando no próximo “bom dia” às 7:30 da manhã do dia seguinte!
“Uma vez que a identidade muda de acordo com a forma como o sujeito é interpelado ou representado, a identificação não é automática, mas pode ser ganhada ou perdida”, diz Stuart Hall. Sendo assim nem todas as pessoas que cursam o 2º ano de Jornalismo, se identificam com a relação que há entre as pessoas do Time. Como também, as pessoas que não faziam parte do Time anteriormente não possuíam esse reconhecimento. Essa identificação foi construída com o tempo e com ações, como trabalhos. Não foi instantâneo.

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