sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Flávia Zanforlim

A telenovela como elemento social

Juntamente com a família, as instituições de ensino e os círculos sociais, a televisão também é responsável pela formação de opiniões, ideologias e conceitos de toda a sociedade. Por esse motivo, ela é constantemente submetida a vários estudos, em que são analisados os mais diferentes aspectos.

Tendo por base o trabalho “A recepção da telenovela por jovens de classe popular”, não é difícil perceber a grande influência que as novelas brasileiras exercem na vida desse segmento social, seja essa influência exercida passivamente, seja ela encarada de uma forma mais crítica e com certa censura.

Toda telenovela brasileira têm por base um conflito, e esse, mesmo que sem grandes modificações, difere-se de uma novela para outra. Além desse elemento, a abordagem de diferentes classes sociais e, principalmente, o convívio de indivíduos pertencentes a esses dois grupos diferentes é essencial. Toda novela traz essa abordagem, e praticamente todas elas também mostram relacionamentos, seja de qual tipo for, entre essas classes.

Entende-se que esses relacionamentos acontecem na vida real, aquela vivida fora da televisão, são possíveis e constantes. O que a televisão traz de diferente, tentando de certo modo mascarar a realidade, é a facilidade desses relacionamentos e, mais ainda, a diferença desses. O relacionamento amoroso entre pessoas de diferentes classe sociais e constante nas telenovelas e, sabe-se, que na vida real eles apresentam-se em números muito escassos.

Apesar desse elemento ser importante para o entendimento deste meio, o que realmente importa nessa análise é a ideologia do desempenho. A televisão, em especial as telenovelas, apresentam a ascensão social como sendo fruto apenas de mérito próprio, excluindo-se as intervenções sociais e toda a conjuntura socio-econômica à qual o indivíduo está inserido. Essa visão, apesar distorcida, é encarada como verdadeira por alguns elementos do grupo analisado, o que mostra, sem analisar outros esferas que também interferem na formação desse conceito, que a televisão é um dos principais meios que influenciam no pensamento desse segmento da população.

Por Daniela Gorski, Francieli Santos, Iara Maggioni, Karin Sampaio, Tabata Viapiana

Sobre a cibercultura no Jornalismo (webjornalismo)

A cyber cultura é um fenômeno contemporâneo que modificou a forma de se fazer jornalismo. Tendo em vista que o século XX foi um período longo onde se aperfeiçoaram as técnicas jornalísticas, no século XXI as transformações tecnológicas apressaram de forma alucinada as mudanças no procedimento jornalístico. A infra-estrutura virtual foi um aparato que veio de encontro à prática jornalística, já que ela tem como base a comunicação e a troca de informações. É uma ferramenta que impulsiona o conhecimento e que atende à necessidade do imediatismo típico da nossa época. Ao contrário dos analistas mais extremistas, a internet não tem o poder de controlar o ser humano por completo. Ela agiliza todo o processo mecânico e é imediata, mas não substitui o intelecto e a habilidade necessária do raciocínio e da reflexão. Pelo contrário, a internet incentiva a criatividade quando exige do usuário capacidade de associar e responder na mesma velocidade aos estímulos virtuais. O jornalismo encontrou uma ferramenta interessante para a sua prática, que permite uma maior interação com o receptor e, ao mesmo, a possibilidade de conhecer melhor seu leitor, ouvinte ou telespectador. As previsões mais pessimistas acreditam que os jornais impressos serão extintos. Acreditamos que, baseado na história de todos os veículos de comunicação modernos, o jornal não desaparecerá, mas se segmentará. O jornalismo encontrará uma função mais específica e direcionada para ele, exigindo até mesmo uma superação na sua qualidade. Soam para nós como boas notícias.

Meirelles, Canclini e todas as Marias


O trabalho de mestrado realizado por Dácia da Solva e Odinaldo da Costa Silva que consiste em trabalhar os efeitos da recepção de sete domésticas de Brasília frente ao filme 'Domésticas' de Fernando Meirelles, pode estabelecer um paralelo com os estudos do antropólogo argentino Néstor García Canclini. Seus estudos baseados na organização da cultura, na hibridização das tradições de classes, etnias e nações visam entender os pontos de intersecção entre o visual e a ficção, o tido erudito com o popular. Desterriorizando processos elaborados no campo do simbólico, as novas tecnologias da comunicação reordenam o espaço público e privado, expandindo gêneros impuros e ditando uma nova maneira de se relacionar com a própria identidade.



No trabalho Domésticas- o filme (de Fernando Meirelles): um estudo de recepção com empregadas Domésticas do Distrito Federal, o que se pode perceber a partir das pesquisas da diretora Renata Melo - da obra que antes de ir pra telinhas foi peça de teatro - uma rica pesquisa com cerca de 200 empregadas domésticas de São Paulo que discorreram sobre seus dilemas, alegrias, causos diversos da vida particular, dando suporte para que fosse escrito um roteiro teatral que fosse o mais diverso e próximo da dinâmica de vida dessas trabalhadoras. Foi feita uma contextualização, análise e interpretação do filme para depois partir pros chamados cine-fóruns em grupos focais, que se resumiu a apenas um por dificuldades de deslocamento, reunir as mulheres, entre outras. As mulheres com as quais Odinaldo trabalhou - Feliciana, Do Carmo, Marcela, Ruth, Tina, Cida e Ângela - tiveram reações das mais variadas. Identificaram-se com a trilha sonora, de gênero bem popular, com algumas das dores sofridas pelas domésticas (algumas com relação à opressão de seus patrões), mas repudiaram algumas atitudes rebeldes como a empregada que xingava incessantemente a patroa por esta ter esquecido a data de pagamento do salário. Condenaram também a atitude de Cida que deixava o lento marido em casa para ensinuar-se a Uilton, motorista da casa onde trabalha.



A recepção da mídia eletrônica no meio rural conecta seus membros com inovações modernas, alcançando públicos mais plurais, impulsionados, segundo Canclini, pelas novas tecnologias. Viver numa grande cidade não necessariamente subjulga seus membros a dissolverem-se na massa e no anonimato, pois veículos de comunicação, como o rádioe a TV, conectam pessoas para transmitir-lhe informações e entreternimento a domícilo, quebrando um pouco com este aparente isolamento proposto pelas metrópoles. Ao levantar a temática das domésticas, Fernando Meirelles discute em seu primeiro longa, realidades de vida sofrida por personagens da vida real, não apegando-se fielmente ao histórico de vivência de cada uma individualmente, mas dialogando com o universo pessoal dessas mulheres, dando sentido coletivo às situações pelas quais passam. A mídia passa a ser o elo que interliga as interações coletivas da sociedade, que ganha conotação democrática ao abordar o real retratado pelas imagens capturadas de histórias contadas. Canclini percebe a substituição da vida absoluta da vida urbana pelos meios audiovisuais como um jogo de ecos, a publicidade que vemos na TV são as mesmas que vemos nas ruas, e a essa circularidadesubordinam os testemunham e os atores da história da vida que constroem experciências de longa duração.



Canclini, estudioso que preocupou-se com a recepção dos produtos da comunicação na América Latina, desconsidera a passividade do espectador e isso pode ser comprovado na recepção das domésticas de seu filme: elas tem uma postura um tanto crítica sobre alguns pontos que não correspondem à sua realidade individual, e concordam com outros que vem ao encontro de suas experiências. Podemos afirmar então, que há certa interação sim entre o real e o que as pessoas concebemdo que dele é retratado.

Alunos: Camila Roque, Luís Lima, Hermes Pons, Rafael Antunes e Priscilla Scurupa.
Julliana Bauer

Cibercultura, internet e o webjornalismo

Na era das novas tecnologias, a profissão do jornalista assim como tantas outras teve de se adequar. No começo da cibercultura, textos eram simplesmente expostos para que pudessem ser acessados por pessoas de qualquer lugar do mundo.

Hoje, as coisas mudaram. Já não se pensa apenas na utilização das novas tecnologias apenas para fins de divulgação, mas se pensa também como meio de divulgação, com formatos diferentes como a videopoesia, documentários, blogs, entre outros. A linguagem também foi modificada tornando-se mais dinâmica e acessível a fim de atrair o internauta para consumir esta ou aquela informação.

Com a provável extinção do jornal impresso e a adequação ao mundo globalizado, o webjornalista não terá apenas a função de informar. Ele será responsável por mediar à transformação da notícia, para a criação de novas culturas.

De acordo com o filósofo Pierre Lévy, antes da popularização da internet o espaço público de comunicação era controlado através de intermediários institucionais que preenchiam uma função de filtragem entre os autores e consumidores de informação. Hoje, com a facilidade do acesso à internet, qualquer um pode publicar um texto sem ser necessário passar por esse controle. Neste ponto encontramos o maior problema, pois, mesmo com a "filtragem", da editoria e dos chefes de redação, a notícia sofre interferências e modificações, tornando-a muitas vezes falaciosa. Entra em pauta, então, a veracidade do que é ou pode ser considerado notícia.

A recepção da notícia na cibercultura é fácil e abrangente, podendo ocorrer de três formas: vertical, de pai para filho ou de um líder para seus comandados; horizontal, entre pessoas que ocupam a mesma posição hierárquica e cultural; oblíqua, entre pessoas de gerações ou culturas distintas.

Eis o fato que mais preocupa. Com a facilidade de produção textual, material informativo e principalmente de recepção, produtores e público estão sujeitos à contaminação da hipocrisia, da mentira, e da manipulação de grandes órgãos de poder.

No jornalismo conceitual, a única forma de prevenir e remediar este fato, está na base, ou seja, na educação, com metodologias de ensino que exaltem a ética e a importância que o jornalismo tem para a sociedade. Assim, a “massa”, deveria possuir uma melhor educação, para que soubessem como receber e interpretar as notícias, tendo em mente que o necessário é preocupar-se com a fonte em um primeiro momento e depois com o que é divulgado em si.

Devemos utilizar a globalização para o bem comum, como a troca de informações e de tecnologias, e nunca para o consumismo exacerbado ou a extinção de culturas. Com o fim do jornal impresso e a facilidade na utilização de novas tecnologias, não podemos cair na tentação da pasteurização de nossa cultura, principalmente das nossas diferentes culturas, que traduzem o que são os povos, regiões e hábitos, mostrando que a beleza no mundo está na diferença.


Thiago Pereira


por Eloá Cruz

O papel mimético da televisão

A leitura do texto “A recepção da telenovela por jovens de classe popular: leituras hegemônicas, negociadas e opositivas”, incita uma análise das telenovelas através do conceito de Mimesis elaborado por Platão. A telenovela funciona como elemento que afasta ainda mais a natureza original das coisas. Uma relação que no atual contexto social brasileiro, serve como fuga da desgraça real tátil do cotidiano. É a mimese de Platão alimentando uma versão tupiniquim do panis et circenses romano. Ou seja, um afastamento da realidade que cuidadosamente superexpõe o povo ao circo para que esqueça a escassez do pão.
É intrigante buscar motivos para a exibição das telenovelas logo após o telejornal. É uma chance que as emissoras dão ao telespectador para escolher a representação de realidade que melhor lhe servir. Pode ser também a oportunidade de mostrar uma realidade que no telejornal não pode ser tão obviamente dramatizada, quanto se é possível na telenovela. Isso é exemplificado no texto base através das opiniões de algumas pessoas analisadas, que com o mesmo olhar que assistem ao jornal, assistem à novela: misturando as duas representações e afastando-se de uma análise crítica. Talvez seja uma vontade imensa de transportar todas as injustiças da vida para fora da realidade. Criar uma Pasárgada mental fundamentada na compreensão televisiva que têm a oportunidade de desenvolver.

Gustavo Yuki, Guilherme Binder, João Guilherme Frey, Mariana Alves

A recepção do espectador

Texto elaborado a partir dos artigos:

Domésticas – o filme: um estudo de recepção com empregadas domésticas do Distrito Federal
Dácia Ibiapina da Silva
Odinaldo da Costa Silva
Universidade de Brasília, Brasília, DF


A recepção da telenovela por jovens de classe popular: leituras hegemônicas, negociadas e opositivas
Karina Aurora DACOL
Juliana Reichembach GELATTI
Gabrielli Dala VECHIA
Ana Carolina CADEMARTORI
Veneza Mayora RONSINI
Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS


Com base nos textos “Domésticas – o filme: um estudo de recepção com empregadas domésticas do
Distrito Federal” e “A recepção da telenovela por jovens de classe popular: leituras hegemônicas, negociadas e opositivas”, pode-se avaliar a relação receptor e mensagem. Nos dois textos foram criadas situações para avaliar a recepção de um determinado público.
No primeiro caso, o receptor corresponde ao público abordado no filme (Domésticas – o filme, Fernando Meirelles). Isso faz com que muitas das receptoras, selecionadas para um grupo focal, se identifiquem com as situações retratadas, e também se oponham aquilo que não corresponde à realidade.
No segundo caso, os receptores são classificados em classes sociais e classes de 'criticidade'. O que podemos notar é que ao analisar as novelas há o uso de um repertório pessoal. O fato de algumas pessoas acreditarem nas formas de enriquecer – nascendo rico, casando com um bom partido ou por mérito – e outras acharem que isso é “coisa de novela”, depende deste repertório.
Nos dois textos o repertório é importante, pois é a partir dele que os receptores formam suas opiniões dos materiais assistidos (filme e novelas).
No filme, a forma com que a domestica, personagem abordada, é retratada, aproxima-se muito do real, como observado pelas próprias receptoras. Nas novelas citadas, os receptores também vêm muitos pontos positivos e reais nos personagens. Um ponto que é bastante citado é a dedicação e esforço que os personagens que são caracterizados como 'pobres' têm para conseguir ascensão econômica e social.
Nos dois tipos de produção, a posição personagem x expectador é nítida, principalmente por que há uma intenção explicita de retratar a realidade do receptor.

Adriana Vieira, Gabriella Hollas, Kim Charles Kopycki e Raquel Leite

Lan houses, jovens e a inclusão digital

As lan houses têm aumentado significativamente nos últimos tempos. Esse é o resultado da grande procura dos jovens, para serem aceitos e serem inseridos no contexto de globalização. Para muitos, é o acesso à internet que os levará ao primeiro emprego ou a preparação para o vestibular. A internet se transforma no meio mais rápido para que o indivíduo cresça aos olhos da sociedade.
Conhecer as novas tecnologias e o mundo virtual é essencial para a sobrevivência nos dias de hoje. Antes dificilmente o funcionário seria encontrado pela empresa fora do horário de expediente. Hoje com os celulares, essa tarefa é bem mais fácil. E-mails não tinham que ser consultados com tanta freqüência. Agora são tidos como documentos, além de forma de comunicação eficiente. Toda essa transformação que a internet criou, faz com que os jovens procurem a cada mais o conhecimento dessa ferramenta de comunicação. A partir disso, de acordo com Claudia Maria Moraes Bredarioli as lan houses se transformaram em lugares de convivência, porém, os indivíduos se afastam das formas comuns de convívio. Ou seja, uma falsa convivência. Da mesma forma que existe uma aproximação com diversas partes do mundo, o jovem acaba se isolando.
Bredarioli diz ainda em seu texto que excluídos digitais, não são somente aqueles que não dominam a internet, mas a partir do momento em que ele não tem uma conta bancária, por não ter um salário a depositar, ele já é um excluído. Aqui entra toda a situação social e política em que o indivíduo vive. As novas formas de tecnologia estão diretamente ligadas à internet. Basicamente tudo gira em torno da rede mundial de computadores. Se não têm um emprego ou não estão em escolas que incentivem o jovem a entrar na internet não só para ver Orkut, MSN e Youtube, de nada adianta poder usar espaços públicos como as lan houses. O nível cultural do indivíduo, como a escola em que estudou, as viagens que fez o conhecimento adquirido além da internet, também mostra se ele é ou não um excluído digital. Um indivíduo que já tem um amplo conhecimento sabe lidar melhor com as ferramentas que a internet oferece, diferente daquele que não possui esse nível cultural. Não que o indivíduo com menos condições sociais não vá aprender a utilizar de forma correta as ferramentas, mas levará certo tempo até que isso se concretize.
Aí entramos no mesmo conceito de analfabetismo e semi analfabetismo. A pessoa pode até saber ler e escrever, mas se não sabe interpretar o que escreve e lê de nada valem as outras situações. No meio digital também. De nada adianta você saber utilizar o Orkut, MSN, My Space e sites de notícias, se na hora de fazer uma pesquisa aprofundada na internet você não sabe para que lado correr.
**Baseado no texto de Claudia Maria Moraes Bredarioli - Comunicação em rede e novos agentes socializadores: recepção e práticas culturais no consumo de internet em lan houses
Alunas: Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões



"O grande castigo de quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam. Aí é que reside o problema."

Adriano Ribeiro Machado

Tendências virtuais - Comunicação em rede e novos agentes socializadores

A informática, agregada à tecnologia mundial, vêm sofrendo mudanças dia após dia ao redor do planeta. De acordo com essa realidade, que é dada através das inúmeras pessoas que têm acesso à internet no mundo, o grande movimento que vem surgindo - lan houses dominam o mercado do serviço de internet – o uso domiciliar caiu nas estatísticas. O uso de centros públicos de acesso pago saltou de 30% em 2006 para 49% em 2007, passando a diante do domiciliar, que se manteve estabilizado em 40%.
A grande questão é por que essa grande propagação de serviços públicos pagos está acontecendo. O consumo é uma das respostas admissíveis para esta situação. A propaganda relacionada ao trabalho serve em outro ponto. Mas de que modo tudo isso se relaciona? A organização econômica da sociedade está relacionada diretamente com todos os usos e costumes da população. A necessidade um trabalho, ou emprego acarretará na busca da tecnologia e inserção virtual. Consequentemente o consumo faz parte dessa cadeia.
Os agentes socializadores também vêem essa epidemia como mais uma parte para se ajuntar entre eles. Assim como a família, o grupo de amigos, a escola, esses espaços públicos das lan houses estão de maneira fortíssima ditando o rumo dos jovens e formando identidades para cada ser. Neste aspecto, o usuário, no caso o jovem, está disposto a passar as suas horas em “segurança” dentro desta lan house, o que o suporta, psicologicamente, de estar nos braços de uma nova família. Ou seja, este conceito reforça a idéia de produção de identidade no mundo tecnológico.

Comunicação em rede e novos agentes socializadores

Através da internet podemos conhecer novas pessoas, criar novas amizades, comunicar com indivíduos a milhões de quilômetros de nós. Proporcionando o acesso a uma enorme e diversificada quantidade de informação, muitas vezes em questão de segundos.
Cada vez mais o homem está ligado a este invento; seja no trabalho, nas escolas, em casa usa-se a internet. Se hoje em dia já se está neste patamar, em que já existem pessoas que trabalham em casa, estudam, brincam, namoram, casam, enfim, tudo pela Internet sem.
Atualmente existe uma crença generalizada na sociedade, a inclusão digital significa melhorar as condições de vida com ajuda da tecnologia; atingir melhorias sociais a partir do uso do computador, o que possibilita a conexão dos indivíduos em rede. A inclusão digital se tornou requisito para a luta contra a exclusão social , presente nos países desenvolvidos e nos emergentes, tanto no primeiro como no terceiro mundo, embora mais agravado neste último.
Usa-se a expressão analfabetismo digital para pessoas que não são inseridas nesse “mundo digital” e o apontam como grande fator de exclusão social.
A questão da inclusão social, entretanto, vai além das questões de identidade e do
trabalho. Para superar essa situação precária é preciso investir na inclusão digital , entendendo-se por isso ter acesso ao computador conectado à Internet e saber lançar mão das suas interfaces.
Segundo Cláudia Maria Moraes, em seu artigo: Comunicação em rede e novos agentes socializadores: recepção e práticas culturais no consumo de Internet em lan-houses, ela faz uma contextualização da situação atual da inclusão digital. Segundo ela as lan houses seria um ótimo instrumento de inclusão digital, porém a sociedade capitalista deixa o consumismo atingir o principio da responsabilidade social.
Essas novas tecnologias mudam o contexto social, trazem alterações nos processos da informação, da interação do individuo com a sociedade e o mundo.

Central de Culturas


Em seu estudo “A Periferia se Reconhece no Programa “Central da Periferia”? Análise de Recepção dos Jovens do Território de Oportunidades da UFJF e Projeção Identidária”, Fernada Coutinho Sabino analisa se programas como “Central da Periferia”, da Rede Globo, conseguiam realmente retratar e criar uma identidade igual a que a periferia possui dela mesma.

Fragmentando o que seria o centro e o que seria a periferia, a autora se questiona se não seria função da mídia mostrar a sociedade as diferenças culturais desses dois locais, em vez de produzir produtos para grande massa, que muitas vezes não compartilha da mesma cultura. Em vez de fazer isso, a mídia cria padrões que devem ser seguidos, menos ainda separando a periferia do centro.

Direcionar uma mensagem a um público específico é algo difícil que exige um bom desenvolvimento de planejamento, para que haja efetividade no envio e no recebimento da mensagem. A cultura das diferentes massas deve ser valorizada, as padronizações impostas pela mídia, desvalorizam a individualidade cultural de cada um, o que jamais deveria acontecer. Além do que, cada grupo recebe a mensagem de uma maneira, então, embora a mensagem seja destina a todas as camadas, cada uma delas absorverá tal fato de uma forma, em função da criação de cada um.

O fato é que no programa “Central da Periferia”, existe uma construção de identidade pessoal, o que é de extrema importância. Em pesquisa, constastou-se que os jovens moradores da periferia de Juiz de Fora conseguem se identificar com o programa, além de acreditarem que ele transmite com grande força a cultura presente nas periferias de Minas Gerais. Isso gera satisfação a eles, e da mesma maneira que eles desejam conhecer outros lugares e outras culturas, é de interesse da sociedade conhecer mais profundamente a periferia, e quebrar a idéia de que a violência é a única coisa que existe lá. O programa remodela os conceitos de centro e periferia, atitude completamente válida, já que a mídia possui o poder de gerar idéias na população.

“Acredito sim, que a periferia também tem cultura, lazer e que não existe só pessoas a fim de brigar e favelados”, Ianini, 18 anos, moradora da periferia.


Amanda Bahl, Barbara Albuquerque e Marina Salmazo.

Não somos iguais

Baseado no texto:
A Periferia se Reconhece no Programa “Central da Periferia”? Análise de Recepção dos
Jovens do Território de Oportunidades da UFJF e Projeção Identitária.


Enquanto a mídia procura homogeneizar as pessoas e tratar seu público como um só, a realidade se mostra bem diferente. Comunicar-se com um público específico pode ser bem mais complicado do que parece. O Jornal Nacional, por exemplo, pretende passar a notícia de modo simples e claro para todos os públicos. No entanto, isso desrespeita as diferenças sócio-culturais existentes nas mais diversas camadas da sociedade.
A diversidade deve ser celebrada. Logo, a periferia, um lugar muito variado em termos culturais e étnicos, é um exemplo de quão diferentes somos. Não só a diferença centro/periferia, mas também as tantas outras que existem. Tentar impor uma maneira só de ser, de se vestir, de se comportar é um equivoco, do ponto de vista dos estudos culturais. Afinal, cada “tribo” irá receber algo (uma notícia, por exemplo, para contextualizar mais com o jornalismo) de modo diferente.
A força policial e seus simpatizantes terão reações diferentes em um acontecimento de abuso de autoridade (como em Paris) do que a dos familiares destes. A periferia do primeiro mundo pode não ser tão diferente quanto à do terceiro mundo. Vejamos Paris. A periferia da cidade está repleta de imigrantes e filhos de imigrantes vindos das ex – colônias francesas na África. Logo, há muitos negros e muçulmanos, contrapondo-se a sociedade francesa mais tradicional, brancos e católicos. Ao mesmo tempo em que gera conflitos e estranhamentos, cria um sincretismo cultural. É um terreno fértil para a produção cultural e, por incrível que pareça, é um terreno que pode levar à maior tolerância com o outro, com o diferente.
As pessoas, inevitavelmente, sentem certa identidade por ser de um lugar ou outro. E isso vem acompanhado do orgulho. Simultaneamente a sociedade globalizada e os meios de comunicação atuais criam uma tentação nas pessoas. As pessoas gostam de conhecer o novo e querem experimentar o novo. Vêem na TV as agitadas festas nas favelas cariocas, e apesar de todos os problemas querem conhecer. O mesmo acontece com o morador da periferia querendo freqüentar shoppings centers. Mas esse também vê problemas, como o preconceito por ser simplesmente de um lugar a poucos quilômetros de distância. Mas um lugar que influencia diretamente em suas vidas, e que no fim um não passa de um complemento do outro. Fica a pergunta: Qual é o centro, afinal?


Grupo: Oliver Altaras, Giselle Farinhas, Igor Shiota, Mariana Campos e Douglas Trevisan.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A construção da identidade nos meios de Comunicação: a importância da discussão de centro e periferia

Baseado no texto:

A Periferia se Reconhece no Programa “Central da Periferia”? Análise de Recepção dos

Jovens do Território de Oportunidades da UFJF e Projeção Identitária.

Fernanda Coutinho Sabino2

Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, MG


A autora do estudo analisa como a população periférica se identifica (se é que ela se identifica) com a temática do programa Central da Periferia da Rede Globo.

Mais importante ainda do que a análise que autora faz de tal reconhecimento é a discussão que ela aborda sobre o papel da mídia na construção de identidades modernas. Nesse contexto, a mídia poderia servir como espaço simbólico para discussão do que é cultura de periferia e cultura de centro, dividindo, fragmentando os espaço, mas também integrando um ao outro, sendo também espaço de convergência de tais culturas.

Mas o que acontece é que a mídia atual escolheu exerceu outro papel, a saber: espaço de exclusão, de formação de estereótipos, de espaço que intensifica as linhas delimitativas entre centro e periferia.

Vale algumas exceções como o programa Central da Periferia. Na análise da autora do estudo evidencia-se que os jovens moradores da periferia de Juiz de Fora-MG reconhecem-se no programa, acreditam que ele consegue mostrar e, sobretudo, valorizar a cultura periférica como ela realmente é. Em um dos poucos momentos em que a grande mídia abandona os estereótipos e retrata a realidade periférica de maneira mais imparcial, digo mais porque é escuso dizer que a imparcialidade total é utopia.

O estudo é importante para suscitar o debate sobre a construção identitária na mídia moderna e qual a importância de se discutir a periferia e o centro e suas representações culturais tão distintas e tão complementares.


Letícia Batistella, Rafaela Corrales, Carolina Fornazari

A influência das telenovelas

O texto procura mostrar um estudo do modelo de codificação e decodificação de uma análise do perfil da pobreza na telenovela e das leituras que os jovens de classe popular fazem deste mesmo. Ao analisarem as relações entre grupos sociais ricos e pobres nas novelas, os receptores foram avaliados para apontar quais as suas relações entre a visão geral do mundo e a incidência da novela nas suas vidas.As codificações foram predominantemente preferenciais, com os entrevistados concordando com as representações de pobreza . Os mais humildes que venceram na vida ou aquele que se casou com alguém de classe alta. Os receptores com leituras opositivas não acreditam nessa maneira de elevação social.O objetivo é entender os modos de desempenho, que torna amenizada a desigualdade brasileira, e observar quais são os fatores que mudam para que ela se torne, de certa maneira, diminuído. É a telenovela discutida em seus modos de representações, como a classe popular é ofuscada nesse meio enquanto a classe alta é esbanjada, e de que maneira e até que ponto esta codificação/decodificação do público é tratada. Um dos aspectos relevantes do estudo diz respeito ao que concordamos com as práticas cotidianas de comunicação entrelaçadas com o poder de leitura e narração, e em que ponto isto se associa com certos conceitos das classes. Por fim, as telenovelas de fato apresentam um caráter de desigualdade altamente aparente. E o que podemos notar é que a maioria dos telespectadores oscila em uma consciência dividida, onde uma primeira parte considera os determinantes de classe sendo o peso do esforço pessoal e do mérito de cada pessoa, e o outro lado tem inconsciência da classe como determinante das chances de vida, ou seja, acreditam que uma pessoa só está em uma determinada classe porque nasceu neste meio e não depende somente dela pra que ela suba, ou caia, da classe social onde vive.

Fernanda Berlinck, Patricia Sheisi e Simone Bremm

Se lance, voe!!!



Giovana Gulin

É melhor

"É melhor tentar e falhar do que ver a vida passar.
É melhor tentar ainda que em vão, do que fazer nada até o final.
Prefiro na chuva caminhar que em dias frios em casa me esconder.
Prefiro ser feliz, embora louco do que em conformidade viver"

Caroline Brand

Pare de falar e comece a fazer.
Assim seria o meu muro -Silvia Cunha

"Temos aprendido a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos." Martin Luther King
Renata Muzzolon

Uma reação antes da estréia...

Num recente estudo de recepção do filme "Domésticas", de Fernando Meirelles, foram notados que alguns mecanismos utilizados na obra tiveram boa receptividade entre as próprias domésticas. Elas tiveram a chance de assistí-lo para o estudo e houve identificação com a música brega, o linguajar típico e o fato de as protagonistas serem da própria classe. Parte da inspiração para a realização do filme veio de uma pesquisa anterior à produção feita junto às empregadas e que foram adaptadas à obra. Caso fossem elas as principais consumidoras de filmes, não seria surpresa que um público recorde fosse alcançado, mas o cinema não é dos programas mais democráticos e baratos. 

Meirelles é mais conhecido por ter dirigido "Cidade de Deus", mas antes de ser cineasta já era um dos publicitários mais importantes do país. Nesse filme, o diretor foi elogiado pela sua ousadia ao colocar como protagonistas atores não profissionais, abordando um tema que, ironicamente, se tornou novidade na época, a violência e o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Diante da boa receptividade, inúmeros novos filmes brasileiros simplesmente adotaram a mesma cosmética "inovadora" de lá para cá.
 
A liberdade de criação traduzida em inventividade lhe trouxe reconhecimento mundial. Entretanto, ela não ficou evidente em seu mais recente filme "Ensaio Sobre a Cegueira". A obra abriu o último festival de Cannes e teve muitas críticas negativas. Para o diretor, a tarefa mais difícil foi editar a versão final. Após realizar diversas sessões-teste, muitas cenas foram consideradas inaceitáveis pelo público médio que o assistiu antes da estréia. Já que a mensagem do filme é mais importante que a manutenção de uma cena qualquer, Meirelles cedeu e cortou muitas cenas. A tarefa de agradar investidores, conciliando com o valor artístico, foi mais dificil que o diretor esperava .

Em resposta à crítica ácida e gratuita à sua obra, Fernando diz que seu filme foi voltado ao público e não à crítica e espera que as pessoas busquem ir ao cinema antes e tirem suas próprias conclusões. Em termos de recepção, até Saramago, escritor da obra, gostou do filme, sinal que Meirelles cumpriu seu papel e traduziu a idéia do autor em imagem.

Edgar Massao Kawamura, Rafael Nascimento, Tiago Pereira, Gabriel Caldart, Vinicius Perrone




Para que serve a liberdade se ainda vivemos presos sob nossas amarras?




Aline Balbino

quarta-feira, 29 de outubro de 2008




Talvez este seja o problema da humanidade. É preciso entrar em contato com o seu interior, refletir e agradecer pela vida todos os dias.



Anelise Caparica

Novelas são subversivas ?

A recepção de telenovelas por jovens de classe popular com leituras hegemônicas negociadas e opositivas

Desde Roque Santeiro que não acompanho mais as novelas, mas posso afirmar que sim, elas influenciam na vida das pessoas, minha vó e minha mãe são exemplos que não posso deixar de lembrar, são horários sagrados, personagens queridos e odiados e seus bordões usados no dia-a-dia. Mas tudo bem, vamos ao que interessa, com um texto mais difícil de ler, mas no entanto importante para entender um pouquinho da forma como agem esses "programas" no pensamento das pessoas.
De acordo com Hall a audiência tem uma recepção ativa, o entendimento depende do contexto cultural da pessoa, fato que explica porque alguns aceitam uma leitura de uma maneira e outros não. Ou seja, a recepção não é passiva.
No texto foi relatado participações de diferentes receptores, com diferentes leituras para as telenovelas citadas.
Ao analisarem as relações entre grupos sociais ricos e pobres nas novelas, os receptores foram avaliados para apontar quais as suas relações entre a visão geral do mundo e a incidência da novela nas suas vidas.
As codificações foram predominantemente preferenciais, com os entrevistados concordando com as representações de pobreza , o pobre que venceu na vida ou aquele que se casou com alguém de classe alta. Os receptores com leituras opositivas não acreditam nessa maneira de elevação social.
Apesar das críticas essa fórmula do sonho de se casar com alguém rico, de ter uma casa melhor, roupas de marca e se parecerem com os artistas das novelas mostra que a classe mais baixa se auto-representa como na televisão.
Hall fala sobre uma margem de entendimento, ou seja, o significado de um texto se encontra em algum lugar entre o produtor e o leitor. Mesmo produtor codificando seu texto de uma forma particular, o leitor irá decodificá-lo de uma maneira levemente diferente.
Essa leitura diferenciada faz com que os telespectadores ou o leitores, avaliem de forma diferente um mesmo programa ou texto, existindo assim várias formas de recepções.

Cleverson, Tabata, Anna e Lívia



(porque todos lêem as coisas e pensam na mensagem, então o que elas pensariam se a mensagem fosse sua própria antítese?)

Bruno Camargo Manenti

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Poder


Juliana Lima

"Armas não matam a guerra, apenas alimentam lágrimas e destruição"

Ana Carolina Paiva

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uma tecnologia condicionante

O uso da tecnologia na atualidade apresenta-se cada vez mais relacionado à vida em sociedade. O transcorrer de um dia normal parece não ser possível caso um dos inúmeros artigos tecnológicos de que nos valemos não funcione. O condicionamento às diversas modernidades hoje participantes de nossas vidas, fez do ser humano uma espécie dependente das facilidades que elas podem nos proporcionar. O dia já inicia com o tocar do despertador que na maioria das vezes é proveniente de um celular. Aparelho este hoje responsável por condicionar e de certa forma escravizar seu usuário, que acredita não poder viver sem a mobilidade e facilidade que ele oferece. Logo ao levantar, chuveiro, aquecedor e geladeira são instrumentos de intensa utilização que já demonstram serem possuidores de necessidades quase que vitais à espécie humana. A televisão transmite as primeiras notícias do dia enquanto o microondas pode estar aquecendo o chá da manhã. No carro, enquanto nos direcionamos ao nosso local de trabalho, notícias em tempo real estão sendo apresentadas no rádio enquanto é possível observar inúmeros semáforos que, através de sinais luminosos sincronizados, coordenam fluxo e tempo humanos. Anúncios publicitários também são transmitidos com mobilidade e rapidez intensas, em coloridos e chamativos painéis luminosos. Durante o restante do dia, telefone, computadores e pen-drives ofertam serviços antes inimagináveis, mas que hoje sãos mais do que fundamentais para o transcorrer de um dia e para a efetividade da maioria dos trabalhos humanos.

Por Claudia Guadagnin.

domingo, 26 de outubro de 2008

Telenovela: Fórmula simplista, mas certeira.

Mesmo apresentando a mesma fórmula narrativa e estrutural de sempre, as telenovelas dependem dessa repetição exaustiva para obter sucesso comercial

É fato que a teledramaturgia costuma reprisar as mesmas fórmulas narrativas e estruturais em todos os seus produtos. Evidentemente que a repetição à exaustão leva a um caso de desgaste, saturação da fórmula. Mas não é o que vemos nesse caso particular da telenovela, uma vez que existe a impressão de se estar vendo sempre às mesmas histórias e, ainda assim, esse produto televisivo é o mais assistido, comentado e consumido pelo público.

Há sempre os mesmos estereótipos desfilando pelas locações. Os ricos, os pobres, os bons e os maus. Em determinados casos apresentando uma visão maniqueísta ao lidar com essas representações. Malhação é um claro exemplo onde se nota essa predominância de ricos ambiciosos e malévolos e pobres honrados e íntegros. No caso das novelas das 21 horas, vemos tanto protagonistas quanto antagonistas de diferentes classes sociais, com valores e características bem definidas, algo bidimensional, no qual o telespectador sabe bem para quem torcer durante todo o tempo. Assim, há o mocinho pobre que consegue ascender na vida pela sua competência, esforço, persistência, ou seja, por puro mérito pessoal, mostrando-se sempre incorruptível, mas há também o protagonista rico e bom caráter que dedica a maior parte do seu tempo à prática do bem.

O artigo A recepção da telenovela por jovens de classe popular: leituras hegemônicas, negociadas e opositivas, apresenta uma pesquisa realizada com 20 jovens de classe popular a respeito de suas leituras sobre as representações de pobreza na telenovela e uma análise comparativa das mesmas. O ponto de maior interesse desse trabalho está mais nas opiniões de quem participou da pesquisa do que no resultado quantitativo do trabalho, seja nas leituras preferenciais (Com opiniões do tipo: “Ele é um sujeito humilde que está correndo atrás para conseguir o que quer na vida”), leituras negociadas (“Na novela todo mundo tem final feliz e na vida real não. O povo continua na pobreza”.) ou leituras opositivas (“As novelas não são nada realistas”, “os pobres parecem sempre bem de vida”.).

Tudo isso leva a conclusão de que, se há uma generalização das leituras quanto às telenovelas (as pessoas não falam de uma novela específica e sim de que “nas novelas sempre acontece isso ou aquilo”); se as personagens apresentam sempre os mesmos destinos; e, se apesar de muitos criticarem ser o oposto da vida real, o final feliz tem de existir (do contrário, a novela mostra-se uma total decepção para os telespectadores) significa que a fórmula já tantas vezes repetida continua dando certo e é difícil pensar que os autores não vão recorrer a esse simplismo nos produtos que virão pela frente.


Andrizy Bento, Caroline do Prado, Marcos Vinicius da Silva, Samantha Fontoura, Tássia Rodrigues

sábado, 25 de outubro de 2008

Nossos olhares, nossas vidas

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Somos protagonistas e espectadores das nossas vidas, tudo depende da estrada que percorremos e da posição que assumimos.

Luana Copini.

Tecnologias: liberdade ou prisão?

Eu poderia muito bem falar de um dia-a-dia onde eu dependa 100% das tecnologias. Mas prefiro fazer o contrário, relatar um dia em que eu fiquei sem Internet, telefone e televisão. Foi um dia realmente complicado. Numa bela tarde de sábado, com alguns trabalhos para fazer, a partir das duas horas de tarde tudo pára na minha casa. A internet não funciona. O telefone está mudo. A TV fora do ar. O que fazer? Olhar para o teto e esperar? Ler um livro? E como dar andamento aos meus compromissos com a faculdade? Muitos problemas que quase levaram ao desespero. Eu pensava comigo: “Eu preciso de Internet, preciso de computador. Eu preciso, eu tenho que dar um jeito”. Logo se percebe a extrema dependência em relação a tecnologia, fiquei de mãos atadas pela falta desses meios. Como agir sem eles? Foi um fim-de-semana nada agradável, já que me obriguei a correr atrás de locais onde encontrasse essa tecnologia. Mas falando de outros dias comuns, sempre estamos rodeados pela tecnologia: geladeira, celular, microondas, internet, celular, som, etc, etc, etc. Somos uma sociedade produzida para consumir tecnologia.

Por Fernanda Giotto Serpa

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Liberdade de expressão

E meu muro seria assim...
Por Aline Presa.

Sinuca de Bico


Emissor > Mensagem > Receptor. Essa teoria não existe mais! Com a intervenção das tecnologias nos meios de comunicação o papel do receptor vem sendo cada vez mais ativo nesse processo. Além do feedback esperado, o receptor passa a pautar e muitas vezes produzir o material que será veiculado na mídia.
No artigo “Telespectador multimídia: o Jornalismo Participativo e seus reflexos no telejornalismo” essa participação do receptor é usada para levar à reflexão referente à qualidade do produto jornalístico. Indaga-se até que ponto pode-se acreditar naquilo que não advém de fontes profissionais. Como fazer o processo de escolha, e também o que fazer com os verdadeiros profissionais que têm sido substituídos por pessoas comuns. Como, por exemplo, quando ele cita o caso da BBC de Londres, onde 3 mil profissionais foram demitidos devido a essa participação maciça do receptor.Estamos numa sinuca de bico! Por um lado temos a comunicação, mesmo que utopicamente, sendo algo democrático com a participação dos receptores. Também se deve levar em consideração o fato de que muitas vezes esse receptor, que se passa por “repórter”, está na hora exata do acontecimento, e o jornalista demora muito mais para chegar e averiguar informações. Esse receptor então é uma fonte também, e que passa mais informações do que aquelas ditas oficiais. Por um outro lado como valorizar a profissão? Toda essa participação do público pode levar a banalização do Jornalismo. Todos podem pensar que qualquer um pode ser jornalista. Sendo assim, pensem vocês: até quando seremos os comunicadores profissionais da sociedade? O jornalismo profissional será extinto?
TIME: Claudia Guadagnin; Daniel Courtouke dos Santos; Fernanda Giotto Serpa; Guilherme Mélo; Tatiana Olegario da Silva

Documentário "A Cubana"

A Cubana, de Andrea Ferraz, Cezar Maia, Leo Crivellare, Marcelo Barreto e Silvia Góes mostra um pouco a variedade musical do Brasil. Isso se da por meio da interatividade e a convergências das mídias. Nesse caso a interatividade da cultura Cubana com o povo de um bairro da periferia de Recife. Com o rádio, a chegada do Cd, e da Internet, a musica cubana passa a ser admirada e muito apreciada pelos freqüentadores das gafieiras de Recife. Todos os que freqüentam o clube de musica cubana são apaixonados por Cuba e pela sua cultura, tudo isso com a disponibilidade da tecnologia que faz a cultura cubana se aproximar de uma região tão distante.
É diante desta realidade que a interatividade e a tecnologia se mostram tão revolucionários. Sendo que os meios de comunicação influenciam nossa forma de interpretar as informações, modificam também nossa forma de pensar, agir e se relacionar com a comunidade.

Douglas Trevisan
Comunique-se. A comunicação é infinita. João Zampier Neto. 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Web Jornalismo: um novo jeito de fazer jornal?

A web surgiu como extensão do real, como metáfora do real. E assim aconteceu com o jornalismo. O autor do texto aborda a história do jornalismo on line desde os seus primórdios em 1993, nos Estados Unidos, e em 1995 no Brasil.

A plataforma web foi mal utilizada na prática do jornalismo em seu início, servindo apenas de plataforma de reprodução do conteúdo dos jornais impressos. Logo depois surge uma fase intermediária, onde havia a transposição de textos e também havia incorporação de alguns recursos específicos para web. Somente a partir da segunda metade dos anos 90 que começam a surgir publicações que davam atenção especial para o web jornalismo. São as chamadas tres gerações de jornal on line, na última são produzidos recursos hipermidiaticos específicos para o meio eletronico.

Com o avanço da internet, todo jornal de grande porte deve ter um web site que ofereça notícias atualizadas diariamente (não raro em tempo real) e isso vem mudando a prática tradicional do jornalismo. As informações são atualizadas constantemente, o profissional é obrigado a trabalhar num ritmo de apuração mais frenético e corre o risco de não aprofundar a informação de maneira correta.

Recente propaganda do Jornal O Globo tem como slogan a frase “Muito além do papel de um jornal” e afirma que “informação: se existe móvel, nós enviamos”. Como é possível manter um jornalismo de qualidade, com informação apurada, aprofundada em seis linhas de uma tela de celular? É importante pensar a web como novo meio de comunicação e é importante pensar nas características proprias desse meio. Mas não se pode perder de vista a qualidade da informação em detrimento da agilidade na atualização do conteúdo.

Baseado no texto:

O Jornalismo Online Como “Evento Audivisual Extensivo”: O caso do G1, Portal

De Notícias Da Globo1 - Júlia da Escóssia Melo Viana

Link para propaganda do Jornal O Globo:

http://br.youtube.com/watch?v=oRf0AdlXeXQ


Amanda Bahl, Barbara Albuquerque, Carolina Fornazari e Marina Salmazo

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O cyberjornalismo

O webjornalismo – também chamado de jornalismo online, cyberjornalismo, jornalismo eletrônico ou jornalismo digital - está inserido no ciberespaço, um contexto diferente do jornalismo impresso ou televisivo. Dentro do universo online, conceitos de cibercultura influenciam na construção do jornal na internet. Sônia Padilha destaca a interatividade da cibercultura dentro do jornalismo.


Segundo levantamento realizado por Eric Meyer – consultor norte-americano em mídia, hoje há mais de dois mil jornais e quatro mil revistas digitais. De acordo com ele, a cada mais 50 jornais entram na web, uma taxa de crescimento estável nos últimos tempos.


Segundo o texto “O Jornalismo Online Como “Evento Audivisual Extensivo”: O caso do G1, Portal De Notícias Da Globo”, o jornalismo online tem três fases. A primeira, logo no seu começo, quando as notícias da versão impressa do jornal eram apenas transpostas para o site, com um intervalo de 24 horas. A segunda fase era a transposição de matérias e a adição de alguns produtos diferenciados do jornal impresso. Já, a terceira fase – mais atual – é a criação de um conteúdo inteiramente para a internet – portais que não sejam derivados de jornais impressos, mas que ainda assim tratam de notícias.


Um fato não fala por si só no jornalismo online. No texto de Sônia Padilha, "A presença da Cibercultura na Prática do webjornalismo", são analisadas as características dessa forma de jornalismo e a autora põe em evidência fatores como a estética da notícia, de que forma o fato é transformado em notícia. É necessário interagir com o público, apresentando uma linguagem acessível, algo que também é citado no texto sobre o jornalismo online.


Existem elementos que vêm progressivamente sendo conquistados na internet, como o imediatismo, característico do rádio, por exemplo. No jornalismo online, a cada 90 segundos ou menos, uma nova notícia está no ar. Além disso, podemos encontrar não apenas texto e imagem no webjornalismo, mas sons, fotos, gráficos e videos. Sônia também chama a atenção para a mudança na relação da notícia com o público que pode produzir a notícia expondo fatos desconhecidos na mídia.

Esta democratização da informação pode levar a dois caminhos: por um lado é bom que as pessoas se expressem e apresentem fatos não oficiais; por outro não se sabe o limite e a veracidade do que é divulgado.


Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões

Apesar de você amanhã há de ser outro dia...



Num ambiente de excesso de informação como o da Internet, o grande perigo para o jornalismo é o mal uso da rede. No primeiro momento da história da comunicação em que o leitor pode trocar de lugar com o jornalista e tornar "O Roberto Marinho de si mesmo", deve-se olhar com muita atenção ao que é confiável e digno de credibilidade no mar de conhecimento. Entretanto, os novos criadores de conteúdo não devem ser difamados à toa. Estamos na sociedade da colaboração.

Em uma recente campanha publicitária, o jornal "O Estado de S. Paulo" comparou os blogueiros à macacos, gerando uma discussão acalorada sobre o assunto. Não deixou de ser criativa e divertida, mas foi uma campanha agressiva e o jornal não teve bons resultados com sua investida. O objetivo de alertar para um problema que a internet trouxe chamou menos atenção que os pobres macacos. Já ciente do erro cometido, o Estadão realizou um debate com alguns dos principais atores da rede. Na ocasião, o jornal demonstrou seu ponto de vista de maneira mais clara e com bons argumentos. Entretanto, o estrago já estava feito e o número de acessos ao site do jornal nunca mais foi o mesmo. Perdeu-se com essa atitude uma certa sintonia com seu leitor que costumeiramente é antenado e atento às tendências. Esse foi um dos vários anúncios da campanha publicitária que acabou afugentando ao invés de aproximar.


Não só a área de comunicação está tendo que se adaptar às rápidas mudanças da web, mas diversas grandes empresas estão reconhecendo o papel dos mediadores da rede. Consultores de redes sociais já acompanham sites de relacionamentos como Orkut para descobrir o que pensa o consumidor de seu produto. Por exemplo, diante da criação de uma grande comunidade pedindo a volta do achocolatado Nescau tradicional, a Nestlé, dona da marca, logo se mexeu e tirou suas viseiras. Ela não só atendeu ao pedido e devolveu o produto às prateleiras como também passou a olhar com mais cuidado as redes sociais. A empresa percebeu que os resultados das intermináveis reuniões de executivos de gravata não eram mais valiosas que as com o próprio cliente.


Em campanhas políticas, a plataforma televisiva passou a ser utilizada com destreza por John Kennedy. Seu dom de oratória e boa eloquência tornavam-no um bom candidato na tela. Já nessa eleição o papel da internet foi considerado mais importante que o da televisão. Nos Estados Unidos, o coordenador de mídias sociais e internet da atual campanha presidencial do senador Barack Obama é um jovem de vinte e quatro anos chamado Chris Hugues, que criou o site de relacionamentos Facebook. Obama lidera as pesquisas presidenciais e o fator rede foi fundamental à sua ascensão. Para mentes acostumadas ao pensamento essencialmente metódico, cartesiano, entregar a responsabilidade de uma campanha como essa para um jovem sonhador seria um erro sem tamanho. 


Nos últimos dias, as bolsas de valores do mundo todo têm oscilado de maneira que os jornais impressos não mais acompanham. Somente hoje a Bolsa de Nova York teve a maior queda em vinte e um anos e a Bolsa de São Paulo teve o maior desnível dos últimos dez. Acordar cedo e ler o jornal ou correr para a banca pela manhã não traz mais muitas vantagens ao cidadão que deseja estar bem informado sobre as turbulências da economia. O papel da edição impressa é cada vez mais analítico e da publicação online mais instantâneo.


Como pudemos constatar, não há motivos para ignorar a rede. Mais inteligente é usá-la como aliada como fizeram a Nestlé, o candidato Barack Obama e o leitor do caderno de economia que se identifica com as facilidades dessa nova mídia. Quanto ao jornalismo na internet, ele será cada vez mais útil ao ter sua rapidez e praticidade associadas à boa apuração, à pluralidade de fontes, ao senso crítico e a disposição de fazer reportagens com sensibilidade. São características que podem ser levadas para a nova mídia.

As marcas editoriais que fizeram a história e trouxeram reputação ao grande jornal que é o Estado de S.Paulo não deixarão de ser notadas enquanto houver vida inteligente. Os leitores não são macacos nem mesmo os blogueiros. Sempre haverá espaço para o bom jornalista e o bom jornal.

Edgar Massao Kawamura, Tiago Pereira, Vinicius Perrone, Rafael Nascimento, Gabriel Caldart

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Jornalismo On-line

O que antes não passava de uma cópia do impresso para a tela de um computador, hoje é uma das principais fontes de notícias para a população. O jornalismo on-line teve um grande crescimento, seguindo a tecnologia.
Hoje a busca pela notícia em tempo real faz com que os veículos on lines sejam os mais procurados, além do fácil acesso e pelo custo mais baixo.
Além desses fatores a web proporciona um encontro entre imagem, som e texto. E a interatividade entre os meios se tornou muito maior, pois se mudou o antigo conceito de emissor, receptor e mensagem, hoje o individuo pode ser os três ao mesmo tempo.
A interatividade nos veículos de informação cresceu tanto pela web a ponto de que os próprios leitores podem escrever e opinar sobre os acontecimentos, como é o caso dos blogs.
E com isso a busca do leitor pelo atrativo e mais interativo acaba deixando o impresso de lado e indo para internet. Porém, com a facilidade de se criar sites e blogs, o que vem acontecendo é uma saturação de informação e a notícia real e de qualidade, muitas vezes acaba se misturando ou até sumindo em meios sem conteúdo e informação.
Com tanta tecnologia, os veículos impressos aos poucos estão sendo esquecidos e para muitos estudiosos seu fim esta chegando. O leitor busca hoje o imediato e de fácil acesso, além da interatividade e todos esses fatores estão englobados em uma máquina chamada internet.


Elisandra Rios, Nicolle Almeida, Stephanie Ferrari, Thainá Laureno.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

deadline 2043

A prática do jornalismo dentro do ciberespaço, e inserido nos conceitos da cibercultura, tem influenciado, de diversas maneiras, o exercício - e a própria criação - do webjornalismo. Dentre as características citadas por Sônia Padilha, no texto “A presença da Cibercultura na Prática do Webjornalismo”, destaca-se nesta análise, a interatividade e a importância da forma que a notícia é apresentada.

Assim como no texto “O jornalismo online como “evento audiovisual extensivo””, o jornalismo online está dividido em três estágios, de acordo com John Pavlick: o primeiro é o jornal digital transposto do impresso para a internet; o segundo é também a transposição do impresso para a internet, só que com alguns produtos diferenciados, como o email, foruns e uso de links; já o terceiro, é um produto totalmente exclusivo para a Internet, como o caso do portal G1.

A internet, por ser constituída e explorada como uma rede de comunicação, possibilita uma propagação muito mais interativa da notícia. Quase tudo que é publicado na rede, pode ser imediatamente comentado, corrigido, ou corroborado por qualquer internauta que tenha lido o que foi publicado.

Essa necessidade de interação que os consumidores (outro conceito que foi revisto após a consolidação do webjornalismo) de notícia sentem, pode ser um dos fatores que tenham levado o professor norte-americano Philip Meyer, a prever o fim do jornalismo Off line em 2043. Em artigo recém publicado na America Journalism Review, o professor revê esta profecia, e acaba por concluir que pode haver um futuro mais longo para os impressos. Meyer aconselha aos donos de jornais que analisem a internet e procurem um nicho no qual o jornalismo off line teria maior probabilidade de sobreviver. Meyer aponta uma possível solução: O jornalismo voltado para anseios da comunidade. Produzir matérias investigativas e análises aprofundadas de acontecimentos locais. Esse pode ser o caminho de sobrevivência do jornalismo impresso, segundo o próprio professor que, através de estudos matemáticos, previu seu fim já para a primeira metade deste século.


Guilherme Binder, Gustavo Yuki, João Guilherme Frey, Mariana Alves

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

As influências do avanço tecnológico

O jornalismo online se divide em dois momentos: o primeiro apenas de transcrição do impresso para o online, e o segundo de nova modalidade de linguagem, adequado a este novo meio.
A primeira experiência de notícias na rede foi exposta em meados dos anos 70, pelo The New York Times, que fazia apenasuma trancrição do impresso. Já em1993,teve início com o The San jose Mercury News (American Online), o jornalismo online propriamente dito. Isso porque as atualizações se davam de acordo com o tempo exigido pelo meio, a apuração dos fatos era mais rápida e a linguagem mais dinâmica.
Desde 95, devido ao desenvolvimento tecnológico, a versão do jornalismo online ou jornais hipermidiáticos, tem se tornado cada vez mais freqüente.
Com a integração do design ao meio da comunicação, se cria uma maior eficácia no entendimento da notícia e uma maior interação do internauta com o conteúdo. Fenômeno tratado por Rush (2005) como: “evento áudio-visual extensivo.”
Em 1989, o boom da publicação na internet se deu pelo grande advento World Wide Web, a partir daí se tornou muito mais fácil e interessante acessar uma notícia.
A partir daí, a publicação na web se tornou desenfreada. Em um curto espaço de tempo as tecnologia foi favorecendo cada vez mais e a cada dia q1ue passava o numero de publicações se torva consideravelmente grande.
No brasil o jornal online teve inicio com o “Jornal do comércio de Recife”, em 1995. O único que atuava na época com uma plataforma ligada ao tempo real era o Jornal do Brasil.
No início, os jornais seguiam um formato tradicional, com poucas cores e fotos. Com o aumento de acessos de internautas, os meios se viram na necessidade de se recriarem, utilizando mais elementos disponibilizados pela web.
Acredita-se que a constante mudança estará sempre presente no jornalismo online devido ao avanço frenético das tecnologias.

Daniela Gorski
Francieli Santos
Iara Martins
Karin Sampaio
Tabata Viapiana

Sociedade da Tecnologia ou Tecnologia da Sociedade?

Uma das principais inquietações dos autores da Escola de Toronto é acerca das mudanças refletidas nos homens e em seu modo de agir e pensar pelos meios de comunicação. Logo, estabelecer uma relação entre um desses autores, mais propriamente dizendo Harold Innis e os estudos A Presença da Cibercultura na Prática do Webjornalismo e O Jornalismo Online Como “Evento Audiovisual Extensivo”, passa longe de ser gratuita, mas aproxima-se de óbvia, quando se analisa atentamente a obra de Innis.

Innis atentou para o fato de que as tecnologias de comunicação parecem ter tendências que acabam por emprestar certas características a determinadas culturas, acabando, estas por absorver muito de sua influência. No século em que vivemos, podemos dizer que a tecnologia já faz parte da nossa cultura, se já não a domina. É quase impossível não aderir esse novo meio de comunicação, mandar um e-mail para um colega já se tornou algo banal, assim como fazer parte das grandes comunidades que existem na rede. Atrelados a essa nova comunicação de massa, os meios que antes transmitiam informações via papel, televisão ou rádio, se vêem obrigados a aderir essa nova tendência. A internet como base para a transmissão de informações. Começa a ganhar grande importância o jornalismo digital.

Essa nova maneira de fazer jornalismo transformou os métodos com que o jornalismo era feito, podemos dizer até que criou uma forma de se fazer jornalismo, privilegiando o imediatismo, a velocidade com que a informação deve ser transmitida, valorizando o tempo real. A pergunta que fica é se esse “novo jornalismo” é que se adequou a sociedade em virtude da correria do cotidiano ou se a sociedade é que se adequou a esse “novo jornalismo”.

A correria do dia-a-dia sempre existiu. Pessoas tendo de se voltar para inúmeras tarefas e, ainda assim, arrumando tempo para comprar e ler os impressos cujas notícias são apresentadas com aprofundamento e a leitura exige uma parcela significativa de tempo. Contudo, vivendo em uma sociedade altamente globalizada, não há tempo para uma leitura mais aprofundada. O jornalismo digital vem para suprir essa necessidade, com informações breves e de fácil acesso.

A instantaneidade e a superficialidade das notícias via web vieram para facilitar no sentido de exigir menos tempo de uma pessoa na hora de ler informações, porém, a sociedade acabou por sofrer uma mutação, uma vez que essa brevidade se tornou essencial e inerente à ela de uma forma absurda. Neste ponto, não se trata apenas do jornalismo online, mas também da forma como as pessoas passaram a se comunicar. Antes, as pessoas conformavam-se em esperar correspondências de amigos distantes, hoje são tomados por uma grande ansiedade quando não recebem respostas imediatas de amigos que moram do outro lado do mundo, através dos sites de relacionamento, bate-papos online e emails.

Assim, faz todo o sentido a observação de Innis, de que as culturas são reconfiguradas e remodeladas pelos meios de comunicação, emprestando suas características. Duas passagens que, de certa forma, refletem bem o que está se expondo aqui: “Assim como as demais culturas a cibercultura está sempre em evolução (...) Tudo é experimentação e mutações constantes, sejam no modo de se comunicar ou de realizar tarefas cotidianas ou não”. De certo modo, é como a sociedade contemporânea tem se apresentado: Mutável, sempre em evolução, procurando sempre outras formas de aperfeiçoar, melhorar e facilitar; “Para o jornalismo, o encontro de tecnologias computacionais e comunicacionais em rede foi um propulsor de mudanças históricas e significativas nas práticas da profissão...”, ou seja, a própria profissão de jornalista teve de se adequar a essa modernidade.


Andrizy Bento, Caroline do Prado, Marcos Vinicius da Silva, Samantha Fontoura, Tássia Rodrigues

as mudanças no jornalismo online

Atualmente, o jornalismo online se tornou uma nova forma de fazer jornalismo. O que antes era apenas uma cópia do jornal impresso passado para a web, hoje se tornou uma fusão de todos os elementos da comunicação, ou seja, som, imagem e texto. Além de mudar o antigo conceito de emissor, mensagem, receptor, já que um individuo na web pode ser os três elementos ao mesmo tempo. O jornalismo online também trouxe a possibilidade das noticias em tempo real o que faz com que os outros meios tenham que mudar o seu formato, já que nenhum deles tem a mesma capacidade de imediatismo do que os jornais da internet. Para isso, a grande maioria dos jornais, acabou criando uma versão para a web com noticias mais imediatas. Além de os meios terem que se reajustar a esse novo tipo de tecnologia, os profissionais jornalistas têm que fazer o mesmo, já que esse é um novo campo de trabalho, com muito mais interatividade com o publico. Por fim, está previsto o fim do jornalismo impresso para daqui alguns anos, já que a interatividade da internet permite que o leitor veja as mesmas noticias do jornal impresso com uma rapidez maior e podendo ainda interagir com o jornalista ou outros leitores.

Rosane Cristina de Sousa, Marcela Weiller e Shana Bielkin