domingo, 5 de outubro de 2008

Cibercultores: a Ditadura Virtual

O jornalismo recompõe e a Comunicação Social perde seus desembramentos para voltar a ser uma só área. Num mesmo veículo podemos observar, juntas, as habilidades de publicidade, relações públicas e jornalismo. Tudo on-line; a rede une o planeta num misto de informação, lacionamento e comércio. Ao jornal impresso só resta aprofundar os temas, enquanto a internet nos apresenta um leque de informação seccionado de limite inimaginável.

Nós, cibercultores, criamos e repensamos 1984, de George Orwell. O mundo cibernético observa todos os cantos, mas de maneira criativa e fiscalizadora, sem o objetivo da opressão, como temia Orwell. A quantidade de interligações por links nos permite rastrear todos os fatos e pensar nossa sociedade de maneira rápida, eficaz e transformadora. A interação não é mais, apenas, do emissor para o receptor. Todos produzem. Todos informam. Todos opinam. A voz é universal.

O que temos, afinal?
A criatividade e diversidade de espaços criados é incrível. Neste meio, porém, vale a pena estar atento a um fato: não há controle de qualidade, nem rigidez de crítica. Isso significa que qualquer um escreve o que bem entender, da forma que achar melhor. E os mais desavisados podem comprar uma idéia e topar com um baita calote de informação. O segredo, podemos imaginar, é estar sempre atento àquilo que podemos considerar direito. A resposta é o poder. Poder de ler, ver, ouvir, e interpretar. Poder de repensar, criar, remodelar e informar. Comunicar bem é controlar. E em terra de comunicadores, quem tem mais de uma fonte é rei.

por Eduardo Baggio

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