domingo, 5 de outubro de 2008

Ciberespaço e o Jornalismo

O Ciberespaço é uma ferramenta de comunicação rápida e de fácil acesso, mas não de informação selecionada. Cabe ao jornalista selecionar o que vê, e o que atrai mais. Também é através desses espaços o contato pessoal, como redes de relacionamentos, aplicando-se muitas vezes a superficialidade.
No ciberespaço é possível definir tempo e espaço. Ele consegue através destes fazer com que chegue mais próximo do que seria realidade do individuo.
Partindo disto, o primeiro indício de webjornalismo (jornalismo dos meios digitais) foi na Folha de S. Paulo. Foram colocados computadores na redação do jornal. A Folha foi a primeira redação informatizada, em 1983.
Em 1995 os jornais impresso começaram a lançar suas versões digitais e muitos profissionais das redações off-line começaram a migrar para a online.
O jornalismo se sustenta e é sustentando pela cibercultura. Quando o jornalismo online mostra o que está acontecendo na sociedade (os fatos) no formato de reportagem, com uma narrativa diferente e ferramentas que acrescentam o valor a notícia, o webjornalismo não está apenas ajudando a espalhar os acontecimentos, mas sim, contribuindo para reforçar comportamentos que são derivados de um modo de vida que convive diariamente com a tecnologia digital em rede.
As pessoas preferem obter informação noticiosa pelos sites onde elas possam interagir.Buscam entretenimento.
A Cibercultura está levando os jornalistas a reverem vários conceitos do mundo jornalístico, desde a questão da audiência e a relevância da notícia, que antes quem decidia era a mídia tradicional (jornal impresso, rádio, TV).
O jornalismo online desenvolve-se de uma maneira em que o leitor pode contribuir dando sua opinião sobre a notícia publicada. Amplia a participação do leitor. Pode-se reunir texto escrito e falado, sons, música, vídeo, animação, fotografia, etc. Isso tudo pode compor as páginas e assim o leitor lança seu olhar sobre a notícia. É tudo instântaneo.
Os jornais de formato online podem ser classificados de diversas maneiras, como webjornalismo, jornalismo online, cyberjornalismo, jornalismo eletrônico ou digital. O Brasil utiliza o mesmo termo dos norte-americanos, jornalismo online ou digital. Já os autores de língua espanhola preferem utilizar jornalismo eletrônico. No Brasil, alguns jornais já incluíram formas e conteúdos voltados especificamente para a Internet. Por exemplo, o G1 – portal de notícias da Globo que não tem uma versão impressa, é um webjornal.
Um ponto negativo é a "rapidez", na maioria das vezes a informação deixa de ser apurada da maneira mais completa, como acontece em outros meios de comunicação.

Luana Copini e Renata Muzzolon

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