terça-feira, 14 de outubro de 2008

deadline 2043

A prática do jornalismo dentro do ciberespaço, e inserido nos conceitos da cibercultura, tem influenciado, de diversas maneiras, o exercício - e a própria criação - do webjornalismo. Dentre as características citadas por Sônia Padilha, no texto “A presença da Cibercultura na Prática do Webjornalismo”, destaca-se nesta análise, a interatividade e a importância da forma que a notícia é apresentada.

Assim como no texto “O jornalismo online como “evento audiovisual extensivo””, o jornalismo online está dividido em três estágios, de acordo com John Pavlick: o primeiro é o jornal digital transposto do impresso para a internet; o segundo é também a transposição do impresso para a internet, só que com alguns produtos diferenciados, como o email, foruns e uso de links; já o terceiro, é um produto totalmente exclusivo para a Internet, como o caso do portal G1.

A internet, por ser constituída e explorada como uma rede de comunicação, possibilita uma propagação muito mais interativa da notícia. Quase tudo que é publicado na rede, pode ser imediatamente comentado, corrigido, ou corroborado por qualquer internauta que tenha lido o que foi publicado.

Essa necessidade de interação que os consumidores (outro conceito que foi revisto após a consolidação do webjornalismo) de notícia sentem, pode ser um dos fatores que tenham levado o professor norte-americano Philip Meyer, a prever o fim do jornalismo Off line em 2043. Em artigo recém publicado na America Journalism Review, o professor revê esta profecia, e acaba por concluir que pode haver um futuro mais longo para os impressos. Meyer aconselha aos donos de jornais que analisem a internet e procurem um nicho no qual o jornalismo off line teria maior probabilidade de sobreviver. Meyer aponta uma possível solução: O jornalismo voltado para anseios da comunidade. Produzir matérias investigativas e análises aprofundadas de acontecimentos locais. Esse pode ser o caminho de sobrevivência do jornalismo impresso, segundo o próprio professor que, através de estudos matemáticos, previu seu fim já para a primeira metade deste século.


Guilherme Binder, Gustavo Yuki, João Guilherme Frey, Mariana Alves

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