sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Lan houses, jovens e a inclusão digital

As lan houses têm aumentado significativamente nos últimos tempos. Esse é o resultado da grande procura dos jovens, para serem aceitos e serem inseridos no contexto de globalização. Para muitos, é o acesso à internet que os levará ao primeiro emprego ou a preparação para o vestibular. A internet se transforma no meio mais rápido para que o indivíduo cresça aos olhos da sociedade.
Conhecer as novas tecnologias e o mundo virtual é essencial para a sobrevivência nos dias de hoje. Antes dificilmente o funcionário seria encontrado pela empresa fora do horário de expediente. Hoje com os celulares, essa tarefa é bem mais fácil. E-mails não tinham que ser consultados com tanta freqüência. Agora são tidos como documentos, além de forma de comunicação eficiente. Toda essa transformação que a internet criou, faz com que os jovens procurem a cada mais o conhecimento dessa ferramenta de comunicação. A partir disso, de acordo com Claudia Maria Moraes Bredarioli as lan houses se transformaram em lugares de convivência, porém, os indivíduos se afastam das formas comuns de convívio. Ou seja, uma falsa convivência. Da mesma forma que existe uma aproximação com diversas partes do mundo, o jovem acaba se isolando.
Bredarioli diz ainda em seu texto que excluídos digitais, não são somente aqueles que não dominam a internet, mas a partir do momento em que ele não tem uma conta bancária, por não ter um salário a depositar, ele já é um excluído. Aqui entra toda a situação social e política em que o indivíduo vive. As novas formas de tecnologia estão diretamente ligadas à internet. Basicamente tudo gira em torno da rede mundial de computadores. Se não têm um emprego ou não estão em escolas que incentivem o jovem a entrar na internet não só para ver Orkut, MSN e Youtube, de nada adianta poder usar espaços públicos como as lan houses. O nível cultural do indivíduo, como a escola em que estudou, as viagens que fez o conhecimento adquirido além da internet, também mostra se ele é ou não um excluído digital. Um indivíduo que já tem um amplo conhecimento sabe lidar melhor com as ferramentas que a internet oferece, diferente daquele que não possui esse nível cultural. Não que o indivíduo com menos condições sociais não vá aprender a utilizar de forma correta as ferramentas, mas levará certo tempo até que isso se concretize.
Aí entramos no mesmo conceito de analfabetismo e semi analfabetismo. A pessoa pode até saber ler e escrever, mas se não sabe interpretar o que escreve e lê de nada valem as outras situações. No meio digital também. De nada adianta você saber utilizar o Orkut, MSN, My Space e sites de notícias, se na hora de fazer uma pesquisa aprofundada na internet você não sabe para que lado correr.
**Baseado no texto de Claudia Maria Moraes Bredarioli - Comunicação em rede e novos agentes socializadores: recepção e práticas culturais no consumo de internet em lan houses
Alunas: Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões

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