quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O cyberjornalismo

O webjornalismo – também chamado de jornalismo online, cyberjornalismo, jornalismo eletrônico ou jornalismo digital - está inserido no ciberespaço, um contexto diferente do jornalismo impresso ou televisivo. Dentro do universo online, conceitos de cibercultura influenciam na construção do jornal na internet. Sônia Padilha destaca a interatividade da cibercultura dentro do jornalismo.


Segundo levantamento realizado por Eric Meyer – consultor norte-americano em mídia, hoje há mais de dois mil jornais e quatro mil revistas digitais. De acordo com ele, a cada mais 50 jornais entram na web, uma taxa de crescimento estável nos últimos tempos.


Segundo o texto “O Jornalismo Online Como “Evento Audivisual Extensivo”: O caso do G1, Portal De Notícias Da Globo”, o jornalismo online tem três fases. A primeira, logo no seu começo, quando as notícias da versão impressa do jornal eram apenas transpostas para o site, com um intervalo de 24 horas. A segunda fase era a transposição de matérias e a adição de alguns produtos diferenciados do jornal impresso. Já, a terceira fase – mais atual – é a criação de um conteúdo inteiramente para a internet – portais que não sejam derivados de jornais impressos, mas que ainda assim tratam de notícias.


Um fato não fala por si só no jornalismo online. No texto de Sônia Padilha, "A presença da Cibercultura na Prática do webjornalismo", são analisadas as características dessa forma de jornalismo e a autora põe em evidência fatores como a estética da notícia, de que forma o fato é transformado em notícia. É necessário interagir com o público, apresentando uma linguagem acessível, algo que também é citado no texto sobre o jornalismo online.


Existem elementos que vêm progressivamente sendo conquistados na internet, como o imediatismo, característico do rádio, por exemplo. No jornalismo online, a cada 90 segundos ou menos, uma nova notícia está no ar. Além disso, podemos encontrar não apenas texto e imagem no webjornalismo, mas sons, fotos, gráficos e videos. Sônia também chama a atenção para a mudança na relação da notícia com o público que pode produzir a notícia expondo fatos desconhecidos na mídia.

Esta democratização da informação pode levar a dois caminhos: por um lado é bom que as pessoas se expressem e apresentem fatos não oficiais; por outro não se sabe o limite e a veracidade do que é divulgado.


Angélica Favretto, Bruna Sandrini, Fernanda Salles e Isabella Simões

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