sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A recepção do espectador

Texto elaborado a partir dos artigos:

Domésticas – o filme: um estudo de recepção com empregadas domésticas do Distrito Federal
Dácia Ibiapina da Silva
Odinaldo da Costa Silva
Universidade de Brasília, Brasília, DF


A recepção da telenovela por jovens de classe popular: leituras hegemônicas, negociadas e opositivas
Karina Aurora DACOL
Juliana Reichembach GELATTI
Gabrielli Dala VECHIA
Ana Carolina CADEMARTORI
Veneza Mayora RONSINI
Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS


Com base nos textos “Domésticas – o filme: um estudo de recepção com empregadas domésticas do
Distrito Federal” e “A recepção da telenovela por jovens de classe popular: leituras hegemônicas, negociadas e opositivas”, pode-se avaliar a relação receptor e mensagem. Nos dois textos foram criadas situações para avaliar a recepção de um determinado público.
No primeiro caso, o receptor corresponde ao público abordado no filme (Domésticas – o filme, Fernando Meirelles). Isso faz com que muitas das receptoras, selecionadas para um grupo focal, se identifiquem com as situações retratadas, e também se oponham aquilo que não corresponde à realidade.
No segundo caso, os receptores são classificados em classes sociais e classes de 'criticidade'. O que podemos notar é que ao analisar as novelas há o uso de um repertório pessoal. O fato de algumas pessoas acreditarem nas formas de enriquecer – nascendo rico, casando com um bom partido ou por mérito – e outras acharem que isso é “coisa de novela”, depende deste repertório.
Nos dois textos o repertório é importante, pois é a partir dele que os receptores formam suas opiniões dos materiais assistidos (filme e novelas).
No filme, a forma com que a domestica, personagem abordada, é retratada, aproxima-se muito do real, como observado pelas próprias receptoras. Nas novelas citadas, os receptores também vêm muitos pontos positivos e reais nos personagens. Um ponto que é bastante citado é a dedicação e esforço que os personagens que são caracterizados como 'pobres' têm para conseguir ascensão econômica e social.
Nos dois tipos de produção, a posição personagem x expectador é nítida, principalmente por que há uma intenção explicita de retratar a realidade do receptor.

Adriana Vieira, Gabriella Hollas, Kim Charles Kopycki e Raquel Leite

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