quarta-feira, 1 de outubro de 2008

WWW

Uma nova espécie de seres humanos vaga pelas ruas, alimenta-se, consome, informa-se e noticia. Os cibernantropos, que habitam agora um novo mundo - o cibermundo – pouco têm de humano naquilo que são. A espécie é conhecida por pensar, atuar e reagir a tudo à velocidade da banda larga. Estes seres acabaram por reestruturar e universalizar suas culturas, seus interesses, suas vidas em sociedade – um cibernantropo conectado em um suporte eletrônico no Brasil nada mais difere de outro cibernantropo que faz sua conexão da Índia. Eles são regidos pelos mesmos padrões sociais, os padrões sociais do cibermundo. Conseqüentemente, assim como evoluem os seres humanos à esta nova espécie, evolui o jornalismo, apoiado em tecnologias da comunicação que reestruturam toda a prática de se noticiar uma informação. Assim, há aqueles cibernantropos que, servindo-se da tecnologia (e sendo servos da mesma) passam a ditar estes padrões comportamentais – são os ciberjornalistas.

Sônia Padilha, em seu estudo A Presença da Cibercultura na Prática do Webjornalismo, aponta uma mudança de consciência na relação que o jornalista possui com a internet e as informações que circulam na mesma. Hoje o conteúdo presente na internet é um conteúdo que só existe para estar presente na internet. É a exclusividade dada à essa tecnologia, são os cibernantropos criando novas formas de configurar e formatar a notícia.

Desde os remotos tempos da mera transição do jornalismo impresso para a internet até a utilização de todos os recursos multimídias possíveis para se noticiar um fato, o que mudou foi a maneira de se contar a história. O ciberjornalista possui em suas mãos ferramentas que hoje são essenciais para a produção de uma notícia. São sons e animações, links e hiperlinks, recursos de interatividade, chats e fóruns que enriquecem a narrativa jornalística. Assim, o jornalista pôde evoluir à uma nova espécie, a qual imaginava-se somente “existir” naquele futuro idealizado no passado. É quase que um jornalista onipresente, mas que ainda precisa aprimorar a onisciência, isso por que com a velocidade da notícia na internet de hoje, pouco se tem de aprofundamento e compreensão dos fatos.

Com o mundo conectado no e pelo WWW, os cibernantropos criam assim, diariamente, este cibermundo paralelo ao mundo real que um dia habitaram, entrando cada vez mais adentro em infinitos links e hiperlinks, perdendo-se no ciberespaço. Segundo o estudo O Jornalismo on line como “Evento Audiovisual Extensivo”, hoje há uma interação entre os conteúdos noticiados, que os levam a complementarem-se, a aprofundarem-se de tal maneira que uma notícia parece nunca acabar, pois dentro destes variados links é possível encontrarmos variáveis extensões da informação.

João Zampier

Julliana Bauer

Sílvia Cunha

Jadosn Tinelli


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