quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O Fim do Jornal Impresso?


O crescimento de publicações digitais junto com o desenvolvimento da internet tem despertado uma polêmica interessante entre jornalistas e especialistas na área de tecnologia: o jornal impresso vai acabar? Existem várias opiniões, há quem diga que o jornal convencional não vai sobreviver ao próximo século e há também quem acredite que não haja nenhuma ameaça às publicações impressas, por mais avançada que seja as digitais, nada supera o conforto que um jornal ou revista proporciona aos leitores.
Francine Lopes Cardoso

No futuro da informação o sentido perderá sentido.
Reconheceremo-nos através de pixels. - l%Í$ L1m#

terça-feira, 11 de novembro de 2008





Conecte-se!












Douglas Trevisan















Cabos entram em nossa mente
Máquinas misturam interatividade e gente
A qualidade da notícia cai
A manipulação aumenta
O poder dos chefões
Sempre nos atormenta
A criatividade, a poesia,
e o livre arbítrio
Já não tem mais espaço
Nesse mundo dos editores de aço
Olhos abertos priorizando a evolução
Não deixem que a nossa classe entre em extinção!



Thiago Pereira


Modernização. É realmente necessária?



CAROLINA FORNAZARI

Um futuro próximo

O futuro está nas mãos da globalização. Cada vez mais o aprimoramento dos meios de comunicação está levando a nossa sociedade ao comodismo. Com a influência que a mídia exerce sobre nós, o mais preocupante é até que ponto somos vítimas controlados pelo meios? Ou será que nós os controlamos? Perguntas e mais perguntas, que talvez nunca teremos respostas para todas elas. A única certeza que podemos ter é que no futuro os meios estarão cada vez mais modernos e só cabe a nós controlarmos tudo isso.

( Lívia Zeferino)



"Frase supostamente impactante e de qualidade questionável, cujo propósito é somar considerações sobre uma globalização que, mesmo sendo um fator facilitante da comunicação, nos enterra em celas de solidão." - Autor obviamente desconhecido -


Aluno - Guilherme Binder



Tecnologia, excesso de informação.O QUE FAZER COM TUDO ISSO?
Não tenho idéia.

Daniela Gorski



As bicicletas com motor estão fora do mercado. E a comunicação? Vai ser falha!
Inaceitável, numa geração carente de tanta tecnologia.

RAFAELA CORRALES


Em um futuro não muito distante a avalanche de informação atingirá todos os indivíduos, e então se perderá o verdadeiro sabor da notícia.

Por Elisandra Rios

Cruel Realidade

Vítimas da ignorância
Discípulos da maldade
Destruidores de infância
Tudo em nome da liberdade

Canais sintonizados
População atenta
A um mundo globalizado
De consumismo exagerado
E de alma sangrenta


Aonde está a verdade?
Jornais e televisão
Rádios e web portais
Com eles é que não

O ibope ainda sobe
Vagarosamente aliena
Um último arremate
A população se antena

Momentos de tensão
A transmissão não pára
Acabou-se a emoção
Mais um míssil dispara

Não há como fugir
A solução é desligar
É esquecer o prato feito
E saber se informar

Poder e alienação
São os motivos que escondem
De toda a nação
As mentiras que envolvem
Tamanha destruição

O dinheiro corrompe
Faz trilha sonora
Enquanto uns dormem tranquilos
Meus ouvidos escutam estrondos

Em momento algum
As pessoas que lá penavam
Ouviram outro som senão o
Bum bum bum

Tenham vergonha, sensacionalistas
Digam-nos a verdade
Dêem-nos a tal liberdade
Permitam-nos acabar
Com esta cruel realidade


Por Thainá Laureano

TECNOLOGIA X SEDENTARISMO


O avanço da comunicação gera o comodismo, a praticidade, o descanso do ser humano. Em meio a tanta tecnologia os homens se acomodam, ficam sedentários, já que a televisão, a internet, os meios de comunicação trazem até ele tudo o que ele precisa saber sem esforço algum.
Flávia Calixto Barbosa

A comunicação facilita a conquista



Aluna- Stephanie Ferrari

Excesso de informação



Discute-se muito, a evolução dos meios de comunicação, principalmente a Internet, e uma de suas maiores conseqüências, que é o enorme crescimento da informação disponível ao público.
Essa informação muitas vezes é mais do que se deseja ou precisa. Propagandas repetem incessantemente o nome de produtos de que poucos necessitam e que muitos jamais irão comprar. Ao longo de um dia, várias pessoas ouvem notícias que já sabem ou que simplesmente não lhes interessam. Em busca de maior audiência, veículos da mídia distorcem ou omitem fatos para tornar certas histórias mais atraentes. E a velocidade cada vez maior da transmissão de informação facilita a disseminação de várias informações maliciosas.



Aluna: Nicolle Souza de Almeida

Vício chamado internet


Ela veio para nos trazer mais comodidade e comunicação com rapidez, porém, com a internet, também cresceu o número de pessoas com ideais nazistas e pedófilos, além de ter gerado pessoas com problemas de comunicação e relacionamento. A maioria das crianças, já não vive sem internet, se há 10 anos atrás nossa diversão era brincar de esconde-esconde, pega-pega e amarelinha, as crianças de hoje se divertem com jogos de computador e interagem com outras pessoas apenas pela internet. Assustou a muitos a reportagem de título “Sinto muita falta da internet” da menina Hamanda Pereira, de 8 anos, que sobreviveu a um acidente no qual perdeu seu pai, sua mãe e sua irmã. Se não tomarmos uma atitude logo, num futuro próximo, nossa comunicação verbal será substituída por mensagens via web.

Francieli Santos.

A mudaça pra mudança


O futuro da comunicação é a mudança. A mudança nas formas de fazer comunicação, nas formas de se transmitir as mensagens e a mudança das próprias mensagens. A maior mudança, entretanto, não será a da comunicação em si, mas a mudança que ela trará. Mudando a comunicação se muda o modo de viver; mudam-se os costumes, as regras, a sociedade e o ser humano. O presente já mudou. Hoje os mais jovens estão muito mais conectados a novos meios de informação e comunicação, conseguem interagir com todos num mesmo espaço de tempo. Coisa que os mais velhos, aqueles de gerações anteriores, não conseguem. O futuro será ainda mais dinâmico. As pessoas aprenderão e se adaptarão à rapidez do pensamento e à rapidez da ação. Contesta-se, no entanto, se essa agilidade pode possibilitar aos receptores reflexão e questionamento. Talvez para os da “velha geração” isso ainda seja difícil, e talvez jamais aconteça. Acredito, no entanto, que a sociedade pode sim se acostumar com a agilidade. Pode sim ter uma reflexão profunda e embasada num curto espaço de tempo. Acredito no aprimoramento dessa técnica por parte daqueles que ainda virão, ou mesmo dos “jovens” receptores que já estão aí e já convivem, de certa maneira, com essa mudança. Isso é evolução e, por mais que se duvide, o ser humano está sempre apto a se adaptar.


Por Iara Maggioni

O Futuro.


Isolar-se do mundo mesmo estando em contato direto com ele, não é a saída! Acabaremos sozinhos e loucos.
Tássia Rodrigues.

PELA INTERNET- GILBERTO GIL


Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje

Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé

Um barco que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer

Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut

De Connecticut acessar
O chefe da milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão

Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um videopôquer para se jogar
Marina Salmazo

TECNOLOGIA?

Para que serve TANTA tecnologia se milhares de pessoas morrem todos os dias de fome, sede e doenças sem cura?
Será que teremos a CAPACIDADE de criar uma pílula que seja barata e mate a fome o dia todo?
O que faremos quando os 3% de água doce existente no mundo ACABAR?
Por que nos achamos tão INDEPENDENTES, quanto na verdade não sabemos viver sem dinheiro?
PARA QUEM A MÍDIA VAI PASSAR COBERTURA DE GUERRA, QUANDO TODOS ESTIVEREM MORRENDO?

Milena Brambilla / 4° período.

Beleza de qualquer maneira

A ditatura da beleza x As novas tecnologias - Incluindo o photoshop

http://www.youtube.com/watch?v=G9pf7ZEay2Q&feature=related

O futuro dos jornalistas

No mês passado, a senadora Serys Slhessarenko apresentou um projeto de lei que extingue a Lei da Imprensa.
No STF questionam a obrigatoriedade do diploma de Jornalista.
Em setembro, o advogado Celso Russomanno apresentou um projeto que dá condições a graduados em outras áreas, com pós-graduação em Jornalismo, de exercerem a profissão. E o ministro da educação, Fernando Haddad, concorda.

Como será nosso futuro, como jornalistas?

Samantha Fontoura

Do concretismo..


Propaganda dos sonhos. Literalmente


Pesquisa sobre o uso da “Progradanda nos sonhos”

Quem nunca ouviu a piada, que para passar em uma prova, ajudava colocar livros em baixo do travesseiro? Mas pelo jeito algumas empresas levaram a piada bem a sério (a Coca-Cola, Speedo e Nike) estão desenvolvendo tecnologias para entrar nos seus sonhos.


Pode achar loucura, mas não se assuste, caso comece a sonhar que está tomando uma coca-cola enquanto corre com seu tênis Nike.

A tecnologia é mais complicada que por um livro sobre o travesseiro, quem se interessou pode checar no site:

http://www.emarketer.com/Article.aspx?id=1003900


João Vitor S. Vasconcelos

"A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente"
Albert Einstein.

Tatiana Olegario da Silva
"Arranca essa mordaça, quebra essa corrente. Essa mordaça que ninguém vê. Essa mordaça que ninguém sente..." Gabriel O Pensador
*Giselle Andretta Farinhas

Informação

Manipulados por máquinas as necessidades aumentam!
Onde está meu MP4 Mãe? Preciso muito dele...
Antes tenho que enviar um email para os meus amigos!
Não! Hoje a aula é virtual!
Você viu as ultimas notícias sobre a crise?

... Enquanto isso um terremoto deixa milhares de pessoas sem casa....
Onde está a tecnologia neste momento?

Letícia Baptistella

Comunicação no futuro

Telefone, fax, e-mail, mensagem de celular, iphone...
Qual é o limite que a tecnologia pode chegar?



***Informe publicitário



IN THOUGHT



Implantando o In Thought Titanium Chip no cérebro, você não precisa mais falar para se comunicar. Basta pensar e sua mensagem será transmitida via Silvertooth para o Chip de seu amigo!





Ligue já 0800 7885 5555 ou acesse o site http://www.inthought.com/ e peça o seu agora!






Gabriella Hóllas


Adaptação na tecnologia imedita da comunicação dos veiculos para o consumidor .
Maior interesse no que é comodo.
Por Mariana Virgilio

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Lead

"H matou M em Ctba, faz 2 mins. Tiros."

Desmembrando a notícia futura:
O que: homem matou mulher
Quem: Os nomes e as personalidades são gerais, logo esta pergunta não é jornalística.
Onde: Curitiba
Quando: Há dois minutos
Como: Tiros
Por que: Esse conceito já estará fora de moda nas próximas estações.

João Guilherme Frey

não basta



"cantamos porque o grito só não basta
e já não basta o pranto nem a raiva
cantamos porque cremos nessa gente
e porque venceremos a derrota".



mariana alves

Comunicação no Futuro... Futuro?

Talvez devêssemos entender melhor o código das máquinas antes de avançarmos no estudo da Comunicação. Afinal, somos nós que nos comunicamos atualmente ou são as máquinas?
Você já enviu um bom dia para seu amigo via torpedo hoje?
Já o abraçou via BuddyPoke?


Mas espera? Isso é não é futuro. Não! é o presente.


*Marcos Vinicius

Fuga

Lógica, óbvia, mecânica...
Quase matemática...
VIDA

Planejo uma fuga, contando com o imprevisível...


Gostaria de poder me surpreender...

Fugindo do caminho da evolução... e as palavras serão ainda necessárias?? Tudo ainda mais compacto... Inclusive, a VIDA



CURTA, CURTA, A VIDA É CURTA PARA SER PEQUENA (Chakal)

Andrizy Bento

O futuro é hoje


Aonde e de que maneira as novas gerações aprenderão a lidar criticamente com a profusão de mídias da sociedade do século XXI?

Comunique-se: não deixe o seu vizinho se tornar um estranho!!!

Caroline do Prado

Não sei do futuro

“Indignação. Manifestação. Mais informação. Conscientização. Comunicação. Com toda razão, participação.”
Gabriel O Pensador/Brasa
O que resta é ter atitude e esperança.
Por Barbara Albuquerque

O futuro não tem coletivo!


"Bravo, disse-me o maestro após a apresentação. Existem pessoas que não serão capazes de aceitar estar aqui. Existe todo tipo de pessoa. Boa parte delas são as impessoais, as que não suportarão ficar muito mais tempo por aqui. Não sou um pronome possessivo, não quero o futuro do pretérito, não preciso de eufemismos. Tu, leitor, não tens o direito de reclamar de nada. É o que vem sendo ofertado há anos nesse nosso mar e refletimos através de nossas estrelas, em 2100, isso será nosso folclore. O movimento é legítimo. O vai e vem é a alma de nossa gente. Existe poesia ao perceber que alguns conseguem sair da pobreza e do cinismo que comungamos. Nossa feira é de segunda a sexta e deixe o fim de semana para que no mínimo possa esquecer quem sou." Tico Santa Cruz.
Por Tabata Viapiana
=)

Liberdade


(GABRIEL O PENSADOR - ATÉ QUANDO?)
Não adianta olhar por céu, com muita fé e pouca luta
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita
greve, você pode, você deve, pode crer
Não adianta olhar pro chão, virar a cara pra não ver
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus
sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer
Até quando você vai ficar usando rédea?
Rindo da própria tragédia?
Até quando você vai ficar usando rédea? (Pobre, rico, ou classe média).
Até quando você vai levar cascudo mudo?
Muda, muda essa postura
Até quando você vai ficando mudo?
Muda que o medo é um modo de fazer censura.
Até quando você vai levando?(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai levando?(Porrada! Porrada!)
Até quando vai ser saco de pancada?
NÓS SOMOS OS AGENTES DO FUTURO, ESTÁ NA HORA DE ERGUEMOS A CABEÇA E FAZERMOS O NOSSO PAPEL!!
Karin Sampaio

Até o amor?

Numa era em que até os sentimentos e relacionamentos são virtuais consigo ver um uso exagerado dos meios de comunição. Calada, para não parecer antiquada, me senti confortada ao saber que alguns, também incomodados com a questão, usaram uma munição eficiente para atingir os principais causadores desse problema: os jovens. Taí a música dos “Astrounautas”.

“OS SONHOS ? OS SONHOS NASCEM DO MARKETING !!!
TODOS OS MEUS SONHOS NASCEM DA TV
TODOS OS MEUS SONHOS NASCEM DA TV
TODOS OS SEUS SONHOS NASCEM DO QUE VÊ
TODOS OS MEUS SONHOS NASCEM DA TV
TODOS OS SEUS TAMBÉM”
Trecho da música “A Era Moderna”.

“Amores não-modernos escritos nos cadernos
E com domínio pessoal
Amores não-platônicos de nada eletrônicos
E com rede sensorial
Eu quero acabar com a comunicação
Ou enviar e-mail e discutir a relação
Ou vou acelerar todo o meu HD
Pra ver se dessa forma fico bem mais perto de você”
Trecho da música “Amores Eletrônicos”.

www.astronautas.org
Simone Bremm

Tudonadatudonada


Amanda Tamalavicius Bahl

O real futuro da Comunicação


Claudia Guadagnin.

Montra tecnológica

Telefone, GPS, TV, Consola de Jogos, PDA. Divertimento e comunicação permanente, pq fazemos de tudo pra manter vc ainda mais perto de quem você ama!"Para uma tecnologia de sucesso, a realidade deve ter prioridade sobre as relações públicas e proximidade com a comunicação, pois a Natureza não pode ser enganada."( Richard Feynman )
Patricia Sheisi

Montra tecnológica


Telefone, GPS, TV, Consola de Jogos, PDA.
Divertimento e comunicação permanente, pq fazemos de tudo pra manter vc ainda mais perto de quem você ama!
"Para uma tecnologia de sucesso, a realidade deve ter prioridade sobre as relações públicas e proximidade com a comunicação, pois a Natureza não pode ser enganada."( Richard Feynman )

O quê vai substituir o email?

sinal de fumaça-mensageiro-pombo correio-telégrafo-telex-teletipo-fax-email e ?

Quando o assunto é o futuro da comunicação, lembro de uma história que um colega jornalista conta, foi o dia em que conheceu o fax, ha 18 anos, aliás, ele e a redação do jornal em que trabalhava. O “tal” aparelho parou o jornal, todos imaginavam como seria possível chegar um papel escrito, pelo telefone? Isso aconteceu apenas ha 18 anos.

Hoje, temos uma geração que já nasceu com toda a tecnologia disponível dentro do seu próprio quarto, cresceram enviando emails e alguns provavelmente nunca viram sequer uma máquina de escrever.

O futuro da comunicação é algo tão fascinante, que se pararmos para tentar imaginar o quê está por vir, entramos em uma viagem onde a nossa imaginação é o limite. Acredito que ainda vou vivenciar muitos avanços tecnológicos, e tenho certeza que vários deles serão relacionados à comunicação.
Cleverson Beje
Muita informação é igual a nenhuma informação. Enquanto o ser humano não conseguir se focar em algo específico, acabará tendo um conhecimento superficial, facilmente esquecido e que no fim só levará a interpretações equivocadas. O excesso é improdutivo, inútil e acaba com a nossa capacidade de selecionar o mais correto. Enquanto não decidirmos o que queremos saber, nada saberemos!
Oliver Kovacevich Altaras

domingo, 9 de novembro de 2008

Futuro da comunicação

"A melhor maneira de predizer o futuro é criá-lo" Peter Drucker



A dependência nunca teve um bom significado. Se caminharmos para a dependência total da tecnologia da comunicação (que de uma certa forma já está estabelecida, mas tudo tende a piorar nesse sentido), os valores humanos, que dentre os vários estão a capacidade de agir instintivamente, de sentir, de julgar moralmente, perderá seu valor. No final das contas, por mais que os meios de comunicação se tornem cada vez mais evoluídos, temos que ser a mente por trás disso tudo, porque se hoje somos dependentes da comunicação via internet por exemplo, amanhã podemos ser dependentes de uma máquina que pode falar por nós.

Igor Shiota
Daniel Courtouke dos Santos

Comuicação e futuro

O preço do silêncio

Até quando?

...


Tabata Kadur

"O que a Beleza é?"

por Eduardo Baggio

"O que a beleza é?

Eu vou tentar descrever

Um fruto do próprio esforço

[...] É o final do 'ensaio sobre a cegueira'".

"Praça de Alimentação", da banda curitibana Terminal Guadalupe.


No final do "Ensaio Sobre a Cegueira", todos percebem que perderam a visão para aprender a enxergar. José Saramago, autor da obra, alerta: estamos viciados em imagens; nosso olhar se perdeu; quando todos vêem demais, ninguém vê nada.


O PhotoShop não é inimigo. Nosso gosto estético, também não. Cada época tem sua graça e estilo, reinterpretada pela década posterior.

Os photoshopeiros de hoje são os pintores talentosos de ontem. Sabemos que Napoleão não era viril como mostram as pinturas. Sabemos que a feiúra de Carlota Joaquina era exaustivamente redesenhada. E quem pode dizer que Monalisa foi tão bela quanto aparece na obra?

A beleza é uma edificação. Seu processo de criação ( ou busca) exige que o artista reflita, sofra, alegre-se, vasculhe o mundo e a si mesmo com intensidade e qualidade. Desse garimpo surge a arte: beleza. Esta nos encanta e preenche com vida. Ela é fruto do auto-mergulho e doação. Criar é retaliar-se, dividir-se para encontrar o deleite máximo.

E caminhando nesse sentido, a beleza moderna é legítima, mas banalizou-se. Usar a ferramenta PhotoShop para buscar um ideal de imagem é uma qualidade. Mas criar um vício pelo processo de estetização, exagerar e crer que tudo e todos devem passar pelos pincéis da ferramenta, é excesso.

Sigmunt Baumann é um sujeito atento a isso tudo. Sua trilogia de liquidez (Vida, Modernidade e Amor Líquidos) reflete, principalmente, sobre como o homem moderno se vê, interpreta e equilibra. A verdade, defende o autor, é que não há equilíbrio algum. “O medo líquido faz o sujeito desesperar-se, pois pode tornar-se defasado em instantes. Todas as oportunidades podem escorrer pelas mãos como água”, defende Baumann. E nosso ideal de beleza sofre com isso. Sofre, pois, como defende o fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson, “a cultura ocidental não aceita que nada envelheça; somente o jovem é belo”.

Talvez, creio eu, a malignidade esteja em tornar tudo igual, tudo americano e enlatado. A profundidade se perde. O momento é vivido para ser tão-somente registrado, e não vivido. Assustados, percebemos: tudo [e fraco por detrás das câmeras. Vivemos pela imagem, e não pelo coração.

Novo dia

A comunicação social esta se misturando, ate demais esquecendo sua função atrás de clientes, que queiram escolta, esquecendo seu papel que por mais incrível que possa parecer não é o de alienar o publico.

O publico que esta acordando, os canais de comunicação estão se multiplicando exponencialmente. O que os grandes veículos a cada dia mais esta se ponderado pelo publico.

A comunicação hoje é um produto, e vai continuar a ser mas a cada dia mais, vai ter um publico mais seleto e critico, que não vai aceitar a mesma noticia durante dois meses no jornal e nem vai comprar uma cerveja por que viu um siri rebolar.

Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou e nesses dias as alegrias serão de todos é só querermos.
Vinicius Goulart Perrone

Guerra da leitura

Sexta-feira passada eu estava lendo uma revista dessas famosas e que continha uma crônica ganhadora de dois prêmios esse ano. Logo que vi a chamada de capa, fui correndo até a página para ler e ver se era merecedora das conquistas – todo leitor é um crítico. Chegando ao destino, verifiquei quantas páginas era a crônica inteira. Estava trabalhando nessa hora, portanto não poderia demorar.

                A partir do início da leitura, logo me encantei com o primeiro parágrafo, apesar de não entender algumas palavras. Fui feliz até às últimas páginas e dei o aval merecedor – bem interessante. Observando, perto de mim, uma colega de trabalho e que estava divertindo-se com jogos no computador, daqueles bem simples e bobinhos, mas que fazem a hora passar rapidamente, indiquei a leitura da crônica para ver a reação e se seria tão capaz de lidar com esse meio de comunicação tão antigo como lidava com aquela máquina comunicadora tão poderosa.

                Eis que começou a tensão. – Sim, quero ver  – sorriu ela pedindo a revista. Eu, como tenho a mania de folhear a revista com todo cuidado, meu deu calafrios quando ela pegou e logo entortou a revista inteira para um lado e selecionou apenas a página inicial. Quando percebeu que o texto ocupava toda a página, sem nenhuma ilustração, desamassou a revista e começou a folha-lá com o intuito de ver quantas agonias iria passar. Ela não queria mais ler.

                - Grande né! – comentou com um sorriso mais constrangido agora. – É, mas é divertido, principalmente à parte dos cachorrinhos – brinquei e a encorajei. Começou a leitura. As duas mãos na cabeça, olhos que iam e voltavam. Colocou os óculos. Parou, coçou a cabeça. Voltou. Leu o primeiro parágrafo e desistiu de vez. Olhou para mim e disse:

                - Quer que eu te ensine a jogar um game de guerra? É bem divertido!


Kim Kopycki

E a imprensa vai continuar levando o mundo do seu jeito...


"Não há opinião pública; há opinião publicada."- Winston Churchill
Fernanda Giotto Serpa
O que muda em nossa época não é apenas o conceito de beleza, mas o próprio conceito de época. Vivemos em um período que questiona e discute muito mais as coisas, chegando a se autocriticar, pelo menos dentro da universidade.
É óbvio que nossa sociedade se norteia por um estereótipo de beleza que concentra juventude, traços perfeitos e busca pela naturalidade. Seria hipocrisia da minha parte não reconhecer isso. Mas insisto em dizer que mesmo incentivando corpos sarados, peles impecáveis e estilos de beleza uniformes, a nossa sociedade e até a nossa mídia já começou a se questionar a respeito dessas questões, quando ela fala de saúde, por exemplo, explorando temas que extrapolam o superficial “perca 7 kg em 4 dias”, sentimos que as coisas mudaram. Isso é muito positivo!

N J U V E N T U D E A
A U
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U IDADE O
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A BELEZA C
L R
I SAÚDE Í
D T
A DIETAS I
D C
E A

Giovana Gulin




Algúem viu minha identidade?

Não é novidade que a sociedade contemporânea busca diariamente a “fonte da eterna juventude”. Como diria o trio do Alphaville, na década de 70, com o sucesso “forever young”. Esse desejo do querer ser sempre jovem é antigo, e pode desdenhar indícios de sociedades antigas que já mantinham o hábito de se cuidar e valorizar o corpo.

Peguemos o exemplo mitológico de Narciso. Segundo a lenda na Grécia antiga, um belo rapaz permitiu-se “consumir” na margem de um rio, que refletia a sua face nas águas, sem perceber que apaixonou-se por sua beleza. Essa paixão pelo corpo perfeito e idealizado pela mídia na sociedade pós-moderna se traduz em indivíduos complexados e com falta de auto-afirmação, para assumirem a sua forma de se ver. As pessoas perdem suas identidades, pois querem se parecer com a modelo estampada na revista ou com atores com destaque no cenário global. As jovens bulêmicas e anorexas, e os rapazes musculosos são criações dessa mídia.

Um estudioso chamado Marx Featherstone analisou o comportamento dessa sociedade consumista, e concluiu que nas sociedades contemporâneas, a transformação no ciclo da vida faz com que as barreiras da juventude e velhice se “borrem” e, assim, manter-se jovem o coloca como um imperativo para os mais velhos. "Na cultura de consumo, a velhice é apresentada com imagens que a retratam como uma fase da vida na qual sua juventude, vitalidade e atratividade podem ser mantidas..." (Featherstone, 1994, p. 68). Ou seja, se não for desejável, serei desprezado pelo que os “sem identidade” julgam ser o ideal.

O metrossexual é um exemplo claro desse consumismo desenfreado. Ele investe uma parte de suas finanças na busca pela beleza, com higiene e artigos de beleza. Desta forma, os homens a cada dia se cuidam mais e zelam por um corpo perfeito e ideal. Clínicas de estética antes áreas freqüentadas por mulheres, recebem agora o sexo masculino disposto a se submeter a processos de busca pela beleza embasadas no alheio e imposto no seu subconsciente. Ele não quer ser diferente, mas sim pertencer ao grupo social. Por mais que eu perca minha identidade, importa o que vão achar de mim. O culto a beleza pode trazer a felicidade ao indivíduo repentinamente.

Gabriel Bozza

Flávia Zanforlim

sábado, 8 de novembro de 2008

Corpo, uma extensão da fala


“Burro de quem não julga pela aparência”, já dizia o escritor britânico Oscar Wilde. Embora muitos defendam o contrário desta frase ela não teria sentido se não fizéssemos do nosso corpo uma extensão da fala, comunicação. Essa transmissão de mensagem que se faz com o corpo pode ser feita de várias formas: Através de tatuagens, piercings, maneira de se vestir, cores que usamos nas roupas, acessórios que usamos no corpo.

Desde o início de nossa existência utilizamos o corpo como princípio de linguagem. Tribos indígenas utilizavam o corte de cabelo, pinturas no corpo e pulseiras e colares para diferenciar as tribos umas das outras. Utilizar o corpo como princípio de comunicação está presente na nossa história.

Porém, essa comunicação não está somente na aparência do corpo. Le Breton cita em sua obra, A sociologia do Corpo, que “atividades perceptivas, mas também expressão dos sentimentos, cerimoniais dos ritos de interação, conjunto dos gestos e mímicas, produção da aparência, jogos sutis da sedução, técnicas do corpo, exercícios físicos, relação com a dor, com o sofrimento, etc.”

Estupidez dizer que o corpo é um conjunto de massa, matéria. O corpo é nossa única e exclusiva propriedade, e da qual ninguém poderá nos tirar, fazemos dele uma extensão da nossa comunicação. Afinal, a comunicação está em nossas mãos.
Eloá Cruz

Uma das campanhas desenvolvidas pela empresa Deca, mostra o corpo feminino como estratégia de venda de seus produtos, e possibilita uma análise acerca da construção cultural do corpo na contemporaneidade.

Segundo Peruzzolo, é importante ter em mente que a figuração do corpo humano como dispositivo de produção de sentido, na mídia e fora dela, não é algo isolado nem no tempo nem no espaço e não está aí sequer por vontade expressa de ninguém nominável. Como produto cultural do tempo das mídias, o fenômeno está sujeito ao jogo das forças inomináveis dos processos sócio-históricos que constroem a cultura e possibilitam a sua integração nela, fazendo a sua vivência".

A banalização da beleza fez com que a maioria das mulheres consumisse uma imagem que, para grande parte da população feminina brasileira, é um ideal difícil de ser alcançado, uma vez que a publicidade, além de vender o produto, vende também, simbolicamente, conceitos que as mulheres passam a desejar. (Del Priore, 2000: 99)

A foto faz parte de uma das peças publicitárias que fizeram parte da campanha da empresa Deca de 2002 a 2005, intitulada "A Forma Exata" e desenvolvida pela agência DPZ, de São Paulo/Brasil.
Renata Muzzolon

A mídia narcisista e consumista

Campanha televisiva de sabonete para mulheres

É sabido de todos que a mídia está diretamente ligada ao comportamento das pessoas. Que ela impõe condições, determina situações, seleciona , estratifica. Mas isto não é nenhuma novidade, afinal é mais conhecido do que andar para frente, só não vê que está cego.

A única novidade, que começamos a perceber nas últimas décadas, é a cada vez mais presente relação entre a mídia e o consumo. Primeiro os meios de comunicação, através da grande exposição, estabeleceram os padrões de tipologia física ideal (corpo perfeito) – no qual se define critérios para cabelo, altura, peso, cor, corpo. Por conseguinte, os próprios meios de comunicação oferecem a solução para quem está fora desta tipologia física ideal: cosméticos, roupas, enfeites, cirurgias plásticas e fármacos em geral.

Uma prova desta nova condição estabelecida pela mídia é a crescente procura das pessoas pelas academias de ginástica. Não que isto seja uma prática inútil, mas não podemos negar o aumento visível de procura pelas academias. É claro que existe a questão da saúde, as academias vendem saúde. Todavia, se formos avaliar o aspecto da saúde, ainda assim perceberemos que a maioria das pessoas não se preocupa em fazer exames cardiológicos, como se preocupa em malhar e tonificar sua musculatura.

Em linhas gerais, a indústria do corpo perfeito, é relacionada por alguns teóricos como parte do consumo cultural, que atinge todas as classes sociais, sexos e faixas etárias. Para Adorno e Hokheimer, os consumidores da mídia são na essência trabalhadores, empregados, lavradores e pequenos burgueses. O capitalismo os mantém presos como presas fáceis do conteúdo midiático.

Por fim, a conclusão que se tira é que existe uma relação direta entre modelo econômico (capitalismo), mass media (meios de comunicação) e a indústria cultural (consumismo).

Adriano Ribeiro Machado

O conceito de beleza muda, mas no fim tudo permanece igual.

Apesar de o conceito de beleza e corpo perfeito ter ficado mais evidente com a mídia de massa, ele sempre existiu. Antigamente, as gordinhas eram consideradas as mulheres mais atraentes. No final do século XIX, com o romantismo, a mulher deveria ser delicada e com cintura fina. Com a modelo Twiggy, nos anos 60, ser bonita passou a ser sinônimo de ser magra. Agora, a mulher passa a ter uma nova rotina, dividindo-se entre o trabalho, os filhos, a casa e a busca por uma beleza que se enquadre em algum dos modelos pré-estabelecidos pela nossa sociedade, que são diferentes e variam entre as regiões. Claro que, hoje em dia, essa crise de identidade que Stuart Hall tanto fala fica ainda mais evidente. Muitas loucuras são feitas pela beleza, pois há também infinitas possibilidades. Talvez seja essa a identidade da nossa sociedade. Uma sociedade que em busca de alguma identidade, acaba sem identidade nenhuma.

Mariana Guzzo

Expressões Corporais em uma Sociedade Imagética


Nossa aparência pode dizer muito sobre nós mesmos, sobre nossa identidade cultural a que Hall se referia. Nesse contexto, a mídia cria conceitos e padrões de beleza, sugerindo principalmente por meio de anúncios publicitários, o culto a um corpo perfeito. O reflexo disso está muitas vezes nos jovens, anoréxicos e bulêmicos, que consomem a idéia de um corpo perfeito que está na moda.

Além disso, marcas no corpo expressam desde tempos remotos, modos de vida de uma sociedade. As tatuagens, já utilizadas para simbolizar ritos de passagem, foram utilizadas também por marinheiros, hippies, roqueiros, presidiários, até se tornarem um modismo e passarem a abranger também pessoas com alto poder aquisitivo, que se utilizam dessa intervenção corporal, para muitas vezes expressar suas individualidades. As tatuagens são até mesmo analisadas por psicólogos forenses que traçam o perfil psicológico de um réu.

Na sociedade em vivemos, “imagem é tudo”, e a representação visual dos objetos e de nós mesmos, está presente em nosso cotidiano com forte apelo da mídia.
Segue abaixo a letra de "O corpo de lama" de Chico Science que faz referência aos pescadores do mangue com a apropriação de signos.
Este corpo de lama que tú vê
É apenas a imagem que sou
Este corpo de lama que tú vê
É apenas a imagem que é tú
Que o sol não segue os pensamentos
Mas a chuva mude os sentimentos
Se o asfalto é meu amigo eu caminho
Como aquele grupo de carangueijos
Ou vindo a música dos trovões
Essa chuva de longe que tú vê
É apenas a imagem que sou
Esse sol bem de longe que tú vê
É apenas a imagem que é tú
Fiquei apenas pensando
Que teu rosto parece com as minhas idéias
Fiquei lembrando
Que há muitas garotas em ruas distantes
Há muitos meninos correndo em mangues distantes
Essa rua de longe que tú vê
É apenas a imagem que sou
Esse mangue de longe que tú vê
É apenas a imagem que é tú
Se o asfalto é meu amigo eu caminho
Como aquele grupo de carangueijos
Ou vindo a música dos trovões
(Deixar que os fatos sejam fatos naturalmente, sem que sejam forjador para acontecer.
Deixar que os olhos vejam os pequenos detalhes lentamente. Deixar que as coisas que lhe circundam estejam sempre inertes, como móveis inofensivos, para lhe servir quando for preciso E nunca lhe causar danos, Sejam eles morais físicos ou psicológicos...)

Por Aline Presa.
E se o feio estivesse na moda?
E se a mídia destacasse o feio como o visual essencial, como o modelo que todos deviam seguir?
O belo já se tornou algo impossível de conceituar, algo que muda numa velocidade constante. E é a mídia que decide o que deve ou não entrar em voga, o que todos devem buscar como máxima da aparência de seus corpos. Não importa se sentir bem e confortável e sim ser magra como uma modelo, bonita como tal atriz. Porém, ao seguir esses modelos, outras questões de extrema importância acabam esquecidas.

A atriz americana de filmes e seriados, Christina Applegate, foi diagnosticada com câncer de mama, este ano. Numa decisão surpreendente, escolheu retirar ambos os seios e não apenas aquele que tinha o tumor. Após, fez uma cirurgia de reconstituição. Mas a atitude de Christina mostra que o belo pode ser importante, mas não o essencial.
Enquanto muitos escolhem a beleza acima de tudo, sem limites para atingir o que consideram ‘belo’, ou o que acabam considerando por conta da mídia, é necessário buscar o contraponto, o do que é feio pode ser bonito. Ou o de que estar bem é se sentir bonito.

Mariana Scoz

Imposição submissa



O movimento feminista começou no século XIX. No Brasil, esse movimento teve força em 1922, com diversos objetivos, entre eles a liberação ao voto, o trabalho e a não-submissão. Um dos fatos mais marcantes foi o “Bra-Burning” ou “A Queima dos Sutiãs”, em 1968, nos Estados Unidos, em protesto ao concurso Miss América.

Desde então, muitos costumes foram mudados por causa dessa revolução. E são nestes momentos e marcos históricos, que a mídia se faz presente, apoiando ou marginalizando os fatos. Atualmente, a segmentação na mídia é forte e constante. Pode-se ter acesso facilmente aos conteúdos de revistas femininas e masculinas e aos canais destinados a esses públicos, onde o machismo, as dicas de rejuvenescimento e a padronização de beleza estão fortemente presentes. Isso prova, ainda, a submissão e a aceitação de produtos e imposições de uma sociedade e indústria comercial e midiática.

Outros temas relacionados, como o culto ao corpo, a realização estética e a ânsia pela perfeição são assuntos discutidos entre jovens, adultos e idosos da sociedade pós-moderna. As demarcações culturais de cada região são expressadas através da cultura e da expressão facial e corporal de cada indivíduo. Com a forte publicidade, que incentiva o belo de acordo com os padrões, e a perda da identidade e etnia, explicada segundo o autor Stuart Hall, a caracterização regional se perde, podendo chegar a um fato bizarro.

Além da beleza, muitos também buscam outras ambições, como a fama, o desejo e o dinheiro. Assim, conciliam uma vontade com a outra e superam o limite. A mídia explora esse lado com tanta naturalidade, que podemos até aceitar que a realização de mais de 20 cirurgias plásticas, como é o caso da atriz e modelo brasileira, Sheyla Almeida Hershey, é natural. Sheyla já implantou 5,5 litros de silicone em cada mama e ocupa o 1º lugar no ranking do Guiness Brasil. Ela ainda tem a vontade de bater o recorde mundial, que é ter 8 litros de silicone em cada mama.




Aline Balbino

Uma Sociedade Doente

A relação corpo-mídia define claramente o pensamento cultural da contemporaneidade. Principalmente a televisão, mas também meios como a revista, que possibilita imagens de alta definição, cor e qualidade, designam às pessoas as formas perfeitas de corpos magros e definidos, peles lisinhas e sem quaisquer imperfeições. E essa busca pela perfeição não tem atingido só as mulheres; os homens estão cada vez mais preocupados em deixar seus corpos perfeitos, impecáveis, como uma forma de ter certeza de que serão bem aceitos na sociedade. Neste sentido, a teoria crítica entra confrontando os preceitos da cultura e da sociedade. Toda essa preocupação excessiva com a beleza acabou construindo uma outra sociedade, baseada em valores estéticos e não mais humanos, e que acaba gerando medos, incertezas e inseguranças extremamente prejudiciais. Talvez esse excesso de informações, de mídias cada vez mais modernas e influenciáveis, seja uma das causas dessa crise de identidade. Não se sabe mais o que procurar, onde, como e quando. A única certeza que se tem, é de que um corpo perfeito, bonito, abre portas e faz com que as pessoas se sintam melhores que as outras. Aí está uma das maiores doenças da sociedade contemporânea.

Anelise Caparica

A ditadura midiática

Até quando ter um corpo malhado, com uma silhueta perfeita e os olhos verdes, são benéficos para a saúde?
A mídia injeta na sociedade as tendências da moda e suas conseqüências. Hoje em dia as garotas já não estão mais preocupadas em se manter em pé, se a bulemia e a anorequicia foram suas companheiras de manequins.
O problema da sociedade é não acreditar que a beleza está muito além do que um umbigo de fora com um piecing pendurado. Muitas revistas, livros, programas de televisão dizem que ser belo é ter um manequim 36 / 38.
Porém, o grande erro cometido por esses veículos que se dizem os poderosos em emagrecimento, ditadores da beleza, etc, esquecem de mostrar o lado das pessoas que tentam, e tentam muito chegar a pelo menos há um terço do que é imposto e não percebem o que isso acontece..
Talvez se a mídia mudasse e a sociedade aprendesse a valorizar as pessoas, com certeza muitas clínicas de reabilitação não teriam tantas garotas de 16,17 anos que estão lá em busca de ajuda para aceitar que não fazem parte do padrão de beleza do mundo...

Ana Carolina Paiva

Real Beleza?

Uma campanha criada pela Dove mostra o motivo pelo qual mulheres comuns parecem nunca estar satisfeitas com sua aparência. No vídeo, uma mulher é maquiada e produzida para uma sessão de fotos. Então, uma dessas fotos é tratada no photoshop. O resultado afinal é absurdamente distante da realidade inicial.




Já em uma campanha recente da Loreal, a atriz e cantora Beyonce teve a cor de sua pele visivelmente clareada. É claro que a marca foi criticada por isso, mas o caso é só mais um exemplo de que a beleza hoje imposta pela mídia é inatingível até mesmo para as modelos e estrelas da música e do cinema.




As mesmas revistas femininas e adolescentes que volta e meia publicam matérias pedindo atenção à doenças como anorexia e bulimia e pregando a auto-estima, também publicam fotos de modelos magérrimas e donas de rostos perfeitos nas páginas seguintes. É o caso, por exemplo, da revista Nova, que em suas últimas edições lançou uma campanha para que as mulheres assumam e não tenham vergonha da celulite. Nessa campanha, mulheres famosas usam camisetas com frases e desenhos, assumindo ter o "problema".

"NOVA declara: chega de preconceito! Basta de transar no escuro! Fim da ditadurada canga! Afinal, eu tenho, tu tens, ela tem. Nós temos, vós tendes, elas têm. Algumas não têm — mas ainda vão ter. Epidemia? Síndrome? Maldição? De jeito nenhum. A celulite não deixa de ser uma tradução da essência feminina".

Na mesma edição que publicou essa campanha revolucionária, foi também publicada uma matéria que ensinava exercícios, massagens e cremes para que a celulite fosse combatida e para a conquista de um abdômem "chapado". É de deixar as mulheres, no mínimo, confusas.

Julliana Bauer