sábado, 8 de novembro de 2008

Corpo, uma extensão da fala


“Burro de quem não julga pela aparência”, já dizia o escritor britânico Oscar Wilde. Embora muitos defendam o contrário desta frase ela não teria sentido se não fizéssemos do nosso corpo uma extensão da fala, comunicação. Essa transmissão de mensagem que se faz com o corpo pode ser feita de várias formas: Através de tatuagens, piercings, maneira de se vestir, cores que usamos nas roupas, acessórios que usamos no corpo.

Desde o início de nossa existência utilizamos o corpo como princípio de linguagem. Tribos indígenas utilizavam o corte de cabelo, pinturas no corpo e pulseiras e colares para diferenciar as tribos umas das outras. Utilizar o corpo como princípio de comunicação está presente na nossa história.

Porém, essa comunicação não está somente na aparência do corpo. Le Breton cita em sua obra, A sociologia do Corpo, que “atividades perceptivas, mas também expressão dos sentimentos, cerimoniais dos ritos de interação, conjunto dos gestos e mímicas, produção da aparência, jogos sutis da sedução, técnicas do corpo, exercícios físicos, relação com a dor, com o sofrimento, etc.”

Estupidez dizer que o corpo é um conjunto de massa, matéria. O corpo é nossa única e exclusiva propriedade, e da qual ninguém poderá nos tirar, fazemos dele uma extensão da nossa comunicação. Afinal, a comunicação está em nossas mãos.
Eloá Cruz

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