sábado, 8 de novembro de 2008

Expressões Corporais em uma Sociedade Imagética


Nossa aparência pode dizer muito sobre nós mesmos, sobre nossa identidade cultural a que Hall se referia. Nesse contexto, a mídia cria conceitos e padrões de beleza, sugerindo principalmente por meio de anúncios publicitários, o culto a um corpo perfeito. O reflexo disso está muitas vezes nos jovens, anoréxicos e bulêmicos, que consomem a idéia de um corpo perfeito que está na moda.

Além disso, marcas no corpo expressam desde tempos remotos, modos de vida de uma sociedade. As tatuagens, já utilizadas para simbolizar ritos de passagem, foram utilizadas também por marinheiros, hippies, roqueiros, presidiários, até se tornarem um modismo e passarem a abranger também pessoas com alto poder aquisitivo, que se utilizam dessa intervenção corporal, para muitas vezes expressar suas individualidades. As tatuagens são até mesmo analisadas por psicólogos forenses que traçam o perfil psicológico de um réu.

Na sociedade em vivemos, “imagem é tudo”, e a representação visual dos objetos e de nós mesmos, está presente em nosso cotidiano com forte apelo da mídia.
Segue abaixo a letra de "O corpo de lama" de Chico Science que faz referência aos pescadores do mangue com a apropriação de signos.
Este corpo de lama que tú vê
É apenas a imagem que sou
Este corpo de lama que tú vê
É apenas a imagem que é tú
Que o sol não segue os pensamentos
Mas a chuva mude os sentimentos
Se o asfalto é meu amigo eu caminho
Como aquele grupo de carangueijos
Ou vindo a música dos trovões
Essa chuva de longe que tú vê
É apenas a imagem que sou
Esse sol bem de longe que tú vê
É apenas a imagem que é tú
Fiquei apenas pensando
Que teu rosto parece com as minhas idéias
Fiquei lembrando
Que há muitas garotas em ruas distantes
Há muitos meninos correndo em mangues distantes
Essa rua de longe que tú vê
É apenas a imagem que sou
Esse mangue de longe que tú vê
É apenas a imagem que é tú
Se o asfalto é meu amigo eu caminho
Como aquele grupo de carangueijos
Ou vindo a música dos trovões
(Deixar que os fatos sejam fatos naturalmente, sem que sejam forjador para acontecer.
Deixar que os olhos vejam os pequenos detalhes lentamente. Deixar que as coisas que lhe circundam estejam sempre inertes, como móveis inofensivos, para lhe servir quando for preciso E nunca lhe causar danos, Sejam eles morais físicos ou psicológicos...)

Por Aline Presa.

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