sábado, 8 de novembro de 2008

A mídia narcisista e consumista

Campanha televisiva de sabonete para mulheres

É sabido de todos que a mídia está diretamente ligada ao comportamento das pessoas. Que ela impõe condições, determina situações, seleciona , estratifica. Mas isto não é nenhuma novidade, afinal é mais conhecido do que andar para frente, só não vê que está cego.

A única novidade, que começamos a perceber nas últimas décadas, é a cada vez mais presente relação entre a mídia e o consumo. Primeiro os meios de comunicação, através da grande exposição, estabeleceram os padrões de tipologia física ideal (corpo perfeito) – no qual se define critérios para cabelo, altura, peso, cor, corpo. Por conseguinte, os próprios meios de comunicação oferecem a solução para quem está fora desta tipologia física ideal: cosméticos, roupas, enfeites, cirurgias plásticas e fármacos em geral.

Uma prova desta nova condição estabelecida pela mídia é a crescente procura das pessoas pelas academias de ginástica. Não que isto seja uma prática inútil, mas não podemos negar o aumento visível de procura pelas academias. É claro que existe a questão da saúde, as academias vendem saúde. Todavia, se formos avaliar o aspecto da saúde, ainda assim perceberemos que a maioria das pessoas não se preocupa em fazer exames cardiológicos, como se preocupa em malhar e tonificar sua musculatura.

Em linhas gerais, a indústria do corpo perfeito, é relacionada por alguns teóricos como parte do consumo cultural, que atinge todas as classes sociais, sexos e faixas etárias. Para Adorno e Hokheimer, os consumidores da mídia são na essência trabalhadores, empregados, lavradores e pequenos burgueses. O capitalismo os mantém presos como presas fáceis do conteúdo midiático.

Por fim, a conclusão que se tira é que existe uma relação direta entre modelo econômico (capitalismo), mass media (meios de comunicação) e a indústria cultural (consumismo).

Adriano Ribeiro Machado

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