sábado, 8 de novembro de 2008

O conceito de beleza muda, mas no fim tudo permanece igual.

Apesar de o conceito de beleza e corpo perfeito ter ficado mais evidente com a mídia de massa, ele sempre existiu. Antigamente, as gordinhas eram consideradas as mulheres mais atraentes. No final do século XIX, com o romantismo, a mulher deveria ser delicada e com cintura fina. Com a modelo Twiggy, nos anos 60, ser bonita passou a ser sinônimo de ser magra. Agora, a mulher passa a ter uma nova rotina, dividindo-se entre o trabalho, os filhos, a casa e a busca por uma beleza que se enquadre em algum dos modelos pré-estabelecidos pela nossa sociedade, que são diferentes e variam entre as regiões. Claro que, hoje em dia, essa crise de identidade que Stuart Hall tanto fala fica ainda mais evidente. Muitas loucuras são feitas pela beleza, pois há também infinitas possibilidades. Talvez seja essa a identidade da nossa sociedade. Uma sociedade que em busca de alguma identidade, acaba sem identidade nenhuma.

Mariana Guzzo

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