sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Corpo e a Mídia

Impressionante o quanto ás pessoas invejam artistas, pessoas famosas, astros de televisão e galãs da Globo... Impressionante o quanto elas querem ficar parecidas com atrizes que já fizeram várias plásticas, somente porque julgam que vão ficar mais satisfeitas e completas se seguirem determinados padrões de beleza!
A mídia é uma grande vilã, se tratando de construção de uma identidade. São revistas de beleza com corpos esculturais, rostinhos bonitos na televisão, a venda da imagem de que pra você ter valor e ser aceito precisa estar parecendo com modelos magras e astros de Hollywood.
Eles vendem o produto, e nós somos escravizados pela ditadura da beleza. O Brasil é um dos países campeões em cirurgias plásticas, e é através disso, que a mídia explora cada vez mais a silhueta perfeita.
Um estudo feito por um médico cirurgião plástico afirma que a anorexia é algo fabricado pela mídia. A indústria da moda, que perpetua e fixa as imagens de modelos cadavéricas é irresponsável. As revistas Vogue e Bazzar empregam, geralmente, um seleto grupo de modelos. Essas mulheres são muito mais altas e muito mais magras do que o padrão considerado normal. Elas são tão magras que as estruturas ósseas de seus corpos são macabramente visíveis sob suas pálidas e brancas peles.
A glamorização do corpo magro e a demonização do corpo “cheio” é assunto onipresente em quase todas as revistas de moda. As imagens conseguem transmitir muito mais do que palavras. Facilmente, nossos olhos aprendem a distinguir o que é bonito do que é “feio”. Mas não são apenas as imagens, há os artigos que advogam estratégias absurdas para se conquistar um homem, que discutem as dietas e exercícios da moda, além dos depoimentos de mulheres que perderam peso (e agora são, magicamente, felizes). Fora os ensaios ”científicos” (de médicos, psicólogos, terapeutas, etc.) com ultra-mega dicas de “saúde”. A linguagem destes textos é fácil, sedutora, e tudo é naturalmente assimilado.

Caroline Brand

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