sábado, 8 de novembro de 2008


Uma das campanhas desenvolvidas pela empresa Deca, mostra o corpo feminino como estratégia de venda de seus produtos, e possibilita uma análise acerca da construção cultural do corpo na contemporaneidade.

Segundo Peruzzolo, é importante ter em mente que a figuração do corpo humano como dispositivo de produção de sentido, na mídia e fora dela, não é algo isolado nem no tempo nem no espaço e não está aí sequer por vontade expressa de ninguém nominável. Como produto cultural do tempo das mídias, o fenômeno está sujeito ao jogo das forças inomináveis dos processos sócio-históricos que constroem a cultura e possibilitam a sua integração nela, fazendo a sua vivência".

A banalização da beleza fez com que a maioria das mulheres consumisse uma imagem que, para grande parte da população feminina brasileira, é um ideal difícil de ser alcançado, uma vez que a publicidade, além de vender o produto, vende também, simbolicamente, conceitos que as mulheres passam a desejar. (Del Priore, 2000: 99)

A foto faz parte de uma das peças publicitárias que fizeram parte da campanha da empresa Deca de 2002 a 2005, intitulada "A Forma Exata" e desenvolvida pela agência DPZ, de São Paulo/Brasil.
Renata Muzzolon

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