sábado, 8 de novembro de 2008

Uma Sociedade Doente

A relação corpo-mídia define claramente o pensamento cultural da contemporaneidade. Principalmente a televisão, mas também meios como a revista, que possibilita imagens de alta definição, cor e qualidade, designam às pessoas as formas perfeitas de corpos magros e definidos, peles lisinhas e sem quaisquer imperfeições. E essa busca pela perfeição não tem atingido só as mulheres; os homens estão cada vez mais preocupados em deixar seus corpos perfeitos, impecáveis, como uma forma de ter certeza de que serão bem aceitos na sociedade. Neste sentido, a teoria crítica entra confrontando os preceitos da cultura e da sociedade. Toda essa preocupação excessiva com a beleza acabou construindo uma outra sociedade, baseada em valores estéticos e não mais humanos, e que acaba gerando medos, incertezas e inseguranças extremamente prejudiciais. Talvez esse excesso de informações, de mídias cada vez mais modernas e influenciáveis, seja uma das causas dessa crise de identidade. Não se sabe mais o que procurar, onde, como e quando. A única certeza que se tem, é de que um corpo perfeito, bonito, abre portas e faz com que as pessoas se sintam melhores que as outras. Aí está uma das maiores doenças da sociedade contemporânea.

Anelise Caparica

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